Restaurantes

465 anos

Conheça 10 restaurantes imperdíveis em São Paulo

Referência nacional em gastronomia, “Sampa” tem mais de 23 mil restaurantes

por Guilherme Grandi Publicado em 25/01/2019 às 08h
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Dos mais estrelados aos mais curiosos, São Paulo tem opções de restaurantes para todos os bolsos e gostos. Veja 10 locais para conhecer e provar os sabores mais diferentes:

1- D.O.M.

Alex Atala DOM

Eleito o melhor restaurante do Brasil, o D.O.M. também é duplamente estrelado pelo guia Michelin. Foto: Visualhunt.

Eleito o melhor restaurante do Brasil e o quinto mais premiado da América Latina pelo 50 Best Restaurants, a casa de Alex Atala serve pratos da cozinha contemporânea com diversos ingredientes regionais. São quatro opções de menu degustação a partir de R$ 485 com seis pratos.

Serviço:
Rua Barão de Capanema, 549, Jardins
(11) 3088-0761

2- A Casa do Porco

Localizado bem no centro de São Paulo e sempre com longas filas, o restaurante do chef Jefferson Rueda ocupa a sétima posição de melhor da América Latina. Ele serve pratos de cortes suínos variados e um menu degustação em 12 etapas a R$ 110.

Serviço:
Rua Araújo, 124, Centro
(11) 3258-2578

3- Maní

A chef Helena Rizzo também é uma das mais premiadas do Brasil e apareceu recentemente como jurada do reality show The Final Table, da Netflix. Ela faz uma cozinha contemporânea com ingredientes regionais e serve três tipos de menu em seu restaurante a partir de R$ 210.

Serviço:
Rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano
(11) 3085-4148

Maní

Um dos pratos servidos por Helena Rizzo, no Maní. Foto: reprodução Facebook.

4- Mocotó

Um cantinho do agreste na selva de pedra é a proposta do Mocotó, restaurante aberto há mais de 40 anos pelo cozinheiro José de Oliveira Almeida, pai do chef Rodrigo Oliveira – que aperfeiçoou os pratos tradicionais nordestinos. Entre as opções estão a bruschetta do sertão com torrada coberta por linguiça picada e vegetais (R$ 8,90) e a paleta de cordeiro do Velho Chico servida apenas aos domingos (R$ 149,90).

Serviço:
Av. Nossa Senhora do Lorêto, 1100, Vila Medeiros
(11) 2951-3056

5- Tuju

Detentor de duas estrelas Michelin, o Tuju usa principalmente ingredientes nativos de pequenos produtores e outros colhidos na horta do andar superior pelo chef Ivan Ralston. Há dois menus degustação a partir de R$ 210 com pratos como o ravióli de pupunha recheado de fava verde, queijo de ovelha e endro, e o segredo de porco com abóbora glaceada em seu suco, repolho fermentado e mostarda caseira.

Serviço:
Rua Fradique Coutinho, 1248, Pinheiros
(11) 2691-5548

6- Vista e Obelisco

São Paulo Vista

Aberto recentemente ao lado do Parque Ibirapuera, o restaurante Vista oferece uma visão panorâmica de São Paulo. Foto: divulgação.

Localizado no alto do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, o Vista e o Obelisco formam um misto de restaurante de culinária brasileira com um bar de drinks que tem na paisagem da Paulicéia seu pano de fundo. Janelões e mesas no terraço convidam para um happy hour ou jantar com uma carne de sol de filé mignon acompanhada de mandioca e salada de feijão manteiguinha (R$ 85) e um coquetel Sertanejim, com cachaça, pitaia vermelha, especiarias, limão, coco licuri e chips de mandioca (R$ 29).

Serviço:
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, Vila Mariana
(11) 2658-3188

7- Santo Grão Jardins

A releitura do Virado à Paulista da chef Marcela Neilly pode ser provada no Santo Grão dos Jardins a R$ 65. O prato estará disponível apenas nesta sexta-feira (25).

Serviço:
Rua Oscar Freire, 413, Cerqueira César
(11) 3062-9294

8- Café Suplicy Farol Santander

Mirante Farol

É possível tomar um café ou provar pratos mais diferentes no mirante do Farol Santander. Foto: Renato Suzuki/divulgação.

No mirante do antigo edifício do Banespa, que foi transformado em um centro cultural no ano passado, é possível experimentar pratos curiosos criados pelo chef Victor Dimitrow. O combo de entrada com principal custa R$ 42, com opções como o brioche tostado com patê de fígado de frango e chutney de manga ou ainda o rosbife de wagyu com alface grelhada e molho bearnaise de café.

Serviço:
Rua João Brícola, 24, Centro
(11) 3553-5627

9- Mensa

Egresso das cozinhas do Épice e Mocotó, o chef Rafael Navarine serve um menu em três tempos que muda conforme a estação do ano ou a sazonalidade dos alimentos. São quatro opções de entrada e principal e mais três de sobremesa por R$ 80, como a cavaquinha com cuscuz de couve-flor com toranja, erva-doce e molho de abóbora, o peixe com noque, alcachofra e berinjela tostada e o sobert de pera marinada no rum.

Serviço:
Rua Wisard, 88, Vila Madalena
(11) 3031-7536

Chef Nobu Matsuhisa. Foto: Divulgação / Facebook

Chef Nobuyuki Matsuhisa. Foto: Divulgação / Facebook.

10- Nobu

O restaurante japonês mais famoso do mundo chegou à São Paulo em 2018 com muita expectativa. Criado pelo chef Nobuyuki Matsuhisa em sociedade com o ator Robert de Niro, o Nobu faz uma culinária oriental com toques peruanos em pratos como o bacalhau black cod com misso doce (R$ 109), a porção de guiozas de wagyu (R$ 48) e o yellowtail jalapeño (R$ 36), com fatias finas de peixe temperadas com yuzu, shoyu e pimenta jalapeño.

Serviço:
Rua Haddock Lobo, 1573, Jardins
(11) 3846-7373

A São Paulo de 23 mil restaurantes 

Ela é frenética, agitada, vive acordada dia e noite, e detém alguns dos melhores restaurantes do Brasil e mais emblemáticos do mundo. São Paulo completou 465 anos nesta sexta-feira (25 de janeiro) como uma referência nacional quando se fala em gastronomia, e esta alcunha não se deu à toa. São 23 mil restaurantes de culinárias variadas, 15 mil bares de dezenas de especialidades, e todo o tipo de espaço para a alimentação. Há ainda 13 cursos superiores na área.

Para o consultor de empreendimentos gastronômicos Adalberto Santos, da Guersola Consultoria e Assessoria, toda essa variedade culinária deu a São Paulo um reconhecimento mundial ímpar. Não apenas pela criatividade dos imigrantes, mas também por conta da profissionalização do mercado de gastronomia da cidade.

“Isso explica a preferência e formação dos chefs na capital, o que movimenta e torna possível toda visibilidade e atenção de investidores, projetos, redes de restaurantes e profissionais. Tudo isso em uma megacidade considerada uma metrópole 24 horas no ar, com um estilo de vida que conjuga trabalho e lazer”, explica o consultor.

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A variedade culinária fez São Paulo receber diversos títulos de reconhecimento, como o de Capital da Gastronomia 2018 pelo Sirha (ou Salão Internacional de Restaurantes, Hotelaria e Alimentação, na tradução para o português) e de Capital Ibero-Americana Gastronômica, também no ano passado. Além de concentrar seis dos melhores chefs do mundo pelo Best Chef Awards, como Alex Atala (D.O.M. e Bio), Ivan Ralston (Tuju), Helena Rizzo (Maní), entre outros.

Marcela Neilly, chef paulistana que criou recentemente uma releitura do tradicional Virado à Paulista, conta que a evolução de São Paulo como uma referência gastronômica já não é de hoje, mas ainda tem um longo caminho a percorrer. É uma mistura de tudo o que é típico no país, mas com toques internacionais.

“Daqui saem muitas das macrotendências gastronômicas para o resto do país, o novo uso de ingredientes e os estudos alimentares. Ainda temos muito a escrever, mas estamos no caminho. É uma cozinha plural, que aceita a todo paladar e se move na velocidade da sua população”, analisa.

Da mortadela ao viradão

sanduíche com mortadela

O tradicional sanduíche com mortadela. Foto: André Rodrigues/ Gazeta do Povo.

Além do sanduíche de mortadela servido no Mercado Municipal (também conhecido como Mercadão da Cantareira – Rua Cantareira, 306, Centro) e do bauru alçado a Patrimônio Cultural, a cidade de São Paulo também tem em seu Virado à Paulista uma tradição culinária. O quitute da época colonial, criado pelos bandeirantes, foi declarado Patrimônio Imaterial em 2017 e ganhou uma releitura curiosa.

A chef Marcela Kelly explica que chega a ser arriscado fazer alguma adaptação ao prato. Mas que, mesmo assim, é possível dar uma nova cara sem perder a identidade.

“As mudanças foram sutis, porém facilmente identificáveis. Acredito ser mais uma variação de sensações no paladar do que propriamente diferenças. A bisteca suína foi substituída por um corte mais nobre e macio, que é o prime rib steak de porco Duroc. O tutu de feijão é preparado com feijão branco, mais leve para ser consumido nessa estação, e o mesmo aconteceu com a linguiça suína, feita de lombo por concentrar menor teor de gordura”, explica a chef.

Veja como preparar o Virado à Paulista da chef Marcela Neilly.

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