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Made in Curitiba

Cafeteira que funciona sem energia elétrica chega ao mercado

Entregas do primeiro método totalmente brasileiro de espresso estão previstas para o primeiro semestre de 2018; preços partem de R$ 840

por Flávia Schiochet Publicado em 18/10/2017 às 15h
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Depois de um ano do sucesso de financiamento coletivo, a cafeteira Aram entrou em pré-venda para o público em geral. As entregas estão previstas no início de 2018. A cafeteira é o primeiro método de espresso brasileiro, funciona sem energia elétrica e foi projetado pelo designer de produtos Maycon Passos de Melo com o apoio do barista Juca Esmanhoto, sócio do Rause Café + Vinho, em Curitiba.

Cafeteira Aram fez sucesso em plataforma de financiamento coletivo e agora passa a ser vendida para o público geral. Foto: Divulgação

Cafeteira Aram fez sucesso em plataforma de financiamento coletivo e agora passa a ser vendida para o público geral. Foto: Divulgação

A diferença da cafeteira Aram para as outras máquinas de espresso domésticas é que o usuário pode personalizar a pressão para extrair o café, chegando a 14 bar (enquanto as outras chegam a 9 bar). A Aram prepara um espresso duplo (60 ml) usando 80 ml de água e 24 g de café moído. Para subir o pistão precisa-se girar a manivela no sentido anti-horário e, para passar o café, no sentido horário. Além do espresso, é possível extrair cafés ao estilo french press e coado simples. “A versatilidade dela é o diferencial. E como não é elétrica, a vida útil é maior”, afirma Maycon.

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Maycon e Juca são parceiros no projeto. Foto: Divulgação

A cafeteira tem duas versões: a portátil, por R$ 840, e a com base de aço, por R$ 1.040. Os preços são de pré-venda.

Entregas e expansão

Desde que começaram a produção das cafeteiras para os apoiadores do financiamento coletivo, Maycon e Juca entregaram metade das 300 unidades. Outras 300 pessoas estão na lista de espera para concluir sua encomenda. “Esperamos entregar 100 unidades por mês até dezembro e ter a cafeteira à pronta-entrega ainda no primeiro semestre de 2018”, aposta Maycon.

Dos 300 apoiadores que compraram a cafeteira Aram durante o período de financiamento coletivo, metade foi entregue. A pré-venda tem outras 300 pessoas em espera. Foto: Divulgação

Dos 300 apoiadores que compraram a cafeteira Aram durante o período de financiamento coletivo, metade foi entregue. A pré-venda tem outras 300 pessoas em espera. Foto: Divulgação

A ideia é expandir internacionalmente quando a equilibrar produção e demanda. Como ainda estão nos trâmites para abrir a empresa, com contratação de funcionários, e-commerce, entre outras etapas, os sócios não fecharam negócio com nenhum representante internacional. “Vieram interessados para levar o método à Dinamarca, Coreia do Sul, Estados Unidos, Espanha e Turquia”, completa o designer. “O Brasil é o maior produtor de café do mundo, mas os utensílios para café que usamos são quase todos importados ou desenvolvidos fora do Brasil. A Aram entra nessa lacuna”, defende Maycon.

A produção das peças é em Curitiba e região metropolitana, da madeira ao aço. “Nossa produção é metade artesanal e metade industrial. Fazemos a montagem nós mesmos e temos capacitado os fornecedores”, conta Maycon.

Aram em ação

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