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O VAR extinguiu as desculpas. Ou o árbitro é ignorante ou ladrão

Eber Aquino, o árbitro paraguaio. EITAN ABRAMOVICH / AFP
Eber Aquino, o árbitro paraguaio. EITAN ABRAMOVICH / AFP

A instalação do árbitro de vídeo, o popular VAR, em determinadas competições, como a Copa do Mundo e a Libertadores da América, extinguiu as desculpas para os vacilos do apito. Não tem mais aquela de “jogada muito rápida”, “visão encoberta” ou mesmo a melhor de todas: “lance interpretativo”.

Com o recurso da TV à beira do gramado, basta conhecer as regras e estar com o exame oftalmológico em dia. Claro, alguns lances são um pouco mais complicados, mas nada que o replay, com um forward pra lá, um rewind pra cá, não seja capaz de dirimir as dúvidas.

Assim, fica simples avaliar a barbaridade perpetrada em Boca Juniors e Cruzeiro, na última quarta-feira, 2 a 0 para os argentinos na mítica cancha de La Boca. O próprio árbitro paraguaio, Eber Aquino, pode escolher a qualificação que mais lhe agrade assumir: ignorante ou mal-intencionado?

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Já na etapa final, o zagueiro Dedé, da Raposa, foi expulso após atingir, com a tampa da cabeça, o queixo do goleiro bostero Andrada. Um choque absolutamente involuntário. O beque salta antes, abaixa a cabeça para encontrar a bola e, infortunadamente, se choca violentamente com o arqueiro.

Um acidente. Imagem límpida, cristalina, transparente. Decisão banal para o árbitro até no calor do duelo. Sem margem para questionamentos. Eis que Aquino foi consultar o vídeo e, sem qualquer cerimônia, despudoradamente, ergueu a tarjeta roja.

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Imediatamente, o escândalo assaltou as redes sociais e todos os lares em que uma televisão estivesse sintonizada no combate em Buenos Aires. Com toda a razão. Mas, desta vez, com a diferença crucial: o VAR eliminou as desculpas e, agora, empurra a polêmica por apenas dois caminhos.

Não surpreenderia se descobríssemos que Aquino desconhece as regras básicas do esporte, ainda que atue como árbitro internacional em competição relevante. É notório o baixo nível do apito, de uma forma geral, seja na América Latina, na Europa etc. E a ignorância seria uma bênção.

Afinal, a outra opção é terrível. Tamanha é a franqueza da imagem que Dedé só poderia ter sido expulso para ajudar, deliberadamente, o Boca. Motivos para desconfiar não faltam, partindo da costumeira “camaradagem” da Conmebol com os argentinos e a inanição política da CBF e dos brasileiros.

Seja qual for o caso, a polêmica sobre arbitragem persiste. Só ficou mais simples especular. Ignorante ou ladrão?

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