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4 dicas para não errar na hora de escolher um vinho no restaurante

Como as cartas dos restaurantes normalmente são extensas, o sommelier José Vinícius Chupil ensina o que é importante observar

por Talita Boros Voitch Publicado em 24/10/2018 às 15h
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Muita gente gosta de vinho mas não sabe direito como escolher um rótulo quando sai para jantar fora. As cartas dos restaurantes normalmente são extensas, divididas pelos países de origem da bebida, o que não facilita em nada a escolha. Afinal, mesmo os clientes que mais apreciam o vinho não necessariamente são especialistas no assunto.

Foto: Divulgação

Perguntamos ao sommelier José Vinícius Chupil, do La Varenne, que neste ano teve a adega eleita como a melhor de Curitiba pelo Prêmio Bom Gourmet 2018, as dicas para quem não quer errar na escolha do vinho em um restaurante. Antes de partir para a lista, a primeira é sempre pedir ao sommelier ou ao garçom uma sugestão de rótulo. Afinal o profissional conhece a carta de vinhos e está aí para ajudá-lo nessa tarefa. Não fique intimidado, peça ajuda!

4 dicas para escolher vinho no restaurante

Decida primeiro o que vai comer

Essa dica essencial é normalmente ignorada por boa parte das pessoas. “Escolher o que todos vão comer antes de decidir o rótulo é a primeira coisa que deve ser levada em consideração”, afirma o sommelier do La Varenne.

Combinar sabores é importante para ter uma boa experiência de harmonização com vinhos. Assim fica mais fácil eliminar parte das opções disponíveis na carta e aí já é meio caminho andado.

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Estipule um valor a ser gasto

Não precisa sentir vergonha, definir o quanto quer pagar pelo vinho é totalmente aceitável e comum entre frequentadores de restaurantes. Afinal, não são apenas os vinhos caros que podem oferecer uma ótima experiência. A história de ‘vinho bom é vinho caro’ não passa de mito.

Chupil afirma que os vinhos de custo médio – um pouco acima dos mais baratos da carta – são os mais populares do restaurante. “E normalmente são boas opções”, diz. O especialista destaca também o custo-benefício dos vinhos nacionais. “O vinho mais caro nem sempre vai agradar o paladar. O vinho de preço médio pode ser mais democrático e agradar muito mais do que um vinho de custo mais alto”, avalia.

Entenda a ocasião e o gosto dos seus acompanhantes

Se você está num almoço ou jantar que é uma reunião corporativa ou um encontro de família, leve sempre em consideração o gosto dos demais da mesa. Vinhos brancos, como Chardonnay e Sauvignon Blanc, e espumantes sempre caem bem para a maioria das pessoas. “Começar por espumante é ótimo. Além de ele ser assertivo, abre o apetite. Se você achar caro, às vezes o restaurante serve os vinhos em taça”, diz Chupil.

Vá no garantido

Se for para escolher um tinto, é uma boa ideia optar por um mais leve, como o Pinot Noir ou um originário do Novo Mundo, que são vinhos acessíveis e mais fácil de agradar a todos da mesa. Carménère ou Malbec também também têm esse perfil.

“Outra escolha bacana e que as pessoas podem ir com segurança são vinhos portugueses e espanhóis. Eles têm qualidade e tem preço”, afirma o sommelier.

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