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Barista Coffee abre segunda unidade

Bebida com café plantado em Curitiba é o destaque na nova casa de Léo Moço

por Gilson Garrett Jr. Publicado em 19/01/2015 às 10h
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O café com grão curitibano pode ser feito tanto na máquina de espresso (R$ 6) quanto nos vários tipos de coado. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

O café com grão curitibano pode ser feito tanto na máquina de espresso (R$ 6), quanto nos vários tipos de coado. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

 

O barista carioca radicado em Curitiba Léo Moço abriu nesta terça-feira (13) a segunda unidade do Barista Coffee Bar na Rua Saldanha Marinho, no Centro. Assim como a unidade do Juvevê, ele aposta na preparação de cafés especiais na frente do cliente num ambiente simples e aconchegante. Lá, ele também serve seu mais novo projeto: o café chamado de Curitibanus, colhido em pés plantados na capital paranaense.

No cardápio do novo endereço estão dois tipos de grãos de café: do barista e do dia. O café do dia é feito com grãos de fazendas paranaenses. Eles mudam periodicamente, conforme Léo encontra o melhor café. Já o café do barista é feito com grãos de seu mais novo projeto, desenvolvido ao lado do também barista Claudemir Gregório. O café Curitibanus é servido tanto na nova unidade quanto no Juvevê.

A dupla está na sexta safra de café Curitibano e colheu 14 pés. A ideia começou meio que por acaso com clientes que contavam terem pés de café em casa ou nas calçadas. Léo e Claudemir passaram então a fazer a colheita.

O grande diferencial deste café é que eles fazem a fermentação da fruta, que fica na água por dias. Segundo Léo Moço, o objetivo é estudar o impacto da fermentação no bebida e, ao mesmo, tempo descobrir as características do grão Curitibanus.

Depois de torrado, o pó do café tem aromas florais. Na extração na máquina de espresso, o sabor fica mais amargo com acidez intensa. Se a extração for coada, ele fica doce e as notas florais aparecem mais na boca. “A característica é de cafés africanos ou da América Central”, explica.

 

 

O Bueno (R$ 4,25) foi criado em homenagem a um cliente. É feito com café expresso e leite vaporizado. É maior que um macchiato e menor que um cappuccino. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

O Bueno (R$ 4,25) foi criado em homenagem a um cliente. É feito com café expresso e leite vaporizado. É maior que um macchiato e menor que um cappuccino. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

 

Coados e espressos

Esta é a grande experiência que Léo proporciona na nova loja. A possibilidade de experimentar o mesmo café em várias extrações. Há a máquina de espresso, mas também opções de coados, como pela japonesa Hario (R$ 4), pela Chemex (R$ 6), pela cafeteira italiana (R$ 5), além da french press (R$ 5) e da Aeropress (R$ 5). Todos os preços são com o café do dia.

Também é possível escolher o do barista (ou Curitibanus). Neste caso, o preço sobe R$ 2 em cada caso.

Servidos apenas com o café do dia, há os tradicionais macchiato (R$ 4,25), cappuccino (R$ 5), latte (R$ 5) e mocha (R$ 7), extraídos na máquina de expresso. Há também o Bueno (R$ 4,25) — nome em homenagem a um cliente — que é maior que um macchiato e menor que um cappuccino. Outra extração inusitada é a infusão da casca da fruta do café (R$ 6).

 

Simplicidade

O novo endereço fica bem no centro da cidade. Segundo Léo Moço, sua busca é sempre por locais menos convencionais. “O café é democrático e é isso o que eu quero fazer com o espaço”, diz ele enquanto faz um café ou outro.

O local é praticamente um laboratório e a decoração segue o mesmo estilo da primeira unidade: com muita madeira de reaproveitamento. Os bancos foram feitos pelo designer australiano que mora em Curitiba Nathan McCartney. A simplicidade é a palavra de ordem.

A casa está instalada na Saldanha Marinho, 523, Centro — (41) 3117-2208. Abre de segunda a sexta das 9 às 18 horas.

 

O espaço é quase um laboratório de Léo Moço, com diversas opções de coadores e máquina de espresso. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

O espaço é quase um laboratório de Léo Moço, com diversas opções de coadores e máquina de espresso. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

 

Muita madeira de reaproveitamento: casa segue design simples, mas aconchegante. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Muita madeira de reaproveitamento: casa segue design simples, mas aconchegante. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

 

 

 

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