Bebidas

Conheça Ela, a cerveja “feminista”

O rótulo no estilo American Barley Wine e criado pelo Coletivo ELA será lançado no sábado, 3, em Curitiba, com degustação ; lucro é revertido para ONGs

por Flávia Schiochet Publicado em 02/09/2016 às 11h
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Um grupo de cervejeiras, reunidas no coletivo chamado ELA (Empoderar, Libertar e Agir), resolveram fazer mais pelas mulheres vítimas de violências. Com o objetivo de chamar atenção para o problema, elas, que entendem de cerveja, sabem produzir e degustar, criaram um rótulo de edição limitada. O estilo da bebida é uma American Barley Wine com teor alcoólico de 10,5%. A cerveja tem o mesmo nome do grupo que conta com 140 participantes.  Todo o lucro será revertido para OGNs que ajudam outras mulheres.

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O primeiro estilo da Cerveja ELA é uma American Barley Wine. Foto: Divulgação

O primeiro estilo da Cerveja ELA é uma American Barley Wine. Foto: Divulgação

Serão produzidos 1.500 litros da ELA American Barley Wine na Cervejaria Dádiva, da beer sommelière Luiza Tolosa, em São Paulo. A produção será distribuída em seis eventos pelo Brasil. Para Curitiba serão destinados de 30 a 70 litros. O evento na capital paranaense será no sábado (3 de setembro) na Cervejaria Masmorra, das 15h à meia-noite com venda do rótulo em chope (200 ml) ou em garrafa. Ainda não há preço definido, mas todo o lucro será revertido para a ONG Fenix Ações pela Vida, que ampara mulheres vítimas de violência sexual em Curitiba.

Parte das integrantes do coletivo Cerveja ELA. Foto: Divulgação

Parte das integrantes do coletivo Cerveja ELA. Foto: Divulgação

“É um encontro social para dar notoriedade à mulher cervejeira e conseguir ajudar essas outras mulheres”, explica Fernanda Fregonesi, integrante do coletivo, homebrewer, mestranda em Biotecnologia Industrial e professora do curso de Pós em Gestão e Tecnologia da Cerveja na Universidade Positivo. “Tem caramelo bem presente pelo corpo do malte, cor castanha e aromas complexos bem frutados. Foi feita com chips de carvalho americano embebido em rum e dry hopping, que intensifica o aroma. Escolhemos o lúpulo australiano da variedade Ella”, diz Fernanda.

Integrantes do coletivo Cerveja ELA durante a brassagem do primeiro rótulo. Foto: Divulgação

Integrantes do coletivo Cerveja ELA durante a brassagem do primeiro rótulo. Foto: Divulgação

Como a cervejaria do Coletivo ELA é cigana e sem fins lucrativos, os próximos passos ainda estão sendo estudados. “Estamos sondando cervejarias em Curitiba para ver se executaríamos alguma por aqui, mas não sabemos se vai acontecer ou qual seria o estilo. E também ver se viabilizamos um encontro nacional de mulheres cervejeiras para 2017”, diz Fernanda.

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