Dia das Mães

DIA DAS MÃES

Sabor de afeto: as receitas que chefs famosas cozinham com os filhos

As chefs Manu Buffara, do Manu, e Vania Krekniski, do restaurante Limoeiro, ensinam duas receitas de família

por Stephanie D'Ornelas, especial para Bom Gourmet Publicado em 12/05/2018 às 12h
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Podemos viajar o mundo e conhecer centenas de restaurantes, mas a comida de mãe terá sempre um sabor único e inconfundível. Mais do que alimentar o corpo, enchem o coração de afeto e nos oferecem sabores que despertam lembranças nostálgicas por toda vida. Em clima de Dia das Mães, convidamos as chefs Manu Buffara, do restaurante Manu, e Vania Krekniski, do Limoeiro, ambos em Curitiba, para revelarem receitas especiais que cozinham com suas ajudantes prediletas: suas filhas.

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Manu Buffara e as filhas Helena e Maria: elas ajudam a fazer o ovo de domingo. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Café da manhã no capricho

“Tem ovo de domingo, mamãe?”. Essa é uma pergunta comum nas manhãs de domingo da premiada chef Manu Buffara. O prato já é uma tradição no café da manhã dominical de Manu e suas filhas, Helena e Maria, de três e dois anos de idade, respectivamente. A preparação é conjunta. “Elas picam todos os legumes e põem no bowl, também gostam de quebrar os ovos”, conta Manu. E, como não poderia deixar de ser, o “ovo de domingo”, como batizaram o prato, também estará presente no café especial de Dia das Mães deste domingo.

 

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Com amor e com amoras

Amoras da terra natal de Vania Krekniski estão na receita feita com Júlia e Helena. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

A chef Vania Krekniski tem uma relação especial com as amoras, que lembram sua infância na casa da avó. “Ela vivia em Cruz Machado, no interior do Paraná, e como lá há muitos descendentes de ucranianos, eles sempre tiveram várias espécies que refletiam a pátria deles, como uva, maçã, framboesa e amora. Eu e minha avó colhíamos as amoras que forravam as cercas da casa dela para fazer bolo, geleia”, lembra Vania. Cerca de sete anos atrás, a chef voltou à cidade de suas lembranças e trouxe de lá algumas mudas de amora, que plantou em sua casa em Curitiba. Agora, ela cria novas memórias envolvendo as frutas com suas filhas, as gêmeas Júlia e Helena, de doze anos de idade.

Assim que se aproxima o fim do ano, e, com ele, a época de amoras, as meninas colhem as frutas e, juntas da mãe, preparam a torta de amora adorada pela família. Cada gêmea faz uma parte da receita: enquanto uma prepara a geleia para o recheio, a outra monta a base da massa na forma e cuida da finalização, que pode ser feita com merengue. “Para mim, cozinhar para as minhas filhas sempre foi um ato de amor. As crianças precisam estar rodeadas de comida gostosa e verdadeira. Há uma mágica dentro da cozinha, tudo se transforma. Por exemplo, a mistura do ovo, farinha, leite, vira um bolo cheiroso. Quando você cresce, se lembra desses momentos com afeto”, diz Vania. “A comida e a bebida são pontes que nos conectam com essas lembranças preciosas. Às vezes você lembra até de quem não está mais entre nós”, completa.

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