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VAR escapa de polêmicas na Copa do Brasil. Só Gabigol tentou trair o vídeo

VAR utilizado na Copa do Brasil. Ivan Storti/Santos FC
VAR utilizado na Copa do Brasil. Ivan Storti/Santos FC

Cercada de expectativa, e com potencial para problemas, a estreia do árbitro de vídeo na Copa do Brasil passou sem polêmicas nas três partidas da quarta-feira (2) à noite. Santos e Cruzeiro (0 a 1), Corinthians e Chapecoense (1 a 0) e Grêmio e Flamengo (1 a 1) contaram com o recurso do VAR, sigla para video assistant referee, em inglês, sensação da Copa do Mundo na Rússia. Foi a primeira vez que uma competição organizada da CBF utilizou a ferramenta e com o protocolo da Fifa.

Somente um lance foi destaque nos mais de 270 minutos de bola rolando pelo mata-mata nacional. Já no segundo tempo na Vila Belmiro, Gabigol, do Peixe, foi ao solo em cruzamento na área e os santistas pediram pênalti. O árbitro do jogo, Wilton Sampaio, prosseguiu o lance normalmente e, posteriormente, ouviu a avaliação do VAR, que nada indicou.

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No replay da televisão ficou claro que o atacante do Santos, notório “cavador” de pênaltis, até quando sequer é tocado pelos zagueiros, forçou a jogada. O cruzeirense toca a mão nas costas do santistas que, na tentativa de ludibriar a arbitragem, se joga como se tivesse uma piscina diante de si. Não se ligou que havia o auxílio do vídeo que, daqui para frente, deve dificultar a vida daqueles que tentam se beneficiar de um teatro patético.

Curiosamente, Gabigol lembrou um ex-santista, Neymar. No Mundial da Rússia, o também cria do Peixe acabou marcado por simular lances de falta mesmo sob o olhar de mais de 30 câmeras no estádio. E ainda protagonizou lance ridículo no jogo contra a Bélgica, desclassificação por 2 a 1 nas quartas. Cavou pênalti e, com medo de tomar um amarelo e ficar fora de uma eventual semifinal, pediu para que o árbitro não consultasse o vídeo.

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Nas outras duas partidas da quarta o VAR passou praticamente despercebido. Em Corinthians e Chapecoense o árbitro Wagner dos Santos ouviu os auxiliares de vídeo apenas para confirmar um cartão amarelo para Douglas. Mais tarde, mais uma vez o apitador ouviu a avaliação do VAR, em lance reclamado pela Chape na área corintiana, mas nada marcou.

Em Grêmio e Flamengo, o juiz Raphael Claus não pareceu pedir o VAR. É importante lembrar que a partida é avaliada o tempo todo pela equipe de três árbitros auxiliares de vídeo. E que o trio pode se comunicar com o árbitro de campo na chamada “checagem silenciosa”.

A utilização do VAR segue os mesmos protocolos indicados pela FIFA. Só pode ser utilizado em lances de possibilidade de gol, marcação de pênaltis ou expulsões. No caso da Copa do Brasil, a CBF é que está bancando o recurso, que custa R$ 50 mil por partida e conta com 14 a 16 câmeras e imagens fornecidas pela Rede Globo e a FOX Sports, as empresas detentoras dos direitos de transmissão da competição nacional.

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