Restaurantes

Local tem almoço, padaria, cafeteria e loja

Após um período de experimentação, o Coletivo Alimentar, no Centro, reabriu com um conceito único em Curitiba e agora busca projetos parceiros

por Flávia Schiochet Publicado em 28/06/2016 às 09h
Compartilhe
A cafeteria do Coletivo Alimentar antes da reforma. Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

A cafeteria do Coletivo Alimentar antes da reforma. Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

O Coletivo Alimentar começou como um “laboratório vivo” em agosto de 2015 e agora estreou com um conceito único em Curitiba. O local, idealizado pelo empresário Luiz Mileck, reúne no mesmo espaço diversas iniciativas em alimentação e gastronomia, como almoços colaborativos, uma padaria orgânica, uma mercearia, uma cafeteria auto-gerida pelos atendentes e cursos livres de técnicas na cozinha. Por cem dias, o endereço foi um local de experimentação. Entre janeiro e abril a casa passou por uma reforma de infraestrutura e agora está de cara nova.

A experimentação intensa do ano passado deu coragem para executar todas as atividades ensaiadas e ainda há lugar para mais. A ideia, segundo o idealizador, é fugir do lugar comum. O espaço voltou a funcionar em 30 de abril e no dia 30 de junho, uma quinta, sedia mais uma competição de latte art entre baristas de Curitiba, o TNT – mesmo tipo de evento que foi a estreia do coletivo no ano passado.

A cafeteria do Coletivo Alimentar após a reforma. Pães fresquinhos são vendidos por quilo. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

A cafeteria do Coletivo Alimentar após a reforma. Pães fresquinhos são vendidos por quilo. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Com a reforma, todos os móveis, antes feitos com materiais provisórios e reaproveitados, foram trocados por uma decoração industrial e minimalista. Os escritórios, sala de reunião, mercearia e cafeteria foram reformulados. Há outros projetos, como o auditório e a cozinha coletiva, mas que ainda não saíram do papel. Entenda como funcionam os diferentes espaços do Coletivo Alimentar:

Atividades fixas

Quem ocupa os 400 metros quadrados atualmente é Rafael Vaccari, padeiro do Papel-Manteiga; o fotógrafo Munir Bucair Filho, da Controversos Fauxtógrafos, e a Vivah Gastronomia, empresa de vivências do idealizador. Periodicamente os integrantes do convívio Coré-Etuba do Slow Food promovem suas reuniões no local e o endereço é um dos pontos de entrega das cestas do Comida Relacional, um projeto da ONG Casa da Videira para manter uma rede de agricultores na Região Metropolitana de Curitiba.

Brunch no Coletivo Alimentar. Foto: Munir Bucair Filho/Divulgação

Brunch no Coletivo Alimentar. Foto: Munir Bucair Filho/Divulgação

De segunda a sexta-feira, o Coletivo Alimentar recebe um chef diferente para preparar almoço executivo (leia mais abaixo) e aos sábados serve brunch, também com mudança entre os cozinheiros e um barista diferente. Um sábado por mês organizam o Coletive-se, um brunch com atividades paralelas como oficinas de cerâmica, de culinária e de café.

Cafeteria e padaria

Aberta das 9h às 18h, tem à disposição nove métodos de extração de café (de R$ 4 a R$ 12: espresso, Aeropress, Hario, Wood Skull, Clever, Bee House, canadiano, French Press e Pour Over), além de cappuccino (R$ 5) e chocolate quente (R$ 6). Para comer, uma fatia de pão de fermentação natural na chapa (R$ 3), com manteiga (R$ 4), lardo da Monte Bello (R$ 5), geleia do dia (R$ 5), doce de leite (R$ 5) ou 200 g de queijo (R$ 10), adicional de ovo ou bacon por R$ 2. Tem também chope de cervejarias artesanais do Paraná (de R$ 10 a 13, 400 ml), sucos orgânicos e doces, como bolo e brigadeiro. A água é de graça.

Pão de fermentação natural feito por Rafael Vaccari, do Papel Manteiga. Foto: Munir Bucair Filho/Divulgação

Pão de fermentação natural feito por Rafael Vaccari, do Papel Manteiga. Foto: Munir Bucair Filho/Divulgação

No balcão estão pães de fermentação natural feitos pelo Papel-Manteiga. Vaccari fazia os pães em casa e entregava duas vezes por semana. De 80 quilos por mês, passou a usar 250 quilos. As fornadas saem o dia inteiro e as entregas são após o horário de fechamento. A farinha de trigo integral é moída na hora e os pães variam de R$ 15 a R$ 20 o quilo. Também tem focaccia (de R$ 5 a R$ 7) e brownie de cacau com doce de leite caseiro e rapadura do Vale do Ribeira (R$ 9, 120 g).

Almoço executivo

A cada semana um chef diferente cria pratos temáticos. A segunda é dedicada a pratos vegetarianos. Terças são para a cozinha étnica, inspirada em algum país. Às quartas, o chef vai até a feira orgânica da Praça do Expedicionário e monta o cardápio a partir do que encontrar lá. O menu de quinta-feira é pensado na cozinha brasileira e o de sexta é dedicado à culinária paranaense. O almoço tem preço fixo de R$ 25 e é servido de segunda a sexta-feira das 12 às 14h com uma entrada e mate gelado. É preciso fazer reserva pelo telefone (41) 3121-1720.

Prato marroquino, preparado por Ana Caro Ribeiro no almoço executivo do Coletivo Alimentar, que recebe um chef por semana. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Prato marroquino, preparado por Ana Caro Ribeiro no almoço executivo do Coletivo Alimentar, que recebe um chef por semana. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Quem faz a curadoria dos cozinheiros é Ana Caro Ribeiro, chef da Frozinha Gastronomia, e “une as duas pontas”: ouve a proposta do cozinheiro e explica o funcionamento do Coletivo. Ela também comanda a cozinha de vez em quando, preparando pratos como curry de vegetais com arroz de coco para uma segunda-feira e arroz marroquino com legumes ao molho de tahine para uma terça, por exemplo. Já passaram pela cozinha do Coletivo Alimentar Vitor Moraes, da Mise en Place, e Renata Vidal, da Cozinha da Rê.

Escritório

Parte do escritório no segundo andar do Coletivo Alimentar. A janela dá para o terraço onde há uma horta de temperos e uma composteira. Do outro lado, fica a cozinha, ainda não reformada, e a escada caracol que dá acesso ao telhado onde será instalada uma horta urbana. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Parte do escritório no segundo andar do Coletivo Alimentar. A janela dá para o terraço onde há uma horta de temperos e uma composteira. Do outro lado, fica a cozinha, ainda não reformada, e a escada caracol que dá acesso ao telhado onde será instalada uma horta urbana. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

No segundo andar acima da cafeteria ficam os escritórios e a sala de reunião. Com o foco de criar uma rede de contatos entre pessoas interessadas em gastronomia e cultura alimentar, os escritórios são voltados para profissionais que trabalhem com algo relacionado a estes temas. Estão instalados lá a Vivah Gastronomia e a Controversos Fauxtógrafos. O espaço comporta três escritórios para até três pessoas e seis cadeiras fixas, para quem trabalha sozinho. Há uma biblioteca da Vivah Gastronomia para consultas no local e janela para o terraço, onde fica a horta. Ainda há vaga para três empresas e uma “promoção”: no início, o aluguel de um mês valerá para dois, para que o profissional avalie a experiência.

Mercearia

Na entrada do Coletivo Alimentar fica a mercearia, com produtos de cerca de 20 fornecedores. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Na entrada do Coletivo Alimentar fica a mercearia, com produtos de cerca de 20 fornecedores. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Tem cerca de 20 fornecedores e comercializa itens que tenham a cadeia produtiva sustentável. Podem ser artesanais, locais, premium, orgânicos ou sazonais. O importante é ser ligado à alimentação e ter o processo e ciclo de produção conhecido e responsável social e ambientalmente. Estão lá panos de prato, vinhos, cervejas artesanais, geleias e doces, chocolates orgânicos, entre outros.

Cozinha coletiva e auditório

Ainda sem reforma, a cozinha no segundo andar é usada pelo padeiro Rafael Vaccari e pelos chefs que preparam o almoço semanalmente. Em anexo, há um terraço em que ficam alguns temperos. No futuro, quando estiver totalmente reformada, terá várias ilhas para que comporte atividades paralelas e o telhado será uma horta urbana, modelo testado na calçada da frente e que fez sucesso entre os vizinhos. O auditório, no primeiro andar, terá um cozinha de finalização para servir o almoço e realizar workshops, com um salão próprio. Por enquanto, o almoço é servido próximo à cafeteria, que também tem uma cozinha de apoio.

***

Serviço

Rua Comendador Macedo, 233, Centro – (41) 3121-1720. Abre de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 10h às 16h. Contato pelo e-mail coletivoalimentar@gmail.com ou pela fan page no Facebook.

Compartilhe

8 recomendações para você