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Conheça 10 museus brasileiros dedicados à gastronomia
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Embarcar em uma viagem não é simplesmente para descansar e conhecer um lugar novo. É também para descobrir a cultura e os hábitos de quem mora lá, geralmente com uma forte ligação com a gastronomia.

A comida típica de uma região conta muito sobre a história do lugar, e estes 10 museus brasileiros são um prato – ou um copo – cheio para quem quer descobrir como a cerveja, o vinho, o chocolate e pratos tradicionais surgiram no país.

1- Ecomuseu da Cultura do Vinho

O espaço é um misto de vinícola com área expositiva. Foto: reprodução Facebook.
O espaço é um misto de vinícola com área expositiva. Foto: reprodução Facebook.

A maior região vinícola do Brasil abriga também um dos maiores museus a céu aberto do país. O Ecomuseu da Cultura do Vinho de Bento Gonçalves (RS) tem cerca de 80 mil metros quadrados de área com um amplo acervo ligado à botânica e ao vinho.

Rinaldo Dal Pizzol, diretor do museu, conta que o local é um misto de parque com vinícola e área expositiva. Lá as pessoas podem conhecer todo o processo de produção do vinho.

“Além de um acervo ligado à cultura do vinho, o Ecomuseu tem também uma coleção de videiras com mais de 400 variedades de 30 países, uma enoteca com a história da Vinícola Dal Pizzol, áreas verdes e lagos, diversas espécies de plantas e animais silvestres”, explica. O local abriu há 19 anos, e funciona junto de um instituto de pesquisa sem fins lucrativos.

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Os ingressos para o museu custam R$ 5 para crianças de 6 a 12 anos, e R$ 10 a partir dos 13 anos de idade.

Serviço:
Ecomuseu da Cultura do Vinho
RS-431, km 5,3 – Distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves (RS).
Horários de atendimento: Segunda a sexta, das 9h às 17h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 16h30.
54 3449-2255

2- Museu da Uva e do Vinho de Caxias do Sul

O acervo apresenta máquinas e equipamentos usados antigamente na produção de vinhos. Foto: reprodução site.
O acervo apresenta máquinas e equipamentos usados antigamente na produção de vinhos. Foto: reprodução site.

Aberto em 2002 dentro da primeira cooperativa vinícola da América Latina, o Museu da Uva e do Vinho de Caxias do Sul reúne um acervo de como se começou o cultivo da fruta no país. A história vem desde a imigração italiana em meados do século 19, quando os primeiros colonos chegaram ao Vale Trentino e iniciaram o plantio de parreirais.

Segundo Eloísa Onzi, monitora do espaço, o Museu da Uva e do Vinho é dividido em três áreas que formam uma espécie de circuito sobre a história da bebida. No final tem até uma degustação de alguns rótulos da Vinícola Primo Slomp.

“O passeio começa na área da vinícola, onde começa o processamento da uva colhida nos vinhedos. Depois os visitantes passam pelo museu, onde encontram um acervo de máquinas antigas usadas no processamento dos frutos, utensílios de plantio e de medição do vinho, e algumas garrafas antigas de quase um século. E, por fim, eles chegam na loja com uma degustação de dois rótulos de vinho, dois chopes de vinho e um licor moscatel”, explica a monitora.

A visita ao Museu da Uva e do Vinho é gratuita, incluindo a degustação.

Serviço:
Museu da Uva e do Vinho
Rua Rui Luiz Franciosi Sério, 350, Caxias do Sul (RS).
Horários de atendimento: terça a sexta, das 9h às 17h. Sábado, das 11h às 17h.
51 3535-1600

3- Museu do Vinho de São Paulo

O espaço conta a história do vinho desde os tempos bíblicos. Foto: reprodução Facebook.
O espaço conta a história do vinho desde os tempos bíblicos. Foto: reprodução Facebook.

A história do vinho desde os primórdios bíblicos é contada neste museu aberto há cerca de seis meses na capital paulista. São quatro andares com projeções multimídia retratando a evolução da bebida no mundo, inclusive explicando como a cultura do vinho chegou ao Brasil.

Idealizador do espaço, o espanhol Álvaro Uña conta que o objetivo é levar os visitantes a uma imersão na cultura do vinho. Segundo ele, as visitas são acompanhadas de uma degustação de dois ou três rótulos.

“A gente quer explicar como o vinho chegou ao Brasil, o que deu certo e o que não deu, e como está a situação atual no país. São explicações tanto para quem já conhece muito sobre a bebida, mas também para as pessoas que estão iniciando nesta cultura”, conta Uña.

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O museu abre apenas para eventos, mas atenderá ao público em geral a partir de março, quando começam a ser ministradas atividades como cursos de cinema e de harmonização de vinhos. Os ingressos custarão R$ 37 com degustação.

Serviço:
Museu do Vinho de São Paulo
Rua Minas Gerais, 246, São Paulo (SP)
Horário de atendimento: sob reserva.
11 94730-3477

4- Museu da Cerveja de Blumenau

O museu retrata uma das primeiras indústrias de cerveja do país. Foto: Prefeitura de Blumenau/reprodução site.
O museu retrata uma das primeiras indústrias de cerveja do país. Foto: Prefeitura de Blumenau/reprodução site.

A cidade catarinense de Blumenau vive a cultura cervejeira o ano todo, e não apenas durante a Oktoberfest. Lá está o Museu da Cerveja, aberto em 1996 com um acervo reunido desde meados do século 19 e a história de uma das primeiras indústrias de bebidas do país, a Feldmann.

Dorotea Nicchellatti, coordenadora do espaço, conta que a área expositiva tem equipamentos como chopeiras antigas e as primeiras máquinas de envasar cerveja que chegaram ao país.

“Há ainda peças como balanças, tachos, moinhos de malte, fotos da antiga fábrica da Feldmann, entre outros. E também um painel com uma projeção de vídeo de 7 minutos que conta a história da cerveja e das festas de Blumenau”, explica.

O museu abre diariamente, e a entrada é gratuita.

Serviço:
Museu da Cerveja de Blumenau
Rua 15 de Novembro, 160, Blumenau (SC)
Horários de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 17h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 16h.
47 3326-6791

5- Museu do Café de Santos

O museu funciona na antiga Bolsa do Café de Santos. Foto: Governo do Estado de São Paulo/reprodução site.
O museu funciona na antiga Bolsa do Café de Santos. Foto: Governo do Estado de São Paulo/reprodução site.

O imponente prédio da antiga Bolsa Oficial do Café, na cidade portuária de Santos (SP), foi transformado neste museu que resgata a história do grão que enriqueceu o Brasil. Aberto em 1998 após mais de 60 anos fechado, o espaço abriga exposições fixas e itinerantes, realiza curso de formação de baristas, de torra e de latte art, e ainda conta com uma degustação de cafés de quase todas as regiões do país.

A diretora executiva do museu, Alessandra Almeida explica que o objetivo do museu é preservar o café como patrimônio histórico e cultural do Brasil, mostrando a importância dele para o país. A Bolsa funcionou por mais de uma década.

“O prédio foi construído em 1922 para o centenário da Independência do Brasil, e hoje é tombado pelo Iphan. O passeio pela história retrata desde a plantação do café até o beneficiamento, com várias instalações em vídeo e objetos históricos. Também contamos nele as profissões que envolvem o café na região do porto de Santos e a evolução do próprio porto por conta do café”, conta. Lá está o vitral “A visão de Anhanguera”, do artista Benedito Calixto, que conta a saga dos bandeirantes no estado.

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A experiência da degustação de cafés é feita em uma cafeteria modelo a R$ 10 somente aos sábados e domingos.

Serviço:
Museu do Café
Rua XV de Novembro, 65, Centro histórico de Santos (SP)
Horários de atendimento: terça a sábado, das 9h às 17h. Domingo, das 10h às 17h.
13 3213-1750

6- Museu da Cachaça de Paty dos Alferes

O museu é particular e anexo a uma fábrica de cachaça. Foto: reprodução Facebook.
O museu é particular e anexo a uma fábrica de cachaça. Foto: reprodução Facebook.

A bebida destilada oficial do Brasil tem um museu inteiro dedicado a ela. Aberto em 1991 na cidade de Paty dos Alferes (RJ), o Museu da Cachaça reúne mais de 1.600 rótulos que contam a história dela através dos séculos.

Acredita-se que a cachaça tenha surgido nas senzalas ainda na época da escravidão, destilando a cana de açúcar em alambiques de barro e depois de cobre. Para o administrador do museu, Vittos Gomes, a bebida ainda é cheia de preconceitos, mesmo sendo conhecida no mundo todo.

“A gente quer conscientizar as pessoas da importância da cachaça para o Brasil, ela é um patrimônio do país. Tem até uma normativa que delimita a produção, com teor alcoólico de 38% a 48%”, conta.

Além das centenas de rótulos, o Museu da Cachaça tem ainda uma réplica de um alambique e objetos usados na produção. A visita custa R$ 3 com degustação ilimitada da bebida de acordo com as opções disponíveis no dia.

Serviço:
Museu da Cachaça
Rua Nova Mantiquira, 227, Paty dos Alferes (RJ).
Horários de atendimento: terça a sexta, das 11h às 15h. Fim de semana e feriados, das 9h às 17h.
24 99266-9598

7- Museu da Gastronomia Baiana

É possível fazer uma degustação de pratos típicos da culinária baiana durante a visita. Foto: Senac/reprodução site.
É possível fazer uma degustação de pratos típicos da culinária baiana durante a visita. Foto: Senac/reprodução site.

Em Salvador (BA) está o museu que conta a história de pratos como o acarajé, o azeite de dendê, a mandioca, entre outros sabores típicos da região. Aberto em 2006, o Museu da Gastronomia Baiana (MGBA) é o primeiro do gênero na América Latina e faz parte do complexo do Senac Pelourinho, com área expositiva e um restaurante.

De acordo com a guia Luciana Sanches, o visitante vai descobrir como os colonizadores portugueses, os escravos africanos e os índios nativos influenciaram a formação da gastronomia baiana. Uma mistura de sabores que atravessou os séculos.

“A parte cultural tem um vasto material escrito e utensílios utilizados na culinária local que contam a história da gastronomia baiana. Tem uma vitrine inteira contando como o dendê veio da costa da África até aqui. Há ainda uma parte preservada da muralha de Santa Catarina, que defendeu a cidade antigamente”, conta.

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A entrada no Museu da Gastronomia Baiana é baiana. Já a degustação de mais de 40 pratos típicos custa R$ 65 por pessoa no buffet livre do restaurante.

Serviço:
Museu da Gastronomia Baiana
Praça José de Alencar, 13/19, Salvador (BA)
Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 17h. Entrada gratuita.
71 3324-8118

8- Museu do Cacau na Fazenda Primavera

O passeio mostra toda a cadeia produtiva do cacau. Foto: Prefeitura de Ilhéus/reprodução site.
O passeio mostra toda a cadeia produtiva do cacau. Foto: Prefeitura de Ilhéus/reprodução site.

Também na Bahia está este museu a céu aberto que conta a história do cacau, e porque a cidade de Ilhéus é a maior produtora do fruto no país. É uma iniciativa de Virgílio Amorim, descendente de alemães que receberam as terras como doação de Portugal ainda no tempo do Império.

Há 35 anos ele abre as portas da Fazenda Primavera para mostrar aos turistas toda a cadeia produtiva do chocolate, desde a colheita do cacau até a industrialização dos grãos. E dá até para provar a polpa da fruta ainda no meio da lavoura.

“O percurso dura em torno de duas horas em que a gente visita toda a plantação do cacau, as instalações de beneficiamento, porque a fruta só é produzida ali, e como é o plantio e a colheita”, conta.

A fazenda foi, inclusive, um dos cenários da novela Renascer, da Rede Globo, em 1993. Lá ainda estão adereços e peças históricas usadas nas gravações. As visitas ao museu são por agendamento e custam R$ 30 por pessoa.

Serviço:
Museu do Cacau da Fazenda Primavera
BR-415, km 20, Ilhéus (BA)
Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 11h, mediante reservas.
73 98818 3207 / 73 99983 7627.

9- Reino do Chocolate

O cacaueiro ganha vida dentro do museu. Foto: reprodução Facebook.
O cacaueiro ganha vida dentro do museu. Foto: reprodução Facebook.

Aberto há quase uma década na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, o Reino do Chocolate convida os visitantes a colocarem a mão na massa para fazer o seu próprio doce. A produção artesanal é acompanhada por um passeio interativo que conta a história do cacau desde a descoberta dos espanhóis no México até a popularização após ser levado à Europa.

Segundo Vanessa Almeida, guia do espaço, os visitantes participam de uma espécie de imersão na história do chocolate. O passeio dura 15 minutos, mas é possível ficar lá o tempo que quiser.

“As instalações são bastante curiosas e interativas, como uma placa em que o visitante coloca as mãos e aciona uma projeção. Há ainda um cacaueiro que ganha vida quando o visitante começa a falar com ele. E ainda, no final, tem sete esculturas de personagens da história feitos de chocolate maciço e um coelhão de quase três toneladas”, conta a monitora.

Os ingressos para o Reino do Chocolate custam R$ 22 com uma degustação no início do passeio.

Serviço:
Reino do Chocolate
Av. das Hortênsias, 5382 (estrada Gramado-Canela), Gramado (RS).
Horários de atendimento: domingo a sexta, das 8h30 às 18h30. Sábados e feriados, das 8h30 às 19h30.
54 3286-3588

10- Mundo do Chocolate

Entre as esculturas está a fonte de chocolate. Foto: reprodução Facebook.
Entre as esculturas está a fonte de chocolate. Foto: reprodução Facebook.

Também na cidade de Gramado está o Mundo do Chocolate, outro museu dedicado totalmente ao doce. Aberto em 2015, o espaço faz uma volta ao mundo através de esculturas de chocolate que retratam monumentos internacionais, como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor, as Pirâmides do Egito, entre outras.

Ao todo são mais de 200 peças espalhadas em três mil metros quadrados de exposição, contando a história de dois antigos moradores de uma fábrica de chocolates que tinham o sonho de conhecer o mundo. Reza a lenda que o Sr. Suisse e a neta, Avelã, visitaram diferentes destinos e chegaram à Gramado, onde a menina recriou os monumentos em esculturas de doces.

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Os ingressos para o Mundo do Chocolate custam a partir de R$ 28 com degustação dos doces disponíveis no dia.

Serviço:
Mundo do Chocolate
Av. Borges de Medeiros, 2497, Gramado (RS).
Horários de atendimento: domingo a quinta, das 9h30 às 20h. Sexta e sábado, das 9h30 às 21h30.
54 3533-4460

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