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Baristas de Curitiba ganham todas as premiações em campeonato nacional

Leo Moço, Ariel Todeschini da Motta e Daniel Acosta Busch foram os vencedores na competição de cafés especiais

por Roberta Braga, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 20/08/2018 às 11h
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Só deu Curitiba no Campeonato Brasileiro de Barismo, que foi realizado no último domingo (19), na cidade de São Lourenço, em Minas Gerais. Os troféus das três categorias Brewers (café filtrado), Coffee in Good Spirits (drinques alcoólicos com café) e Latte Art (desenhos com leite) foram conquistados por baristas de Curitiba: Leo Moço, Ariel Todeschini da Motta e Daniel Acosta Busch, respectivamente.

Da esquerda para a direita: Ariel Todeschini da Motta, Daniel Acosta Busch e Leo Moço, vencedores do Campeonato Brasileiro de Barismo. Foto: Divulgação.

“O resultado confirma a cidade como a mais relevante no cenário de café do país, tanto em cafeterias quanto na oferta de grãos, torrefação e baristas”, afirma Leo Moço, um dos vencedores. Ao todos 43 competidores de todo o país disputaram as três categorias. Dos dezoito finalistas, sete eram de Curitiba. Os vencedores agora irão representar o Brasil no campeonato mundial, que acontece em novembro em Minas Gerais, durante a Semana Internacional do Café.

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Brewers cup

Na categoria de café filtrado, os competidores tiveram dez minutos para se apresentar, contar a origem do café,  o método escolhido e fazer três extrações. O primeiro lugar ficou com Leo Moço, do Café do Moço e do Barista Coffee Bar, de Curitiba, que foi campeão brasileiro pela quarta vez . Outro curitibano também subiu ao pódio nesta categoria: Daniel Munari, do Supernova Coffee Roasters, ficou com o terceiro lugar. Leo, que é carioca radicado em Curitiba, conta que escolheu para o primeiro dia da final, um café da Etiópia. “Minha ideia foi provocar os jurados, mostrando o que vamos encontrar lá fora no campeonato mundial, para sabermos o que precisamos fazer aqui para competir.”

Já para a grande final, ele levou um café especial de São José da Boa Vista, no Paraná. “Colhemos esse café no dia 1º de junho e levamos pra Curitiba. Desenvolvi um processo diferente de fermentação: por oito dias ele ficou fermentando dentro de uma bombona plástica, em um processo de maceração carbônica. Depois, o café ficou secando por 30 dias do lado de fora da cafeteria”, conta. O processo fez com que grão amadurecesse mesmo fora da fruta e a fermentação trouxe mais compostos químicos e mudou o perfil sensorial do café. “Utilizei o método Vario V60, que conseguiu extrair melhor as notas frutadas e florais do café, valorizando o que ele tinha de delicado”, conta.

Quem quiser experimentar o melhor café filtrado do país, pode ir até o Barista Coffee Bar, no próximo domingo (26), a partir das 10h. No dia, Leo Moço irá preparar o café com o mesmo método usado na competição.

Drinques e Latte Art

As outras categorias da competição foram Coffe in Good Spirits, de drinques com cafés, e Latte Art, de desenhos com leite. Na categoria de drinques, Ariel Todeschini da Motta, do Ponto Gin e do Supernova Coffee Roasters, conquistou o primeiro lugar. Os competidores precisaram mostrar dois drinques alcoólicos frios e dois quentes, em dez minutos.

Ariel, que trabalha há 3 anos com coquetelaria, conta que sempre gostou de café e, por isso, se encantou com a possibilidade de poder misturar os dois mundos. No desafio final, ele utilizou um café um Geisha do Panamá, com notas florais de lavanda e de jasmin e também de de frutas cítricas, como laranja e tangerina. “Para o coquetel de assinatura gelado utilizei espresso desse café, cachaça branca, xarope de leite de pinhão e bitter de lavanda. Para o Irish Coffee, misturei whiskey irlandês single malt,  xarope de mel, um blend de mel de laranjeira com mel de abelha nativa do Paraná, café filtrado e finalizei com um um creme”.

Na modalidade de Latte Art, quem levou o primeiro lugar foi o agora bicampeão Daniel Acosta Busch, do Jardins Café, (filial do café de São Paulo que abrirá em breve na Rua Saldanha Marinho, no Centro, em Curitiba). Daniel precisou preparar dois lattes pelo método free pour (derramando o leite em cima do espresso) e dois pelo método sketcher ou grafismo, que permite o uso de utensílios para realizar o desenho. Daniel fez dois desenhos: o cavalho marinho, no método free pour, e a caveira pirata, na modalidade grafismo.

Daniel Acosta Busch, do Jardins Café, prepara o café com a técnica de Latte Art.Foto: Divulgação

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