Bebidas

Copa e a gastronomia

Não só vodca: cervejas artesanais crescem na Rússia

A Copa do Mundo está chegando e a Rússia começa a atrair a atenção no esporte e também na gastronomia. Afinal, o que se come e bebe por lá?

por Luís Celso Jr. Publicado em 27/05/2018 às 11h
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A Copa do Mundo está chegando e a Rússia, que sedia os jogos este ano, começa a atrair a atenção no esporte e também na gastronomia. Afinal, o que se come e bebe por lá? Apesar de destilados somarem 51% do consumo local, segundo dados de 2014 da Organização Mundial de Saúda (OMS), generalizar falando que é só vodka soa tão errado quanto dizer que o Brasil é só cachaça.

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cerveja artesanal

Foto: Bigstock

Há, sim, cerveja boa na Rússia. No entanto, ficamos sabendo de pouca coisa diferente do comum já que o chamado Renascimento das Cervejas Artesanais está só no começo por lá. A mesma pesquisa aponta que 38% do market share é composto pela cerveja. Mas especialistas falam de muito menos de 1% de cerveja artesanal.

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Esse renascimento, aliás, é um movimento orgânico, não organizado, e começou nos Estados Unidos e em alguns países europeus nos anos 60 e 70. Ele revitaliza a história e a cultura da cerveja no mundo, “esquecida” no começo do século 20. Por conta disso hoje estamos atentos, falamos de cerveja e temos tantas marcas e estilos que fica até difícil acompanhar. Mas ele não chega ao mesmo tempo em todo o lugar.

Muitos sites especializados falam que a pedra fundamental do movimento cervejeiro na Rússia aconteceu quando a Baltika, de São Petersburgo, começou a fazer parceria com cervejarias artesanais internacionais como BrewDog e Mikkeller. Mas apenas em 2014, quando a cerveja importada ficou muito mais cara é que a produção nacional começou a despontar e os bares especializados começaram a abrir.

Hoje são cerca de 100 cervejarias por lá. Nada mal para um país no qual cerveja não era considerada bebida alcoólica até 2011, assim como nada abaixo de 10% ABV. Mas ainda pouco se considerarmos as mais de 6 mil dos Estados Unidos ou mesmo as cerca de 700 do Brasil. Nós, por aqui, começamos o movimento em 1995.

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A única cerveja russa que já chegou por aqui foi justamente Baltika, que teve a importação interrompida e deve retornar ao mercado em meados de junho, segundo a importadora Uniland. Além disso, existem alguns estilos de cerveja que se relacionam com o Leste e Norte Europeu.

As Russian Imperial Stout, por exemplo, têm origem inglesa, mas foram feitas de fato para exportação para a Rússia. Escuras, eram feitas de forma mais alcoólica para aguentar melhor a viagem de navio até o destino e também para agradar o paladar russo. Segundo conta a história, a importação foi um pedido da própria czarina Catharina, a Grande. Mas com a Revolução Bolchevique as cervejas inglesas e belgas foram banidas do país.

Outro estilo inglês é o Baltic Porter, cerveja escura e frutada que era exportada para os países do Mar Báltico. Ou, se você prefere algo mais leve, que tal provar uma autêntica Bohemim Pilsener, leve e dourada. Esse é o estilo Pilsen original, criado na República Checa em 1849. Agora só falta o jogo de futebol.

Wensky Baltic Porter

Estilo: Baltic Porter
Embalagem: 600 ml
Teor Alcoólico: 7%
Origem: Curitiba – PR
Preço: R$ 17 a R$ 28

***

North Coast Old Rasputin

Estilo: Russian Imperial Stout
Embalagem: 355 ml
Teor Alcoólico: 9%
Origem: Estados Unidos
Preço: R$ 25,90 e R$ 37

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Czechvar

Estilo: Bohemian Pilsener
Embalagem: 500 ml
Teor Alcoólico: 5%
Origem: República Tcheca
Preço: R$18,90 e R$26

***

Baltika 6

Estilo: Baltic Porter
Embalagem: 470 ml
Teor Alcoólico: 7%
Origem: Rússia
Preço: a definir

***

DUM Petroleum

Estilo: Russian Imperial Stout
Embalagem: 355 ml
Teor Alcoólico: 12%
Origem: Curitiba – PR
Preço: R$29,00 a R$42,40

*Os preços são aproximados segundo indicações das importadoras, distribuidoras e fabricantes. Beba com moderação.

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