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O Tio Sam está de olho nos consumidores brasileiros de cerveja especial

por Luis Celso Jr., especial para a Gazeta do Povo Publicado em 09/01/2020 às 13h
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O Brasil é um país promissor para a cerveja. É o terceiro maior produtor do mundo com 12,565 bilhões de litros por ano em 2017, o que significa 6,7% do market share de produção global, de acordo com o relatório anual da Kirin Holdings. E, apesar do volume de produção das cervejas populares estar caindo no mundo, o faturamento das empresas está até aumentando, porque parte do consumo está migrando para as cervejas Premium e artesanais, mais caras.

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Foto: Helena Lopes / Unsplash

Segundo o Euromonitor, 1,5% da produção brasileira em 2018 foi de cerveja artesanal. De acordo com especialistas, deve chegar a 2% em 2019 e triplicar nos próximos 5 ou 6 anos. Já são mais de mil cervejarias, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. E, mesmo que muitos sintam que a velocidade de crescimento diminui por conta da crise, o meio cervejeiro não para de crescer.

São dados que deixam empresários animados, apesar das inúmeras dificuldades do país. E atraem a atenção também de cervejarias de fora, como as americanas. Por lá, a tendência de crescimento desacelerou e muitos olhos se voltaram para exportação. Juntando a isso à sede dos importadores e à vontade de beber dos brasileiros, algumas marcas consagradas aportaram recentemente por aqui.

Uma delas é a New Belgium, que chega com dois rótulos: Fat Tire, uma deliciosa e equilibrada American Amber Ale com aromas e sabores de caramelo, castanhas, além de lúpulos americanos que lembram laranja, grapefruit e pinho; e a famosa Voodoo Ranger IPA, que tem amargor equilibrado e limpo com destaque para os aromas do lúpulo como maracujá e pinho.

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Fotos: Divulgação

Fundada em 1991, a cervejaria é uma das maiores entre as microcervejarias dos EUA, ocupando a 4ª posição no ranking Top 50 da Brewers Association (BA) em 2018. A importação é da Interfood, que também traz há um tempo a Sierra Nevada, 3ª no ranking da BA, e recentemente começou a trabalhar com a icônica Blue Moon, uma Witbier que se tornou extremamente popular nos Estados Unidos.

Outra novidade é a Lagunitas, também uma das maiores artesanais americanas que foi adquirida em 2017 pela Heineken. Mas, em vez de importar, a Lagunitas IPA passa a ser fabricada no Brasil sob supervisão, e com um rígido controle, da marca americana. Leve e refrescante, traz aromas cítricos e resinosos abundantes além de um ótimo preço. A Brooklyn Brewery, que já chega aqui há um tempinho, também começou a produzir no país em meados de agosto lançando, inclusive, o formato lata da sua East IPA.

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