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Digitalização

Pagamento por QR code se populariza nos restaurantes pela comodidade e segurança

  • PorStephanie Abdalla, especial para o Bom Gourmet
  • 09/11/2020 09:27
Pagamentos instantâneos
Pagamentos instantâneos: a corrida de ouro para o trilionário mercado| Foto: Divulgação

A tendência dos pagamentos digitais, que vinha caminhando lentamente, deu um salto temporal equivalente a meia década por conta da pandemia; ao menos, é o que dizem empresários do setor.

As transações financeiras realizadas por QR code, dentro desse espectro, e, mais especificamente, efetuados em restaurantes e similares, representam além da comodidade, uma alternativa adequada aos protocolos sanitários tão prezados neste momento.

Uma pesquisa interna da Cielo, que há três anos disponibiliza essa opção de pagamento em suas máquinas, registrou que o número de transações na modalidade passou de 390 mil, no mês de fevereiro, para 7,1 milhões, em outubro.

A tecnologia, de acordo com o Head da Cielo Fintech, Francisco Santos, passou a ser um foco da companhia após observar uma tendência dos consumidores a saírem de casa apenas com o celular; que também foi observada pelos empresários e funcionários do setor de bares e restaurantes.

Agnes Hallana, operadora de caixa no Bar do Didi, em Curitiba, confirma que muitos clientes chegam ao estabelecimento equipados apenas com o aparelho e das chaves de casa.

“O ambiente noturno do bar gera muitas preocupações com relação a utensílios portáteis. As pessoas não querem o incômodo de carregar a carteira no bolso ou de esquecê-la em algum lugar. Para elas, pagar pelo celular é vantagem por isso e, agora, de forma mais intensificada, também para evitar o contato”, explica.

A funcionária também relatou que, para o estabelecimento, a alternativa é mais cômoda pois elimina o problema de troco e é mais fácil de ser feita por clientes que estão com pressa, ou que exageraram na bebida.

Outra vantagem do pagamento por QR code para os estabelecimentos apontada por Santos é a possibilidade de novos casos de uso, como promoções divulgadas em e-commerces ou demais canais digitais próprios, e a criação de totens de autoatendimento.

“Todas essas situações facilitam a experiência do cliente, otimizando processos e eliminando filas. Além disso, é uma opção mais democrática que o pagamento por aproximação, por exemplo, pois pode ser aderida por carteiras digitais que não possuem cartão físico e por qualquer cliente que tenha um celular com câmera”, completa.

Incentivo ao uso

A cultura de uso de diferentes formas de pagamento, como explica o Head da Cielo, precisa ser destravada, já que o público tende a duvidar de novos métodos, no começo.

Para que isso aconteça a ponto dos clientes pedirem pela alternativa em bares e restaurantes, os proprietários e funcionários devem incentivar e divulgar o método. Isso pode ser feito por meio de adesivos e plaquinhas no balcão, por exemplo, ou de forma mais orgânica, pelo boca a boca mesmo.

No Bar do Didi, até agora, a segunda alternativa foi a escolhida, mas o estabelecimento tem planos de apostar em uma divulgação mais assídua nos próximos meses, já que, no passado, a falta da opção se converteu em prejuízo.

“Antes, aconteceu algumas vezes de pessoas perguntarem se aceitávamos essa forma de pagamento e, porque nem tínhamos conhecimento dela na época, perdíamos a venda”, conta Agnes.

Agora, a operadora de caixa afirma que o pagamento por QR code está tão frequente que é impossível pensar em um dia, desde a retomada do setor, em que ele não foi usado. O mínimo, de acordo com ela, são quatro transações diárias.

Será que veio para ficar?

É difícil prever a popularidade futura dos pagamentos por QR code. Assim como demais pagamentos que surgiram mais recentemente, como o próprio pagamento por aproximação, a expectativa é a de que a alta momentânea dessa modalidade não substitua as demais, ao menos a curto prazo.

Existe, segundo Francisco, a tendência de digitalização dos pagamentos cada vez maior, mas a sobrevivência de cada forma de efetuá-los depende diretamente da experiência que ela gera.

“Até agora, as duas pontas da cadeia estão tendo experiências prazerosas, o que significa que o QR code vai permanecer entre nós. Mas, ao mesmo tempo, as outras formas de pagamento digital e, inclusive algumas analógicas, continuam populares, o que significa que o QR code não vai reinar sozinho”, finaliza Santos.

Conteúdo editado por:Gisele Rech
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