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PSC se torna um raro partido com bandeira. E, claro, com rejeição

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O PSC, falem o que quiser, acaba de se transformar em um dos poucos partidos no Brasil que têm uma bandeira a defender. Pense rápido e responda: o que defendem PP, PMDB e PSD? Isso só para ficar em três exemplos mais óbvios. A lista poderia seguir com PSB (que é socialista mas não é), PPS (que era comunista e hoje é de qual ideologia mesmo?) e com tantos outros.

O PSC, não. Agora é o partido da direita conservadora. Tem uma agenda religiosa (principalmente ligada a denominações evangélicas) e algumas pautas em que tem posição clara. É contra o casamento gay (ou contra qualquer avanço nos direitos dos gays, para falar a verdade), é contra o aborto e contra qualquer coisa que seja, na opinião deles, um prejuízo para o modelo tradicional de família.

Marco Feliciano se tornou o símbolo do partido. Mas ele não está só. E a legenda vem se empenhando em suas causas. Agora, por exemplo acaba de ter negada sua segunda ação contra o casamento gay no Supremo Tribunal Federal. Mas não dá indícios de que vá parar. Alguns podem alegar que é marketing: estão ocupando um nicho que estava vago. E que está se mostrando grande. Faz sentido.

Por outro lado, é o tipo do partido que jamais vai conseguir eleger candidatos à majoritária com esse tipo de discurso. Exposto ao julgamento da maioria, dificilmente esse tipo de proposta chegaria a 50% mais um dos votos. Nem ao segundo turno levaria os candidatos. Para eleger parlamentares, por outro lado, que precisam de 1% ou 2% dos votos, é uma máquina de fazer cadeiras. E, com isso, obter negociações por cargos no Executivo.

No Paraná, o PSC fez quatro cadeiras em 2010. Foi a segunda maior bancada do estado. No país, tem 17. Se mantiver Feliciano e o mesmo discurso, dará um salto em 2014. E começará a ter peso em eleições presidenciais. Tanto a favor como contra: quem puser o partido na coligação pode levar o voto de evangélicos, mas terá também de lidar com a rejeição que o discurso causa.

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