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Blog Carneiro Neto

Poucos oferecem material para uma boa história como Athletico e Petraglia

Ata de fundação do Athletico, a evolução do escudo e o choque de gestão de Petraglia.
Ata de fundação do Athletico, a evolução do escudo e o choque de gestão de Petraglia.

Um conto é um conto, mas vou lhes contar que poucas entidades ou pessoas oferecem tanto material para uma boa história do que o Clube Atlético Paranaense, ôpa Athletico, e o senhor Mario Celso Petraglia.

Queiram ou não, gostem ou não, a verdade é que o clube e o homem fundiram as suas histórias nos últimos 23 anos. E põe história nisso!

De um clube endividado, sem centro de treinamento, com estádio modesto e nenhum projeto, tornou-se o mais moderno e eficiente do país.

Agora, um dos mais completos do continente sul-americano.

Consciente do seu tamanho – pela população de Curitiba e região sul do Estado, áreas de maior influência dos times curitibanos, que não se expandiram para as regiões norte e oeste pela deformidade da colonização paranaense nas primeiras décadas do século passado -, a nova sensação do futebol brasileiro respeita os maiores adversários, mas não demonstra nenhum temor de enfrentá-los em condições de igualdade.

O Furacão tornou-se uma realidade nos últimos 23 anos. É aí que entra em cena o personagem principal: Mario Celso Petraglia.

Não há como dissociar o desenvolvimento, o crescimento e a nova realidade do, vamos lá, Athletico.
Acompanhei-o bem de perto nos primeiros anos. Nos difíceis anos de reestruturação administrativa, financeira, conceitual, futebolística e planejamento geral. Ele contou com importantes companheiros, como Enio Fornea, Ademir Adur, Marcus Coelho, Guivan Bueno e muitos outros influentes conselheiros e colaboradores.

Houve uma transformação em todos os conceitos gerenciais. Da formação do novo time a construção do patrimônio, passando por estudos e planos de marketing.
Tudo mudou.

Petraglia tornou-se o personagem da moderna história atleticana pela ousadia, coragem e, sobretudo, visão do futuro.

Ele não se tornou singular apenas pelas suas idéias, mas sim pelo talento para administrar o poder. No seu caso, o poder de amealhar e usar as pessoas que o interessavam.

Trata-se de um homem mergulhado na egolatria e na eficiência administrativa. Um incansável inovador, pendendo para o trágico com pitadas de grosserias e destemperos emocionais.

Alguém, em algum lugar, disse que há indícios de que ser bom, nas condições em que vivemos, não é uma das características mais altamente apreciadas.

Em outras épocas, as criaturas que se notabilizavam pela bondade eram objeto de autêntica veneração. Algumas foram beatificadas, mereceram o título de santos.

Hoje, os seres humanos ainda são aconselhados a ser bons, porém aprendem depressa que existem outras qualidades mais importantes, tais como a eficiência, o conhecimento e a competitividade.
A bondade acaba por ser vista como um mérito menor, que costuma ser alcançado por indivíduos não muito inteligentes.

A generosidade anda perdendo de goleada para a criatividade, iniciativa e capacidade de gestão.
Talvez, Petraglia, seja o personagem mais fascinante e realizador na vida futebolística nacional das últimas três décadas.

Ah, sim, teve o jogo, aliás um jogão, com o Junior Barranquilla, e a conquista do título da Copa Sul-Americana. Mas todos viram, sofreram, choraram e vibraram na grande noite de drama, alegria e êxtase do Athletico.

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