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Eliminação com confeitaria e técnicas francesas assusta cozinheiros do MasterChef

Na primeira prova, o desafio foi trabalhar com frutos do mar tipicamente brasileiros

por Priscila Bueno, especial para o Bom Gourmet Publicado em 09/06/2019 às 22h
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A prova de eliminação do episódio do MasterChef exibido neste domingo foi extremamente técnica: reproduzir um jantar romântico elaborado por Eric Jackin. A proposta era fazer salmão grelhado, molho holandês, aspargos e batata e uma génoise (espécie de pão de ló) com nougatine (como se fosse um caramelo de amêndoas), frutas vermelhas marinadas no espumante moscatel, servida com creme inglês.

A preparação envolvia muitos processos, pelo menos dez. E tudo feito quase que ao mesmo tempo, como um balé perfeitamente coordenado. Cozinhar as batatas, preparar os aspargos, assar o salmão (que tinha que ter três pontos diferentes) e assar o bolo eram as etapas mais “fáceis”.

>> Confeitaria brasileira une técnica francesa e ingredientes locais

O que assustou mesmo foi molho holandês e o creme inglês que podiam talhar sem supervisão. O caramelo exigia um ponto específico para fazer a nougatine. O creme de confeiteiro tinha que ser feito com tempo para ir para geladeira. A marinada das frutas vermelhas também tinha que respeitar um tempo para que o sabor aflorasse. Ah! E eles ainda tinham que preparar rosas de pasta americana e decorar uma bandeja para servir o prato salgado.

“Foi uma prova muito emocionante. Lembrou quando eu era nova e o chef fazia uma lista de mis em place e dizia: volto em duas horas”, contou Paola Carosella. Ecatharine, Weverton e Haila foram os destaques.

André se perdeu entre os processos e foi o eliminado. Fotos: Carlos Reinis/Band/Divulgação

Os piores foram André e Janaína. Quem saiu foi André por apresentar os molhos hollandaise e inglês muito líquidos, frutas amargas e batatas desproporcionais ao prato.

Brasil à mesa

Antes da eliminação os participantes tiveram um susto. Uma caixa misteriosa com cavaquinha, sururu e siri mole e ingredientes regionais como farinha guarini, cachaça, tucupi, pupunha, feijão-verde, coco, banana-da-terra, capim-limão, taioba, azedinha, jiló, caju, tomate verde, mamão verde, mandioca, tapioca, castanha baru e limão-cravo.

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Fogaça disse que faria uma entrada com tomate, limão, cebolinha e siri empanado. Jacquin prepararia caju recheado com cavaquinha com emulsão de tucupi. Paola, por sua vez, prepararia bolo de mandioca, banana e coco com calda de caju.

Caixa Misteriosa era rica em cores e sabores. Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação

O siri mole conquistou alguns participantes. Diferentemente do siri que conhecemos, o siri mole é abatido assim que ocorre a troca da casca, o que resulta em um siri mais tenro. Lorena, uma das que se destacou, preparou a iguaria empanada no côco, servida com purê de banana e vinagrete de tomate com caju.

Outros dois destaques foram Rodrigo, que fez capeletti de cavaquinha com molho de cavaquinha e sururu e Fernando que preparou cavaquinha e pupunha com farofa de sururu, salada verde de feijão e aioli de tucupi.

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