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Desentendimentos entre governo e Câmara dão força à reforma tributária de Hauly

Luiz Carlos Hauly (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
Luiz Carlos Hauly (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Os constantes desentendimentos entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), têm deixado o terreno fértil para que prospere a proposta de reforma tributária aprovada no fim do ano passado pela Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara. Quem relatou esse projeto foi o ex-deputado federal paranaense, Luiz Carlos Hauly (PSDB).

Com Legislativo e Executivo medindo forças, Maia tem conversado com aliados sobre os planos de aprovar uma reforma tributária feita na Câmara em vez de fazer tramitar um projeto que estaria sendo gestado pela equipe do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra.

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Segundo reportagem de Andréia Sadi, no G1, Maia tem dito que após Cintra criticar parlamentares, sua proposta teria pouca aceitação na Casa.

Nesse contexto têm ganhado espaço os projetos de Hauly e do economista Bernardo Appy, que foi protocolado como emenda ao projeto do deputado paranaense.

Hauly defende sua proposta. Para ele, seu texto está amparado em centenas de audiências com diversos setores da sociedade, portanto, é uma reengenharia tributária que leva em conta a realidade, e não está construída apenas sobre pilares acadêmicos.

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O ex-deputado compilou em um documento as principais diferenças entre os dois projetos e tem usado isso para convencer parlamentares – inclusive o presidente da Câmara – de que o projeto aprovado pela comissão no fim do ano passado é mais robusto.

Hauly acredita que outro trunfo de sua proposta pode ser o fato de o governo não rejeitar o cerne das medidas que foram aprovadas na comissão. Segundo ele, seria possível construir, a partir de seu relatório, um texto que parta do parlamento e ainda assim tenha apoio do governo.

O que tem dificultado essa articulação é o fato de Hauly não ter conseguido se reeleger nas eleições do ano passado. “Se eu estivesse com mandato faria dez discursos por dia sobre isso”, lamenta.

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