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Uma estratégia de gestão para potencializar o aprendizado

Desenvolver ambientes mais produtivos, minimizar desperdícios, potencializar o aprendizado, tudo isso com baixo custo e em curto prazo, esse é o foco das instituições de ensino que pretendem ser competitivas.

O Lean Manufacturing é um caminho para se chegar lá. Na década de 1970 a fabricante de automóveis Toyota implantou a metodologia de produção, que consiste em um conjunto de ferramentas para auxiliar a eliminação do desperdício nos processos, melhoria da qualidade, redução no tempo e menor custo de produção.

É possível identificar muitos desperdícios nas práticas e processos executados em uma organização. Estes desperdícios não agregam valor e acabam prejudicando o tempo de produção, bem como oneram o preço final do produto ou serviço.

Como identificar e quais os desperdícios mais comuns? Toda e qualquer atividade que não agregue valor ao resultado final pode ser um desperdício e deve ganhar a devida atenção para reavaliação do processo. Bons exemplos podem ser encontrados no dia a dia: layouts não funcionais, retrabalhos, equipamentos obsoletos e funcionários sem atividades claramente definidas.

Parece tão simples a tarefa de identificar os desperdícios de um processo, mas não é. Envolve reavaliar a forma de trabalho existente e requer um esforço em deixar pensamentos engessados, tal como “sempre foi feito assim”.

O Lean surgiu como solução a esses problemas. Trata-se de uma metodologia que visa transformar a realidade gerencial e eliminar desperdícios criando uma política de melhoria continua orientada sempre à criação de valor para seu cliente.

Mas uma estratégia como essa, desenvolvida para a indústria, pode ser adaptada e melhorar o desempenho da educação? O Senai no Paraná, por exemplo, que aplica a metodologia nas indústrias, viu oportunidade em aplicar o Lean no ensino e já colhe melhorias significativas na qualidade de aprendizagem de seus alunos.

O Senai no Paraná adaptou o Lean ao cenário educacional e levou em consideração seus pilares de atuação, missão e o negócio, conhecimento do cliente e a percepção de valores gerando melhoria contínua. Como parte do resultado nas oficinas de aulas práticas foram eliminados 16% de atividades que não acrescentavam valor educacional, como movimentação entre postos, falta de padronização na disposição dos materiais, revisão de métodos. Pequenos processos que, somados, tiveram um grande impacto no dia a dia.

Para isso foi identificado o aprendizado primário (as atividades que desenvolvem as competências do curso), o aprendizado secundário (o qual não gera desenvolvimento direto de competência, mas é necessário para tal) e as atividades que não geram valor. Dessa forma foi possível aplicar uma série de medidas para reduzir o tempo despendido ao que não gera valor e potencializar o aprendizado, como por exemplo.

Com o Lean Educional é possível desenvolver um ambiente mais efetivo e com desperdícios de aprendizagem reduzidos. Essa visão de melhoria contínua na escola melhora-se o aprendizado com maior tempo útil de ensino.

 

 

*Artigo escrito por Cibeli Cordeiro Dos Santos, bacharel em Administração concluindo especialização em Gerenciamento Estratégico Empresarial (Universidade Positivo – PR) e analista da Gerência Executiva de Educação do Sistema Fiep.

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