Bar do Celso

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5 cervejas (boas) inspiradas em bandas de rock vendidas no Brasil

Para o dia 13 de julho, Dia Mundial do Rock, o colunista do Bom Gourmet e sommelier de cerveja, Luis Celso Jr. selecionou os melhores rótulos disponíveis no mercado

por Luis Celso Jr Publicado em 12/07/2016 às 18h
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A cerveja está para rock assim como a música clássica está para vinho. Não há, aparentemente, nenhuma razão para isso. Não há acordes, timbres, ritmos ou mesmo instrumentos musicais dentro da garrafa. Apenas um certo comportamento, uma certa atitude que não pertence à bebida, mas sim ao seus bebedores. E esse contexto é o que dá boa parte do significado. Portanto, neste Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 julho, tenha atitude: abra uma cerveja de brinde ao bom e velho Rock’n Roll.

Mas as interações entre cerveja e rock não param por aí. Nos últimos anos, não param de se multiplicar os rótulos ligados ao estilo musical e suas bandas. Uma história que no Brasil começou em torno de 2011, com o rótulo Camila Camila, feito pela cervejaria Bamberg, do interior de São Paulo, em homenagem à música homônima da banda gaúcha Nenhum De Nós. E, desde então, inúmeros grupos lançaram suas cervejas artesanais ou receberam homenagens. Sepultura, Paralamas do Sucesso, Skank, Ultraje a Rigor, Angra, Matanza, Velhas Virgens e inúmeros outros já entraram nessa brincadeira.

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Quem acha que esse é um movimento apenas nacional está enganado. Lá fora, as cervejas de rock também são uma tendência há alguns anos. Metallica, AC/DC, Iron Maiden, Queen, Pearl Jam, Kiss, Deep Purple, Rolling Stones, Ramones e vários outros têm suas próprias craft beers. E a tendência é tão forte que transbordou para outros estilos musicais. O jazzista Miles Davis recebeu a sua homenagem de uma das mais aclamadas cervejarias norte-americanas: Dogfish Head. E até mesmo o pop da banda Hanson teve seus dias de contravenção lançando sua própria IPA, batizada de “Mmmhops”, uma alusão à música de maior sucesso do grupo. Parece piada, mas não é.

E essas cervejas são boas? Depende. Assim como em todo o mercado, há boas produções e outras nem tão boas. Na minha opinião, alguns dos melhores resultados acontecem quando as bandas estão profundamente envolvidas com o projeto. A banda independente Velhas Virgens é um desses casos. O baixista, Tuca Paiva, é cervejeiro caseiro e participou de perto da elaboração das receitas. Os demais integrantes são bons bebedores. Hoje a cerveja é parte significativa da receita do grupo, que chegou a abrir um bar em São Paulo.

Que tal experimentar?

Queen Bohemian Rhapsody

Queen Bohemian Rhapsody
Banda: Queen Estilo: Bohemian Pilsner Embalagem: 330 ml Teor Alcoólico: 4,7 % Origem: Pivovar Protivín – República Tcheca

Preço: R$ 18 a R$ 25

***

Trooper 666

Trooper 666
Banda: Iron Maiden. Estilo: Strong Bitter Embalagem: 330 ml Teor Alcoólico: 6,6 % Origem: Ronbinsons – Inglaterra

Preço: R$ 23,40 a R$ 35

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Beijos de Corpo - Velhas

Beijos de Corpo
Banda: Velhas Virgens Estilo: Fruit beer com amoras Embalagem: 500 ml Teor Alcoólico: 5,2 % Origem: Invicta – Ribeirão Preto– SP

Preço: R$ 24,50 a R$ 32

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Camila Fundo Branco

Camila Camila
Banda: Nenhum de Nós Estilo: Bohemian Pilsner Embalagem: 600 ml Teor Alcoólico: 5% Origem: Bamberg – Votorantim – SP

Preço: R$ 19,90 a R$ 28.

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Papito blondine

Papito
Banda: Supla Estilo: Indian Pale Lager Embalagem: 310 ml Teor Alcoólico: 5,1 % Origem: Blondine – Itupeva – SP

Preço:  R$ 23,40 a R$ 35

 

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