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Certificação
A certificação será concedida aos estabelecimentos que seguem todos os protocolos de segurança definidos pelas autoridades de saúde.| Foto: Bigstock

A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) irá começar a emitir um selo de certificação aos estabelecimentos que adotam todas as práticas de segurança para evitar o contágio do coronavírus na retomada das operações. O objetivo é mostrar aos clientes que o negócio está seguindo os protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias para reabrir as portas, como o distanciamento social, a higiene e a desinfecção do espaço.

Chamado de Safeguard, o selo será emitido após a realização de visitas e apurações dos técnicos do Grupo Bureau Veritas, que fará toda a análise e certificação das condições encontradas no bar ou restaurante. O documento será válido durante um ano e custará a partir de R$ 180 ao mês, dependendo do tamanho do estabelecimento. O grupo é responsável no Brasil pela emissão de certificações internacionais como ISO 9001, de gestão, e o ISO 22000, de segurança de alimentos.

Além da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também oferece um selo de Restaurante Responsável aos estabelecimentos que seguem os protocolos exigidos pelas autoridades de saúde. A entidade criou uma cartilha para orientar os associados de como cumprir as novas medidas de prevenção ao coronavírus.

De acordo com Alberto Lyra, diretor executivo da ANR, a ideia de criar a certificação surgiu ao longo dos últimos meses de pandemia, com os estabelecimentos fechados para conter o avanço da Covid-19. Os empresários já precisaram ver que a retomada dos negócios não seria mais como era.

“Isso aconteceu logo depois que a ficha caiu, do impacto que a crise estava causando no setor, e ficou todo mundo avaliando como seria o sentimento dos clientes para o retorno aos restaurantes”, diz.

Critérios

Ao longo dos últimos meses a ANR fez um levantamento de tudo o que deveria ser feito para tornar os ambientes seguros para voltar a receber os clientes – além das medidas que sempre foram tomadas de limpeza e segurança alimentar dentro dos estabelecimentos.

Com o avanço da pandemia, a entidade viu que precisaria adotar novos protocolos como a preocupação com a manipulação de objetos e equipamentos, o distanciamento entre mesas e entre clientes e funcionários, a higienização constante de todo o ambiente, entre outros detalhes e procedimentos.

A apuração nos restaurantes será feita com uma visita inicial dos técnicos do Bureau Veritas, que verificarão o que já está sendo feito e o que precisa ser implantado ou alterado. Depois é dado um prazo para a adequação, que pode variar de um estabelecimento para o outro, e o retorno para a averiguação. A certificação será válida por um ano, com visitas aleatórias para verificar se o bar ou restaurante está mantendo o serviço.

Custos

O diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes reconhece que o valor cobrado pode ser impeditivo para alguns pequenos bares e restaurantes neste momento de retomada, já que muitos voltarão a operar com as contas no vermelho e pouca margem de investimento. No entanto, Lyra afirma que o investimento no selo pode ser uma forma de atrair os clientes de volta, pois mostra que o empreendedor tomou os cuidados necessários para voltar a operar.

“O cliente vai em um estabelecimento e vê que não tem o selo, mas o vizinho dele tem. Em qual ele vai acabar indo? É uma forma de se diferenciar e expressar que também está preocupado com a saúde dos clientes”, completa.

Segundo a entidade, os associados à ANR terão 20% de desconto para implantar a certificação. As requisições devem ser feitas através da entidade, por email e no site da Bureau Veritas.

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