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Foto: Tatiana Rodriguez / Unsplash
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“Cerveja boa é cerveja trincando”. É bem provável que você já tenha ouvido (e até reproduzido) este e outros mitos relacionados a uma das bebidas mais populares no mundo. Para esclarecer quaisquer dúvidas e tornar as próximas conversas do bar mais embasadas, o especialista em cerveja e responsável pela Cervejaria Votus, em São Paulo, Flávio Athayde, e o sommelier de cervejas e colunista do Bom Gourmet, Luis Celso Jr., desvendam os principais mitos sobre o assunto.

Foto: Tatiana Rodriguez / Unsplash
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Cerveja é sempre amarga

Mito. O amargor depende da receita e existem muitos fatores para que influenciam no resultado.

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Cerveja deve ser sempre translúcida

Mito. Os estilos Weizenbier, Witbier e Dubbel, por exemplo, são alguns exemplos de cervejas que podem ter aparência mais turva. Esta é uma característica normal, que decorre do processo de produção.

Bolhas nas paredes internas do copo são indício de boa carbonatação

Mito. As bolhas podem ser indício de uma má higienização do copo.

Cerveja artesanal é muito alcoólica

Mito. Depende do estilo: existem algumas mais alcoólicas, outras menos; mais ou menos amargas e mais ou menos encorpadas. O fato de ela ser artesanal relaciona-se apenas aos processos de produção e à variedade e qualidade dos insumos nela utilizados.

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Cervejas escuras são mais intensas

Mito. A cor de uma cerveja é determinada pelas variedades de malte utilizadas na receita. Quanto mais intensa a tosta do cereal, mais escura será sua cor e isso será transmitido ao produto final. Por isso, o espectro de cores das cervejas vai do amarelo-palha ao preto opaco, passando pelo avermelhado e marrom.

No entanto, este é apenas um aspecto sensorial – existem cervejas claras muito intensas, como as Belgian Tripel, e cervejas escuras leves e refrescantes, como as Schwarzbier.

Foto: Josh Duncan / Unsplash
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Cerveja só deve ser consumida muito gelada

Mito. Cada estilo de cerveja tem a sua temperatura ideal de serviço. No caso de inglesas do estilo Barley Wine, de característica complexa e encorpada, é sugerido o consumo em temperatura de adega, entre 12°C e 16°C.

Outros estilos menos intensos, mas igualmente aromáticos, como as India Pale Ale ou Bock, atingem seu maior potencial na faixa dos 7 a 10°C. Mesmo as American Lager, conhecidas como Pilsen no Brasil, não devem ser consumidas a 0°C. O motivo? Em temperaturas muito baixas, as papilas gustativas ficam anestesiadas e os aromas da bebida menos voláteis. Isso faz com que características importantes não sejam percebidas.

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Não existe diferença entre chope e cerveja

Mito. Embora a origem dos produtos e o processo de fabricação sejam os mesmos, o que os diferencia são o armazenamento e o tipo de serviço. Ambos interferem nas características da bebida. A maioria das cervejas, diferentemente do chope, são pasteurizadas. Por isso, tendem a ser menos frescas e com sabores e aromas menos presentes.

O local de origem da água influencia no produto final

Mito. As características da água influenciam, sim, no produto final. Contudo, a origem da água não influencia no processo, porque é possível modificar quimicamente todos os aspectos relevantes da água. Dá para deixá-la mais alcalina, por exemplo, favorecendo a produção de certos estilos de cerveja e, assim, influenciando o produto final.

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