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A Dinamarca é logo ali

Na coluna de maio, Luis Celso Jr. fala das cervejas nórdicas

por Luis Celso Jr. Publicado em 13/05/2015 às 22h
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Agora no início de maio aconteceu na capital dinamarquesa o Copenhagen Beer Celebration, um dos festivais de cerveja mais cultuados ao redor do globo. Pelo terceiro ano seguido, a representante do Brasil foi a Way Beer, de Curitiba. Além disso, cervejas colaborativas produzidas pela também curitibana Morada Cia Etílica estiveram por lá – elas foram feitas em parceria com a Stillwater Artisanal Ales, de Baltimore (EUA), que tem seu estande cativo no evento. Os dois casos são motivo de orgulho, já que são as únicas cervejarias da América Latina no festival.

Infelizmente as cervejas que foram levadas pelos brasileiros para o evento ainda não chegaram para o grande público. Mas esse “problema” será resolvido em breve, segundo informações das próprias cervejarias. Enquanto esperamos, podemos nos concentrar no outro lado dessa ponte aérea e degustar ótimas cervejas dinamarquesas que chegam por aqui.

A Dinamarca e a cerveja têm uma história de mais de 5 mil anos. No entanto, o apreço dos escandinavos por ela ficou mais conhecido mesmo a partir da chamada “era viking”, entre 709 e 1.066 d.C. Com as invasões em diversos países da Europa, eles levaram também a cultura da bebida. É deles a palavra øl, que significa cerveja e provavelmente deu origem ao nome Ale, usado pelos britânicos como sinônimo da nossa querida bebida.

No entanto, o número de microcervejarias se reduziu bastante ao longo de século 20, quando o mercado ficou focado nas cervejas Mainstream. Foi reacendido apenas na última década, quando o número de cervejarias mais do que triplicou, chegando a cerca de 200. Hoje o consumo per capita no país supera os 80 litros e mesmo as grandes cervejarias, como a Carlsberg, estão apostando em suas próprias marcas de cerveja artesanal.

As cervejarias dinamarquesas são caracterizadas com inovadoras e ousadas. A Mikkeller é um grande exemplo, sendo cigana por excelência – não possui fábrica própria e fabrica suas receitas em diversas partes do mundo. O irmão gêmeo de Mikkel, Jeppe Jarnit-Bjergsø, também tem uma cervejaria cigana, chamada Evil Twin. É uma dissidência da primeira. Boatos dizem que eles não se falam há anos. Mas também há novos players, como a Amager Bryghus, já eleita como Melhor Cervejaria da Dinamarca pelo site RateBeer e que tem seus produtos na lista de melhores cervejas do mundo no mesmo site. Entre outros destaques disponíveis no Brasil, estão as cervejarias Tø Øl, Ugly Duck, Hornbeer e Midtfyns. Todas ótimas opções para conhecer a Dinamarca por meio da cerveja.

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