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Federação diz que concurso da PF privilegia delegados e pede novo edital

De acordo com a Fenapef, embora haja um déficit alarmante de agentes, escrivães e papiloscopistas, o edital do concurso privilegiou o cargo de delegado na distribuição das vagas. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
De acordo com a Fenapef, embora haja um déficit alarmante de agentes, escrivães e papiloscopistas, o edital do concurso privilegiou o cargo de delegado na distribuição das vagas. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

O tão aguardado concurso para a Polícia Federal poderá sofrer alterações. Na tarde desta terça-feira (26/06), a Federação Nacional dos Policiais Federais protocolou um pedido junto a Polícia Federal – o mesmo documento também foi enviado ao Ministro Raul Jungmann – (imagens abaixo), para que haja republicação do documento com nova distribuição das vagas e, também, com a exigência de prova de títulos para todos os cargos.

De acordo com a federação, que representa os policiais em todo o país, embora haja um déficit alarmante de agentes, escrivães e papiloscopistas, especialmente nas regiões de fronteira, o edital do concurso privilegiou o cargo de delegado na distribuição das vagas autorizadas.

De acordo com um documento enviado em março deste ano à Polícia Federal pelo Ministério da Justiça (acesse aqui), há 4.349 cargos vagos na instituição, sendo 2.249 de agente, 629 de delegado, 920 de escrivão, 116 de papiloscopista, 108 de perito e 327 de profissionais da área administrativa.

Segundo a FENAPEF, o atual concurso distribuiu as vagas autorizadas de forma desproporcional, já que o edital traz 180 vagas para agente, 150 para delegado, 80 para escrivão, 30 para papiloscopista e 60 para perito.

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Luís Antônio Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, questiona a decisão da Polícia Federal na distribuição das vagas.

“Não podemos permitir que decisões importantes para a segurança pública do País sejam negligenciadas por políticas contaminadas de corporativismo. Se os profissionais responsáveis por conduzir as investigações, o que é o cerne do trabalho da PF, tem um déficit cinco vezes maior que o cargo de delegado, por que a diferença de oferta é de apenas 30 vagas?”

Com o documento protocolado, espera-se que a Polícia Federal se manifeste no sentido de alterar ou manter a validade do edital publicado. Até que a resposta seja oferecida, o concurso continua válido, inclusive com as inscrições abertas.

Inscrições e Provas

As inscrições serão recebidas entre os dias 19/06 e 02/07/2018 no site do Cebraspe, com taxa de participação de R$ 250 para os cargos de Delegado e Perito. Já para os cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista, a taxa de inscrição é de R$ 180,00. Há previsão de solicitação de isenção do pagamento da inscrição em casos especificados no edital de abertura.

Todos os candidatos farão provas objetiva e discursiva no dia 19 de agosto de 2018 em todas as capitais e no Distrito Federal. Os classificados nas provas anteriores farão também exame de aptidão física, avaliação médica e avaliação psicológica. Haverá, ainda, prova de títulos para os candidatos aos cargos de Delegado e Perito e, também, prova prática de digitação para os candidatos ao cargo de Escrivão.

Por fim, os candidatos classificados nas etapas anteriores de abertura passarão pela última etapa do concurso, o Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório, a ser realizado no Distrito Federal.

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