Baixa Gastronomia

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A melhor codorna de Curitiba

Na coluna de maio, Guilherme Caldas e Rafael Martins revelam onde experimentar esta iguaria

por Guilherme Caldas e Rafael Martins Publicado em 13/05/2015 às 22h
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Após uma curta espera, finalmente as travessas e cubas começam a deixar a cozinha do Clube de Pesca Vêneto em direção à grande mesa no meio do salão com mais de 300 lugares. Ninguém se mexe e nós, da Equipe Baixa Gastronomia (EBG), deduzimos que seria gafe se levantar antes dos outros. Quando está tudo ajeitado na mesa, alguém do clube toca um sino que reverbera pelo salão e é dada a largada!

Codorna recheada. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Codorna recheada. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Apesar do nome e da localização em Santa Felicidade, o Vêneto não é um clube exclusivamente de italianos. É o que nos me explica o Auro, descendente de japoneses e um dos responsáveis pela Noite da Codorna, uma das datas culinárias do clube que teve sua última edição no dia 24. Mas o clima é de festa de italianos, segundo nossas lembranças das festas na casa da Vó Maria (que, mesmo nascida no Brasil, sempre se considerou italiana).

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

O clube recebe diversos integrantes na Noite da Codorna. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Como quase tudo no Vêneto, o preparo das codornas é tocado em esquema voluntário pelos membros do clube. Voluntário e horizontal, como afirma Fernando Casagrande ao ser perguntado se chefiava a cozinha: “não tem chefe, aqui todo mundo cuida de tudo!”

No começo, a comida era feita nas reuniões que antecediam as grandes pescarias, onde se acertavam os detalhes para o dia seguinte. “Com o tempo, começaram a vir os parentes e os amigos e agora virou isso aí que você está vendo”, continua Auro, mostrando o salão, que até estava pouco lotado, com cerca de “apenas” 250 comensais.

E não pense que o Vêneto só tem codorna. “Também fazemos um eisbein, que é o maior sucesso!”, completa Casagrande, antes de voltar aos panelões.

***

Os reis da simpatia

O Missê Mariá fica meio escondido na esquina da 13 de Maio com Riachuelo, num prédio comercial bastante eclético, entre uma farmácia de manipulação e uma sex shop. O ambiente é meio bagunçadão – no bom sentido – com mesas e cadeiras de tamanhos variados, e o cliente ainda tem a opção de almoçar numa espécie de jardim secreto que fica na sobreloja.

O atendimento é feito por duas simpáticas senhoras que vão se revezando entre o balcão e o atendimento às mesas. Desavisado, achei que eram as proprietárias, mas logo descobri que o dono é o Xico, que comanda as panelas, mas também dá umas escapadas para atender os fregueses.

Aliás era dele a bike com quem a nossa Possante dividiu a grade em frente, que faz as vezes de bicicletário pro pessoal que resolve pedalar por outras paragens para além dos (excelentes) restaurantes da rua São Francisco.

O esquema, viva!, é por pessoa e o cliente pode escolher entre algumas opções para completar o cardápio que são preparadas na hora. A preferência aqui da coluna é a panqueca de espinafre.

Onde

R. 13 de Maio, 336 – lj. 2 – Centro, (41) 3015-5092. Segunda a sexta das 11h às 14:30. Almoço R$ 18 por pessoa. Aceita cartão.

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