Prêmio Bom Gourmet 2018

Prêmio Bom Gourmet

5 dicas das melhores pastelarias de Curitiba para fazer um pastel sequinho e crocante

O que está por trás do "croc" da massa? Para responder esta pergunta, conversamos com os donos dos melhores pastéis de Curitiba: os finalistas do Sabor Popular 2018

por Flávia Alves, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 17/07/2018 às 08h
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Se você ama pastel sabe o valor que o “croc” da primeira mordida tem. E não é à toa: o barulhinho separa a experiência de comer um pastel bem feito do desastre de ter que encarar uma massa murcha e encharcada. Pode até parecer simples, mas a arte de fazer um pastel sequinho e crocante não é para qualquer um e depende de muitos fatores.

Mas qual é exatamente o segredo? Para descobrir, conversamos com quem mais entende do assunto: os finalistas da categoria Pastel do Sabor Popular do Prêmio Bom Gourmet. E eles afirmam que é o conjunto da obra que resulta em um pastel sensacional. Veja as dicas da Pastelaria Brasileira e da Pastel 30:

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1 – Farinha de qualidade

Foto: Bigstock.

O primeiro passo da massa sequinha começa com a escolha dos ingredientes, principalmente a farinha, o principal deles. Quanto mais fina, melhor, pois ela resultará em uma massa igualmente fina e delicada, mas com maior elasticidade, homogeneidade e firmeza. “Todas as matérias-primas são importantes, mas a farinha de primeira é que faz mais diferença”, afirma Bruno Eberhardt, da Pastelaria Brasileira, que concorre com o Especial de Carne e Ovo.

2 – A bendita cachaça

Quem entende de pastel não hesita em dizer que é a “pinga” a principal responsável pelo “croc”. O ingrediente também contribui para deixar o pastel mais sequinho e com aquelas bolinhas depois de frito. “Mas tem uma quantidade correta, não pode ser mais nem menos”, afirma Carlos Meneguetti, da Pastel 30, que concorre com o Pastel de Costela. Ele, porém, não entrega qual é a quantidade de cachaça que usa nas suas receitas.

3 – Massa no ponto

A massa não pode ser grossa, mas também não pode ser muito fina, para não ceder com o recheio, que também não pode ser muito molhado. “Costumo dizer que o mais importante é a paciência, pois tem que chegar no ponto certo”, afirma Carlos. Bruno também explica que a espessura da massa tem tudo a ver com a densidade do recheio. “No caso do Especial Carne e Ovo, por exemplo, a massa é um pouco mais grossa.”

4 – Óleo limpo e bem quente

A temperatura do óleo também influencia no resultado. “A maioria dos nossos pastéis são fritos em óleo muito quente, de 180 a 200 graus. No caso do Especial Carne e Ovo, a temperatura é um pouco mais baixa, cerca de 160 graus, pois, além de a massa ser um pouco mais grossa, o ovo é colocado cru dentro dela, e por isso precisamos de mais tempo de fritura para que ele chegue no ponto perfeito”, explica Bruno.

5 – Frite na hora de comer

Pastel tem que ser fresquinho. “Na Pastel 30 nós montamos e fritamos na frente do cliente e todo processo não demora mais que 1 minuto”, garante Meneguetti. Por isso, não adianta fritar com antecedência, pois mesmo o melhor pastel do mundo acaba ficando murcho depois de alguns minutos, principalmente se ficar “abafado”.

Os melhores pastéis

Além da Pastel 30 e da Pastelaria Brasileira, a 10 Pastéis também é finalista do Sabor Popular 2018, com o sabor Carne 10.

O melhor de todos quem define é você e para isso basta votar no site do Prêmio Bom Gourmet. A votação começou no dia 7 e vai até 29 de julho e além do melhor pastel você pode escolher os melhores em outras cinco categorias: coxinha, cachorro-quente, chineque, sonho e carne de onça.

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Prêmio Bom Gourmet

Prêmio Bom Gourmet 2018 da Gazeta do Povo elege os melhores também em outras duas categorias: Chefs 5 Estrelas, que definirá os cinco nomes que se destacam no comando das cozinhas curitibanas, e o Sabor Especial, que contempla 25 especialidades.

Para determinar os vencedores, foram selecionados mais de 170 jurados, representantes das mais variadas áreas da sociedade que, além do hábito de frequentar boas mesas, têm uma relação especial com a gastronomia. O grande número de indicações faz com que o Prêmio se transforme em um grande guia gastronômico, plural e democrático, que realmente traz o que a cidade tem de melhor.

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