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Curitibano larga a batina e vira confeiteiro

Alisson Jory, professor de Confeitaria Profissional do IGA, ganhou também um dos episódios do programa de tevê "Que Seja Doce"

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 14/08/2016 às 11h
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Foto: Lauzier Mota/ Divulgação

O amor parece ser um dos ingredientes que o confeiteiro Alisson Jory coloca em suas preparações. O profissional descobriu que através da gastronomia – especificamente da confeitaria – pode “mudar o mundo”. Objetivo que o levou a frequentar o seminário por sete anos. Entre a batina e as panelas, ficou com a segunda opção. E começa a colher os frutos.

Atualmente, Jory é professor de Confeitaria Artística do IGA, tem um ateliê de pâtisserie e foi um dos vencedores do reality Que Seja Doce da GNT, com uma torta de aipim com calda cremosa de cachaça como doce assinatura.

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Pão de mel feito pelo confeiteiro Alisson Jory. Foto: acervo pessoal

Com a culinária no sangue (aos oito anos já fazia bolos), ele começou como auxiliar de cozinha e logo foi promovido à confeitaria. E aí se encontrou. Fez a pós-graduação em Pâtisserie na Universidade Positivo e, por meio de Diego Prado, professor e também ganhador do reality, fez a inscrição ao programa. A receita que foi sua assinatura é de sua mãe e a calda de cachaça, uma criação sua.

Sobre a confeitaria brasileira, ele avalia que ela está caminhando para o reconhecimento, como aconteceu com a gastronomia de um modo geral. “Mas, tem muita gente que não sabe ainda o que é o cumaru, por exemplo. O bolo de aipim foi uma forma de sofisticar o ingrediente”, afirma.

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Apesar de gostar de tudo na confeitaria, diz que o seu “mundo” é o chocolate. Ele é representante na empresa Feito Chocolate, distribuidora do belga Callebaut e ministra aulas sobre o tema. Ensinar é outra de suas paixões. “Gosto de mostrar o que acontece com os ingredientes. Porque tem que ir açúcar no pão ou que o sal também é um realçador de sabor”, diz.

A sua madrinha na área da gastronomia foi a chef Schay Tokarski, que atualmente mora em Dublin (Irlanda), profissional que lhe passou o interesse pela memória afetiva dos pratos. Ele conta que se preocupa com as crianças porque apesar de muitas vezes conhecerem a técnica de sofisticadas preparações (em tempos de MasterChef Jr.), estão perdendo a relação afetiva com os pratos por causa da vida corrida de seus pais. “Muitos não vão poder falar ‘a minha avó fazia uma cuca ou um pão’”.

Ele completa que, quando cozinha, você tem que entender que alguém vai receber. “Não é só ovo, trigo e açúcar. É carinho, dedicação. É levar o amor”, diz.

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