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5 motivos legítimos para devolver um prato no restaurante

Sal em excesso e comida fria são alguns dos motivos em que o cliente tem toda a razão em devolver o prato; confira a lista completa feita pelo chef Alexadre Bressanelli

por Bom Gourmet, com colaboração de Amanda Lüder Publicado em 12/09/2017 às 14h
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Você já deve ter ouvido que o cliente sempre tem a razão. E para devolver um prato à cozinha do restaurante, será que essa regra se aplica? O Bom Gourmet conversou com o chef e consultor de restaurantes e cozinhas profissionais Alexandre Bressanelli, que listou cinco motivos legítimos em que o cliente tem toda a razão em devolver um prato no restaurante.

“Um prato que volta para a cozinha gera um problema. Todo mundo fica olhando, pensa que tem um cabelo, que está ruim, ficam comentando”, afirma o chef. Ele ensina a reverter essa situação negativa em uma oportunidade para o restaurante mostrar aos clientes que é bom.

1- Prato salgado demais

Foto: Pixabay.

Foto: Pixabay.

Quando o sal é de menos, o cliente geralmente não fala nada, mas quando está em excesso, não há quem consiga comer. “O sal é o pior empecilho”, comenta o chef Bressanelli. O erro em usar esse tempero é a principal razão pela qual os pratos voltam à cozinha do restaurante. Se seu prato for salgado demais, não tenha vergonha em avisar o garçom.

2- Comida fria

Um erro bastante comum, que acontece predominantemente no inverno, é servir comida fria ao cliente. “Uma comida quente servida em um prato frio esfria em cinco minutos”, afirma o chef. Os restaurantes geralmente mantêm os pratos aquecidos para exatamente evitar que a comida esfrie rapidamente, antes que chegue à mesa. O erro é do restaurante, e o cliente tem todo o direito de pedir outro prato.

3 – Carne que não está no ponto certo

receita de hambúrguer perfeito

Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

O garçom deve instruir o cliente sobre qual é o melhor ponto da carne para aquele prato. Por exemplo, uma hamburgueria pode sugerir que o ideal seja pedir o hambúrguer no ponto, mas pode dar outras opções ao freguês, como carne mal passada ou bem passada. O cliente tem todo o direito de optar pelo ponto que preferir e o restaurante deve seguir o pedido. “O restaurante está ali para servir. Quando o cliente faz um pedido e você aceita, você está comprando a ideia dele”, explica.

Portanto, se você pediu um hambúrguer mal passado, mas a carne veio bem passada (ou vice-versa), não deixe de avisar o garçom e pedir para trocar o prato.

4- Objeto esquisito na comida

Caso aconteça de um inseto vir junto com a salada, ou até mesmo um fio de cabelo, o chef deve reverter a jogada. A postura correta, de acordo com Bressanelli, é que o restaurante ofereça um novo prato e convide o cliente a conhecer a cozinha para mostrar que há higiene. “Você transforma o problema em algo bom. Isso tem um efeito positivo enorme”, diz o chef.

5 – Ingrediente “conhecido-desconhecido”

grand cru

Nem todo cliente é necessariamente um gourmand que conhece todos os ingredientes e técnicas empregadas por um chef de cozinha. Em alguns casos ocorre que o cliente peça um prato com um ingrediente que não conhece e não gosta. O chef Bressanelli dá o exemplo do coentro. Muitas pessoas não gostam, mas não sabem nem o nome desse “tempero verdinho”. Mesmo que o cliente tenha pedido um prato em que estava indicado que viria coentro, e só notou na hora que foi comer, é direito dele devolver o prato.

Embora isso possa ser um incômodo para o chef ou o dono do restaurante (que não têm culpa do ocorrido), a situação pode ser revertida a favor do estabelecimento, que pode mostrar ao cliente a própria disponibilidade e o carinho com que trata a freguesia.

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