O combo hambúrguer, batatas fritas e refrigerante surgiu na década de 1950, nos Estados Unidos, quando a população desfrutava de uma situação econômica confortável. “O ritmo de vida das pessoas foi ficando cada vez mais acelerado a partir dessa época e desde então as opções de refeições rápidas e práticas veio crescendo bastante no mundo inteiro”, diz a chef Patrícia Lisboa.

O professor titular de História do Brasil e coordenador do grupo de pesquisa de História e Cultura da Alimentação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Antunes, explica que a velocidade do cotidiano e passou a ser associada à necessidade de não perder dinheiro, a alimentação vira uma parte trivial da rotina. “É nessa época também que as refeições deixam o ambiente doméstico – por conta da popularização do carro, as famílias começam a comer fora”, complementa ele. E de fato, os irmãos McDonald foram pioneiros neste quesito. Depois de consolidados nos Estados Unidos, conquistaram a Europa da década de 1970 e em seguida o resto do mundo.

Na Europa, o cenário foi semelhante – os anos 1950 representaram também uma transformação na sociedade. Surgiram, em especial na França, os bistrôs, que têm um número menor de pratos no cardápio e são conhecidos por servirem refeições mais rapidamente. “Eles são bem diferentes do fast-food norte-americano, mas representam também uma mudança nos hábitos dos europeus”, diz Antunes. O chef Sandro Duarte, do Centro Europeu, explica que, originalmente, os bistrôs eram restaurantes pequenos e aconchegantes, com cardápios menores, mas bem elaborados. “No Brasil associou-se bistrô com um ambiente requintado aonde o cliente fica com certo receio de entrar por alguns praticarem preços altos”, diz.

Hoje, com o apelo maior aos cuidados com a saúde, Antunes diz que a preocupação em introduzir elementos naturais e mesmo orgânicos é uma tendência. “É uma tentativa que os restaurantes fast-food estão fazendo para se readaptar ao perfil do consumidor de hoje”, finaliza.

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