Produtos & Ingredientes

Charme francês

Conheça a história do brioche

O preparo é caracterizado principalmente pelo formato com duas bolinhas, sendo a menor colocada sobre a maior

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 10/01/2017 às 07h
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Brioche Parisienne ou à Tête: duas bolas de massa, uma maior e outra sobreposta menor. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Brioche Parisienne ou à Tête: duas bolas de massa, uma maior e outra sobreposta menor. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

“Se não tem pão, que comam brioches!” A provável citação da rainha Maria Antonieta (alguns dizem que teria sido dita pela princesa Maria Teresa da Espanha) ao ser informada que os camponeses não tinham pão para comer é uma das mais históricas relacionadas ao pãozinho. Isso porque sua criação é bastante antiga.

Ailton Almeida, coordenador de Gastronomia do Centro Tecnológico Positivo e coordenador da Pós-Graduação em Chef Pâtissier & Boulanger, Chef de Cuisine Internacional e Nacional da Universidade Positivo (UP), conta que relatos dão conta de que o brioche teria sido criado no século XVII e era conhecido como “doce dos apóstolos” ou “doce dos profetas” pela semelhança com os adornos usados por eles na cabeça. Uma outra peculiaridade é que a receita original foi criada na região de Brie (Norte da França) e, por conta disso, eles usavam o queijo francês brie. A hipótese é que o nome viria daí.

Com café ou chá

O pão é extremamente rico por causa da adição de manteiga, leite e gemas. “A primeira, e mais importante característica, é sem dúvida o formato inconfundível (com duas bolas de massa, sendo a menor sobreposta à maior), depois o adocicado sabor da manteiga e a textura macia que o leite e as gemas provocam”, explica o professor. Ele comenta que as variações mais conhecidas são o Brioche Parisienne ou à Tête (duas bolas de massa, uma maior e outra sobreposta menor) e o Brioche Nanterre, que são várias bolas de massa do mesmo tamanho assadas juntas em forma de pão. Na confeitaria que leva o nome do pãozinho em Curitiba, são vendidos esses dois formatos (a R$ 36,70 o quilo).

A versão Brioche Nanterre são várias bolas de massa do mesmo tamanho assadas juntas em forma de pão. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

A versão Brioche Nanterre são várias bolas de massa do mesmo tamanho assadas juntas em forma de pão. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Na Brioche, explica o proprietário Jefferson Miara, o pãozinho entra na preparação de sanduíches, pudim e outras variações, como recheado com geleia, gotas de chocolate, uva passa e com frios e queijos.

O professor da Positivo, no entanto, alerta que deve se tomar muito cuidado nas variações por ser um pão de textura muito macia, delicada e amanteigada. “Pode-se perder a essência e estrutura ao usá-lo em uma rabanada, por exemplo, pois ficará mais pesada e absorverá muita gordura da fritura”, ensina. Ele diz que “obrigatoriamente” o brioche deve ser degustado apenas com uma xícara de café ou chá.

 

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