Prêmio Bom Gourmet 2018

Prêmio Bom Gourmet

Uma polêmica ronda o mundo das coxinhas: onde morder primeiro?

Começar pela pontinha ou pela base? A resposta não é nada óbvia e divide opiniões. Veja o que os donos das melhores coxinhas de Curitiba, que são finalistas do Sabor popular 2018, têm a dizer sobre esta deliciosa dúvida

por Flávia Alves, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 11/07/2018 às 16h
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Coxinha que se preze é sequinha por fora, macia por dentro e farta de recheio. Até aí todo mundo concorda. Mas se existe um tema controverso no mundo do salgado (deixando de lado, claro, o contexto político no qual a iguaria foi envolvida nos últimos tempos) é a eterna dúvida: qual é o jeito certo de começar a comer, pela pontinha ou pela base?

Há quem diga que a pontinha tem um significado óbvio: serve para segurar enquanto abocanhamos a base e desfrutamos da plenitude do recheio. “Como a coxinha fica com a pontinha para cima quando está exposta, o requeijão naturalmente desce para a base. Então quando mordemos ali encontramos esta parte mais gostosa já na primeira mordida”, explica Rafael Moraes, sócio da Confeitaria Dois Corações, que está concorrendo no Sabor Popular do Prêmio Bom Gourmet como melhor coxinha de Curitiba.

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Ana Paula Pelanda, dos Postos Pelanda, que também concorrem ao prêmio, concorda que a melhor parte merece ser saboreada primeiro. “Sempre começo pelo melhor, que é o recheio, e deixo a pontinha para depois.”

Na Sugar Bakery, mais uma finalista, a justificativa para começar pela base é outra. “Nós servimos num potinho que de certa forma induz a pessoa a começar pela base”, confessa a sócia Ana Luiza Torricillas. “Para mim a massa é tão boa que a pontinha acaba sendo a melhor parte, por isso deixo para o final”, justifica.

Mas começar pela base não é tão óbvio assim. Tanto que Ana Luiza escuta diariamente a pergunta “onde mordo primeiro?” e diz que ela mesma às vezes lasca uma mordida no bico do quitute. “Respondemos sempre para o cliente que ele deve comer do jeito que achar mais gostoso”, redime-se.

Outros jeitos de comer

Dizem também que existe uma terceira classe de pessoas, as que desafiam qualquer ordem e lógica – anarquistas e aquarianos, por supuesto – e só pra contrariar mordem a lateral. São raras, mas existem.

E há, ainda, a versão mais coxinha – com perdão do trocadilho – de degustar o salgado, usando garfo e faca. Me desculpem os envolvidos, mas tamanha heresia só se perdoa quando o tamanho ou a forma da coxinha justifica, ou seja, nos casos daquelas coxinhas monstras ou das psicoxinhas, coxinhas pistolas e afins.

As melhores coxinhas de Curitiba

E se o fim desta dúvida é incerto, certo mesmo é o fato de que estamos diante das três melhores coxinhas de Curitiba, todas super recheadas, crocantes por fora e macias por dentro: Dois Corações, Sugar Bakery e Postos Pelanda.

Coxinha da Sugar Bakery (esquerda); da Dois Corações (acima) e dos Postos Pelanda (abaixo).

A melhor de todas quem pode definir é você e para isso basta votar no site do Prêmio Bom Gourmet. A votação começou no dia 7 e vai até 29 de julho e além da melhor coxinha você pode escolher os melhores em outras cinco categorias: pastel, cachorro-quente, chineque, sonho e carne de onça.

Prêmio Bom Gourmet

O Prêmio Bom Gourmet 2018 da Gazeta do Povo elege os melhores também em outras duas categorias: Chefs 5 Estrelas, que definirá os cinco nomes que se destacam no comando das cozinhas curitibanas, e o Sabor Especial, que contempla 25 especialidades.

Para determinar os vencedores, foram selecionados mais de 170 jurados, representantes das mais variadas áreas da sociedade que, além do hábito de frequentar boas mesas, têm uma relação especial com a gastronomia. O grande número de indicações faz com que o Prêmio se transforme em um grande guia gastronômico, plural e democrático, que realmente traz o que a cidade tem de melhor.

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