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Película anti-coronavírus
A película tem uma eficácia de 99,74% contra o vírus da Covid-19.| Foto: divulgação/Borkar

Quem senta no restaurante da Fabiana Muniz, em São Paulo, percebe que as mesas foram envelopadas com um adesivo que mais lembra aquele papel contact que usávamos para encapar material escolar. Em um primeiro momento, pode parecer que é apenas para facilitar a limpeza e não manchar a madeira logo abaixo.

Mas, não. Esse adesivo é uma película que elimina o coronavírus e evita uma contaminação cruzada em 99,74%. O material começou a ser desenvolvido em meados de julho do ano passado por uma empresa paulista que, até então, criava tapetes automotivos, mas viu que poderia ir além e oferecer um produto também ao consumidor final.

O material, que começou a ser vendido no varejo no começo deste ano, ganhou uma nova importância agora, com a chegada da nova variante Delta da Covid-19 ao país, mais contagiosa. A cepa já é considerada como transmissão comunitária em várias capitais e estados brasileiros, o que redobra a atenção mesmo para quem já tomou pelo menos uma dose da vacina.

No Jasmim Rosa Café e Restaurante, por exemplo, a Fabiana usou esse material nas mesas, no balcão onde serve o cafezinho e as bebidas, na bancada da boqueta e nos puxadores dos equipamentos, um investimento de R$ 1,5 mil que já está valendo a pena.

“Teve uma senhora que estava em confinamento desde março do ano passado e disse que se sentiu muito mais segura com esse cuidado que estamos tomando”, conta a empreendedora.

Fabiana descobriu a película através de uma amiga que trabalha com a empresa, e não pensou duas vezes em ser uma das primeiras a experimentar o produto. Tudo para recuperar a confiança das pessoas que ainda estão saindo de casa com muito receio de contaminação.

Mercado crescente

Foram quatro meses de pesquisas e R$ 1,5 milhão em investimento para a Borkar desenvolver essa película, fina como um adesivo e capaz de eliminar o coronavírus em poucos segundos. Segundo Ramatis Radis, gestor e pesquisador, o material é composto por micropartículas de prata com ação antimicrobiana, mas que funcionam também contra o vírus da Covid-19.

“O uso da prata com este fim não é novo, o que fizemos foi inserir ela na película e incorporar uniformemente em todo o produto. É diferente de outros materiais que já estão à venda no mercado em que levam apenas um banho superficial do metal”, explica.

Segundo o pesquisador, não importa o quanto a película vai se desgastar com o uso, ela continuará eficiente e sem prazo de validade. É diferente de um tecido anti-coronavírus criado no ano passado para a confecção de toalhas e aventais, que tem duração de até 30 lavagens.

Película coronavírus
Um selo que atesta a proteção foi criado para ficar visível aos clientes.| divulgação/Borkar

Ao longo do desenvolvimento, a película passou por testes do laboratório do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), até ter a eficácia comprovada. Ela só perde a validade temporariamente se não tiver uma limpeza correta.

“Se cair álcool em gel ou refrigerante em cima, por exemplo, vai formar uma espécie de barreira na película, e isso afeta a ação antimicrobiana. Por isso a gente recomenda que a limpeza seja feita apenas com um pano umedecido com álcool líquido ou água”, afirma Ramatis Radis.

Larga escala

A fábrica da Borkar tem capacidade atual de produzir até 2,5 milhões de metros quadrados da película por mês, em dois tamanhos e gramaturas para diferentes usos a partir de R$ 90,89.

“As escolas têm buscado muito a película para o revestimento das carteiras, elevadores, sanitários, mas ela pode ser usada em todo tipo de superfície que tenha o contato das mãos”, completa o gestor da Borkar

Além da venda no Brasil por marketplaces parceiros da marca, como Amazon, Americanas, entre outros.

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