Receitas & Pratos

Enchendo a pimenta

Aprenda o passo a passo do rocoto recheado com carne moída e queijo, receita típica peruana

O chef Francisco Jede Orejuela, do Quina do Chef, ensina a preparar a "pimenta madre"

por Andrea Torrente Publicado em 24/02/2016 às 21h
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Foto: Leticia Akemi

Foto: Leticia Akemi

Parecido com um pimentão, mas do tamanho de uma bolinha de golfe, o rocoto é uma das pimentas mais utilizadas no Peru. Muito ardida, ela é chamada no país andino de “pimenta madre”, isto é, uma pimenta que combina com muitos preparos, dos cozidos aos salteados até ao arroz de marisco. “Ela tem que dar picância, mas sem cobrir os outros sabores”, diz o chef Francisco Jede Orejuela, do Quina do Chef, em Campina Grande do Sul.

Mas, além de ser utilizada como tempero, ela mesma pode virar um prato: o rocoto relleno. A receita dessa pimenta recheada é tradicional de Cuzco, nos Andes, e é servida no Quina do Chef como entrada ou prato principal (R$ 33, três unidades). “O importante é tirar as sementes e a parte branca para diminuir a ardência”, recomenda o chef que, além de ser filho de peruano estudou e trabalhou em restaurantes do Peru durante seis meses. Para reduzir ainda mais a picância, ele sugere também ferver uma ou duas vezes. Em seguida, coloque a pimenta na água gelada para interromper a cocção e evitar que murche.

O recheio é feito com uma mistura de carne bovina moída, cebola roxa e alho refogados. O queijo branco em cubinhos, sal e cebolinha são adicionados em seguida. Após recheada, a pimenta é coberta com finas fatias de queijo meia cura ou ricota e levada ao forno para gratinar. Dá para fazer também a versão vegetariana com quinoa. Primeiro deixe o vinho branco evaporar e depois cozinhe no caldo de legumes. Adicione ao recheio legumes em cubinhos, como cenoura, abobrinha, berinjela e cogumelos, a gosto.

A pimenta é vendida no Mercado Municipal (Banca do Paulo – box 15) por R$ 5 a unidade ou no próprio restaurante Quina do Chef por R$ 2 a unidade. Ela é cultivada pelo próprio chef: “É uma planta acostumada ao frio de Cuzco e se adaptou muito bem ao clima de Curitiba”.

 

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