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Zingy Cafés
Rede de cafeterias “to go” Zingy vende cafés com o dobro de cafeína elaborados com grãos da espécie robusta.| Foto: Marcelo Eliass/divulgação

Se uma dose de café espresso já parece um tanto quanto forte para os paladares brasileiros acostumados ao simples coado, imagina uma que tem o dobro de cafeína. Essa é a proposta da Zingy Smart Coffee, uma rede de cafeterias inaugurada recentemente em Curitiba já com quatro unidades de uma só vez – e um ambicioso plano de expansão na mesma medida "enérgica".

É a iniciativa de Ricardo Leal e demais sócios da rede de escolas de inglês InFlux que, durante a pandemia, decidiram diversificar os negócios de olho no consumo que viria com a retomada dos negócios depois. E, como as escolas já contavam com cafeterias internas, viram que aprimorar e abrir para a rua com uma temática diferenciada poderia render bons goles.

“E nisso eu pensei: não posso abrir simplesmente mais uma cafeteria ‘to go’ como tantas outras que estão proliferando na cidade. Precisamos de algo diferente, e aí a ideia de Zingy, de energia, de ‘full of energy, full of flavor’”, disse ao Bom Gourmet.

Para isso, Leal convocou a barista Ana Argenta, da consultoria Argenta Cafés, para elaborar um blend que levasse para cada dose um “toque a mais de energia”. Ela também ficou responsável por montar o time de profissionais que tocariam a cafeteria a partir da criação.

Robusta especial?

Zingy Cafés
Cafeteria aposta em preparos "turbinados" de cafés e acompanhamentos, além de doces como o Chocolat Twist.| Hana Lidia/divulgação

Juliano Lamour, barista encarregado do projeto de gestão da cafeteria, conta que essa dose extra de cafeína só seria possível usando uma variedade de café normalmente renegada pelas cafeterias: o robusta.

Isso porque essa variedade é tida como “café commodity”, de qualidade inferior e voltada apenas para o consumo massificado. No entanto, o time da Argenta conseguiu encontrar um fruto que pode ser usado mais qualificadamente.

“O blend de robusta ou canephora que usamos na Zingy é procedente da Fazenda Venturin, no Espírito Santo, a partir de um tratamento todo especial que torna ainda melhor essa dose extra de cafeína que já é natural da variedade. Tem uma acidez equilibrada e corpo denso”, explica.

Além do robusta, a cafeteria também utiliza o café arábica especial da espécie Catuaí para o preparo das bebidas. Este é procedente da Fazenda Sertãozinho, no Sul de Minas Gerais, com uma acidez leve e corpo alto. O grão é usado no preparo do espresso puro de 60 ml (R$ 4,30), no americano semelhante ao nosso coado (R$ 5,50), entre outros.

Já o robusta dá a cafeína necessária nos preparos autorais da Zingy, como o Bulletproof (R$ 11,10), com uma dose do café e óleo de coco. Outro autoral é o Peanut Butter Latte (R$ 9,50), com espresso, pasta de amendoim e um toque de banana.

Doces da gringa

Zingy Cafés
Os brownies também ganham diferentes versões além da tradicional.| Hana Lidia/divulgação

Como a proposta da Zingy é ter um pé nos preparos mais enérgicos e que remetam à escola de inglês, os acompanhamentos dos cafés também foram pensados assim. Para isso, o chef Junior Stelita, que trabalhou na Prestinaria por seis anos, desenvolveu um cardápio com doces que remetam à cultura dos países de língua inglesa.

“E trouxemos alguns preparos que são bem característicos, como o Chocolat Twist, que é como uma trança folhada crocante com creme de confeiteiro e chocolate belga. E também o Cinamon Roll e quiches francesas com toque mais americano, como bacon, espinafre, entre outros, em uma massa semelhante a da Apple Pie”, conta.

Também há uma grande variedade de brownies de sabores variados, como chocolate meio amargo com cobertura cítrica ou espresso, o vegano com crocante de chia, entre outros.

Expansão

Zingy Cafés
Versão de "portinha" da Zingy, no formato de pegue-e-leve mais voltado às escolas da InFlux.| Marcelo Eliass/divulgação

As quatro unidades abertas de uma só vez em Curitiba (Centro, Água Verde, Ahú e Pinheirinho) são apenas o começo para a rede que já tem 154 escolas de inglês espalhadas pelo país.

Paulo Oliveira, gerente comercial e de marketing, conta que o projeto da cafeteria já foi apresentado para os franqueados da escola e que muitos deles estão interessados em abrir unidades.

“Este é um primeiro movimento, de abrir as franquias nas escolas. Mas, não o único. Uma das unidades em Curitiba, no Centro, já é de rua, assim como outra que abrirá em breve no bairro do Bigorrilho”, explica.

Já Fábio Medeiros, gerente de expansão, conta que a meta é terminar este ano com 80 lojas negociadas principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina. “Será em um movimento de espiral partindo de Curitiba”, completa.

O custo de implantação de uma loja da Zingy Smart Coffee começa em R$ 150 mil, com taxa de franquia de R$ 30 mil para pontos de 8 metros quadrados. Há, ainda, uma taxa de royalties de 7% e sem extras de publicidade, que são orientados pela própria franqueadora.

Embora o negócio ainda seja novo, a expectativa é de que a taxa de retorno do investimento seja menor que a média do mercado, atualmente entre 18 e 24 meses.

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