Baixa Gastronomia

A Oriental faz o pastel como manda a tradição

A pastelaria foi fundada em 1955 pelo imigrante japonês Siro Matsumoto, que chegou ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café paulistas

por Rafael Martins e Guilherme Caldas, colunistas do Baixa Gastronomia Publicado em 26/05/2016 às 20h
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Seríssima contendora na nossa disputa pelo título de melhor pastelaria da cidade, a Oriental também é das mais antigas. Foi fundada em 1955 pelo imigrante japonês Siro Matsumoto, que chegou ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café paulistas e desenvolveu sua notável habilidade de pasteleiro no Mercado Central em Belo Horizonte, onde viveu antes de vir a Curitiba.

A casa passou por alguns endereços e chegou a ter algumas filiais antes de se fixar, há alguns anos, na esquina da André de Barros com Dr. Murici. Atualmente, tocam o negócio Eduardo Goro Matsumoto, filho de Siro, o sócio dele, Ítalo José Treuko, e Anelore Radwanski, funcionária da pastelaria há mais de 30 anos.

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Foto: Henry Milléo

Foto: Henry Milléo

“A massa, os recheios, tudo é criação de meu pai. Trabalhamos para manter a tradição que ele iniciou”, conta Eduardo. Tradição que começa no cardápio, enxuto, com os clássicos pastéis de carne, palmito e queijo, além de frango (que pode vir escoltado por queijos catupiri ou cheddar) e um especial que leva carne moída, queijo e ovo cozido. Há também um de recheio doce – banana.

Foto: Henry Milleo

A pastelaria mantém a receita massa original criada por Siro Matsumoto.  Foto: Henry Milléo

“Optamos por não ter muita variedade para oferecer pastéis feitos com ingredientes sempre frescos. Meu pai dizia que, com uma variedade menor no cardápio, temos que caprichar para nos diferenciarmos na qualidade”, explica Eduardo.

Sábio conselho, seguido à risca ainda hoje. Que garante aos pastéis da Oriental, de massa fina, saborosa e recheio na medida, um lugar no coração dos acima-assinados.

Onde
Rua André de Barros, 199, Centro – (41) 3092-4975

Atende
De segunda a sexta, das 9 às 18h15. Sábados, das 9 às 12h (fecha no último sábado de cada mês). Não aceita cartões.

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Quarta é dia de pernil 

Já fazia um tempo que a Equipe Baixa Gastronomia (EBG) ensaiava para conferir o pão com bolinho do Dom Rodrigo, integrante do rol de lendas de São Braz e adjacências, mas sempre dava algum galho. Numa visita, era semana de carnaval; noutra, feriado prolongado e por aí vai. Desta vez, pensamos, não teria erro. Mas não contávamos que fosse quarta-feira, dia do X-Pernil.

A visão daquele sanduba chegando à mesa, transbordando de cheiro-verde, queijo (com direito a queimadinho da chapa), e, claro, pernil, acabou deixando o pão com bolinho em segundo plano.

Aqui na BG, dispensar pão com bolinho é quase heresia. Mas, amigos, depois daquela esbórnia em forma de sanduíche, ficou pouco espaço pro que quer que fosse. Na próxima visita, contudo, o pão com bolinho não há de nos escapar, pois a EBG não é de esmorecer diante dos percalços.
Se bem que falaram que lá tem também um pão com bife…

Quanto
O X-Pernil custa R$ 14

Onde
Avenida Vereador Toaldo Túlio, 2.275, São Braz. De segunda a sexta, das 18 à 0h

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