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Saiu a lista: melhor restaurante do mundo é de Nova York; veja ranking
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Do outro lado do mundo veio a notícia: depois de um jejum de 13 anos, os Estados Unidos voltam a ocupar o posto de melhor restaurante do mundo, segundo o ranking do The World’s 50 Best Restaurants, divulgado em Melbourne na Austrália na quarta (5). Eleven Madison Park, em Nova York, do restaurateur Will Guidara e do chef Daniel Humm, subiu duas posições em relação ao ano passado, ficando em primeiro no pódio.

Em segundo lugar ficou a Osteria Francescana (que foi eleito o melhor do mundo em 2016), do chef Massimo Bottura, e em terceiro lugar, o espanhol El Celler de Can Roca, dos irmãos Roca. O único brasileiro que aparece na lista dos 50 melhores do mundo é Alex Atala, do  D.O.M em São Paulo, que ficou na 16.ª posição. O restaurante caiu cinco posições em relação à lista do ano passado, mas já esteve em nono lugar em 2015. Sua melhor colocação foi em 2012, quando ficou em quarto da lista.

Chef Daniel Humm e o restaurateur Will Guidara, sócios do Eleven Madison Park, eleito melhor restaurante do mundo em 2017. Foto: Divulgação
Chef Daniel Humm e o restaurateur Will Guidara, sócios do Eleven Madison Park, eleito melhor restaurante do mundo em 2017. Foto: Divulgação| Brett C - Photographer

Com o período sabático do dinamarquês Noma, cuja equipe está no México em pesquisa, o ranking dos dez melhores restaurantes possibilitou a subida de posição das casas. Os Estados Unidos já haviam ficado em primeiro lugar na lista da publicação britânica Restaurant em 2003 e 2004 com o restaurante The French Laundry, do chef Thomas Keller.

A blogueira do Bom Gourmet Jussara Voss, do Vosso Blog de Comida, acompanhou o evento direto de Melbourne. Enquanto aguardava a cerimônia começar, fez um post sobre a expectativa dos presentes de que o primeiro lugar dos 50 melhores restaurantes do mundo fosse para o Eleven Madison Park.

Prato do Eleven Madison Park, do chef Daniel Humm. Foto: Divulgação
Prato do Eleven Madison Park, do chef Daniel Humm. Foto: Divulgação

Nova York foi a sede da cerimônia de 2016, uma iniciativa da Restaurant para globalizar o evento. A visita intensa de jurados à capital dos EUA no último ano foi motivo para que se especulasse que o Eleven Madison Park subiria na lista, bem como o Blue Tree Hill, de Dan Barber. “Outra pista [de que os EUA subiriam no ranking] é que o chef Dan Barber, ao lado de Virgilio Martinez, do restaurante Central, no Peru, estava entre escolhidos para participar da coletiva de imprensa que aconteceu na manhã de quarta-feira antes de ser divulgada a lista”, escreveu Jussara.

O restaurante dos irmãos Roca, em Girona, Espanha, recebeu o prêmio de hospitalidade e o francês Alain Ducasse retornou à lista dos 50 melhores em 13.º lugar depois de um ano fora. O Blue Hill at Stone Bars, do chef Dan Barber, de Nova York, subiu 37 posições e ficou em 11.º, conquistando o prêmio individual de maior “escalada” dentre os 50.

 

Brasil na lista

No total, são quatro brasileiros na lista dos 100 melhores restaurantes do mundo segundo a publicação inglesa Restaurant. Destes, apenas o D.O.M. está entre os 50 melhores.

>>> Veja mais sobre a lista dos ganhadores da 51ª a 100ª 

A lista parcial, que cobre do 51.º ao 100.º foi divulgada na terça, 28, e tem três brasileiros: dois no Rio de Janeiro e um em São Paulo. O Olympe, dos chefs Claude e Thomas Troisgrois, entrou pela primeira vez na lista e conquistou o 100.º lugar. O Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, ficou em 76.º na lista mundial de 2017. Aberto em 2014, o restaurante conquistou em 2016 a posição de 18.º melhor restaurante na América Latina e a de 64.º do mundo.

Alex Atala é o presidente da seletiva do Bocuse D´Or. Foto: divulgação
Alex Atala é o presidente da seletiva do Bocuse D´Or. Foto: divulgação

O Maní, da chef Helena Rizzo, de São Paulo, em 81.º, com perda de 30 posições em relação ao último ranking da Restaurant. Em 2015, a casa ocupou o 41.º lugar; em 2014, o 36.º – 2014 foi também o ano em que a chef Helena Rizzo recebeu o prêmio de melhor chef mulher do mundo.

Para Jussara Voss, é uma pena que tenhamos apenas um brasileiro na lista. “Com tantos bons restaurantes no Brasil, lamentamos que poucos apareçam. Os chefs precisam reivindicar apoio do governo para promover o turismo. A classificação do D.O.M, de Alex Atala, é boa, mas o Brasil poderia estar melhor classificado. É muito pouco ter apenas quatro restaurantes brasileiros na lista dos 50 melhores do mundo”,  opina Jussara. Melbourne comemora em 2016 a 16.ª edição do festival Melbourne Food & Wine e a Tourism Australia fez campanha para divulgar seus restaurantes. “É o que o Brasil precisa fazer”, defende Jussara.

 

Prêmios individuais em 2017

Durante a cerimônia os prêmios dos 50 melhores são intercalados com os prêmios individuais. A chef eslovena auto-didata Ana Roš, do Hiša Franko, foi eleita a melhor chef mulher do mundo. Heston Blumenthal, do inglês Dinner at Heston Blumenthal (36.º lugar) recebeu o prêmio pelo conjunto da obra e durante seu discurso de agradecimento incentivou os jovens cozinheiros a “questionarem tudo”. “Nós que estamos aqui hoje não precisamos caçar, subir uma montanha para pegar água. Podemos inventar coisas que não existem. Cozinhar é uma viagem interna e cerebral, temos que perder o medo de errar. Hoje celebramos o que nos torna humanos: cozinhar”, disse Blumenthal.

A chef Ana Roš do Hiša Franko. Foto: Divulgação
A chef Ana Roš do Hiša Franko. Foto: Divulgação

O melhor chef confeiteiro foi para o francês Dominique Ansel, o criador do “cronut”, que causou filas de nova-iorquinos curiosos para provar a mistura de croissant com donut, em 2013. Ao receber o prêmio de melhor restaurante na Ásia, Gaggan Anand, chef e proprietário do restaurante indiano Gaggan, em Bangkok, na Tailândia, brincou: “Não sei qual emoji usar para expressar essa emoção”, em alusão ao cardápio do seu restaurante, que contém apenas emoji. O prêmio de escolha dos chefs foi o peruano Virgilio Martinez, por liderar uma nova geração de cozinheiros compatriotas e pela sua pesquisa e valorização de ingredientes locais de diferentes regiões do Peru, como a Amazônia peruana e os Andes.

 

Os 50 melhores restaurantes do mundo em 2017

1. Eleven Madison Park, Estados Unidos (melhor restaurante da América do Norte)

2. Osteria Francescana (melhor restaurante na Europa)

3. El Celler de Can Roca, Espanha

4. Mirazur, França

5. Central, Peru (o melhor restaurante na América do Sul)

6. Asador Etxebarri, Espanha

7. Gaggan, Tailândia (melhor restaurante da Ásia 2017)

8. Maido, Peru

9. Mugaritz, Espanha

10. Steinrereck, Áustria

11. Blue Hill at Stone Bars, EUA

12. Arpège, França

13. Alain Ducasse au Plaza Athénée, França

14. Restaurant André, Singapura

15. Piazza Duomo, Itália

16. D.O.M., Brasil

17. Le Bernardin, EUA

18. Narisawa, Japão

19. Geranium, Dinamarca

20. Pujol, México

21. Alinea, EUA

22. Quintonil, México

23. White Rabbit, Rússia

24. Amber, Hong Kong

25. Tickets, Espanha

26. The Clove Club, Inglaterra

27. The Ledbury, Inglaterra

28. Nahm, Tailândia

29. Le Calandre, Itália

30. Arzak, Espanha

31. Alléno Paris at Pavillon Ledoyen, França (prêmio de maior subida)

32. Attica, Austrália (melhor restaurante na Australásia)

33. Astrid Y Gastón, Peru

34. De Librije, Holanda

35. Septime, França (prêmio de restaurante mais sustentável)

36. Dinner by Heston Blumenthal, Inglaterra (prêmio pelo conjunto da obra para Heston Blumenthal)

37. Saison, EUA

38. Azurmendi, Espanha

39. Relae, Dinamarca

40. Cosme, EUA

41. Ultraviolet, China

42. Boragò, Chile

43. Reale, Itália

44. Brae, Austrália

45. Den, Japão

46. L’Astrance, França

47. Vendôme, Alemanha

48. Restaurant Tim Raue, Alemanha

49. Tegui, Argentina

50. Hof Van Cleve, Bélgica

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