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Inscrição em editais: o que os selecionadores esperam da sua organização

Participar de processos seletivos e editais é algo comum na rotina de iniciativas e organizações socioambientais. Por isso, é necessário estar bem preparado para as oportunidades e as particularidades de cada seleção. Antes de tudo, é preciso ter em mente algo essencial: a ficha de inscrição deve ser preenchida pela equipe de liderança ou por pessoas que conheçam profundamente a razão de existir da iniciativa que será inscrita. Abaixo, elenco algumas dicas importantes a partir do que percebemos no Projeto Legado, analisando mais de 100 fichas de inscrição por ano.

Primeiro passo: ler o edital de seleção. Separe um tempo exclusivo para essa tarefa. Grife as principais informações, as palavras-chave, os requisitos, a elegibilidade e, principalmente, verifique quais exigências você e a sua equipe deverão atender. Ao longo desses anos, percebemos que muitas inscrições foram realizadas sem considerar todas as demandas e regras do jogo, o que gerou um desencontro de expectativas ao longo do processo.

Segundo passo: conhecer a instituição que está promovendo o edital. Pesquise o site, o blog, as redes sociais, as notícias e as pessoas que já foram beneficiadas. Isso é importante tanto para alinhar expectativas, quanto para ter clareza do que será oferecido, de qual rede e cultura de trabalho você fará parte. Parece algo óbvio, mas em muitos casos o óbvio precisa ser relembrado.

Terceiro passo: preencher a ficha de inscrição. Essa é uma das etapas mais decisivas do processo e todos querem receber um sonoro SIM de aprovação. Porém, é necessário ficar atento a alguns aspectos:

 

  1. O ideal é ler toda a ficha de inscrição antes. Anote as informações que precisará, faça um rascunho antes de enviar a resposta oficial, organize dados, discuta as perguntas com a sua equipe. Ou seja, invista tempo em reflexão e preparação.
  2. Apresente dados e números que reflitam sobre a dimensão do trabalho que realiza, mostre embasamento de causa, resultados, cases de sucesso e clareza em suas respostas. Lembre-se de que a ficha de inscrição é a única oportunidade para demonstrar o que a organização faz e porque ela é importante para a sociedade.
  3. Não utilize respostas curtas, vagas e construídas com argumentos fracos. É necessário abusar da riqueza de dados e da paixão de trabalhar com determinada causa social. Deixe transparecer em suas respostas por quais motivos o trabalho que a sua organização ou iniciativa realiza tem grande potencial de impacto.
  4. Mantenha os seus dados cadastrais atualizados e monitore o seu email. Em muitos casos, percebemos que as pessoas indicam emails e telefones desatualizados ou delegam a inscrição para alguém que não é da equipe diretiva. Na hora da divulgação do resultado, o fluxo da comunicação não ocorre de forma efetiva.

 

Resumindo: Preencher uma ficha de inscrição exige tempo, reflexão e preparação. É importante que ela tenha riqueza de detalhes, números, embasamento de causa e atuação, clareza de ideias, que demonstre a paixão e dê um panorama sobre planos e visão de futuro. Onde a sua iniciativa quer estar daqui a 3 anos? Como quer chegar nesse futuro? Como está preparando os caminhos para alcançar esses objetivos?

Quarto passo: fazendo o vídeo. A maioria dos processos seletivos exigem o envio de um vídeo e muitas pessoas se apavoram nessa etapa. O vídeo é uma excelente oportunidade para dar voz e vida à sua ficha de inscrição e a melhor maneira de prepará-lo é montar um roteiro com as principais ideias que deseja transmitir, treinar a fala e procurar um ambiente adequado para a gravação que demonstre a realidade em que a iniciativa está inserida.

Por fim, os selecionadores querem saber como é o time de líderes das organizações. Como essas pessoas usam seus talentos, poder de influência, redes e conexões para mobilizar recursos – lembrando que recursos não são apenas financeiros. Claro que dinheiro é importante, mas devemos aprender a cultivar pessoas, que são a razão de tudo. Em linhas gerais, isso  é tudo o que se espera encontrar nas fichas de inscrições. Se a iniciativa não for aprovada, procure compreender os critérios de seleção e o que é possível fazer para melhorar. A linha do ‘sim’ e do ‘não’ é muito tênue.

 

*Artigo escrito por Beatriz Groxco, internacionalista, pós-graduanda na área de Gestão de Políticas, Projetos e Programas Sociais e em Empreendedorismo e Negócios Sociais. É gestora de projetos sociais do Instituto Legado de Empreendedorismo Social.

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