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Tablet ou totem: vale a pena investir em um cardápio digital?

  • PorGuilherme Grandi
  • 20/01/2020 05:00
Tablet ou totem: vale a pena investir em um cardápio digital?
| Foto:

Com clientes cada vez mais conectados à tela dos celulares, os restaurantes passaram a ver na automação e na interação com a tecnologia uma nova forma de oferecer diferentes experiências de atendimento no salão. Sai o garçom e entra o cardápio digital, recheado de fotos e informações. Seja em tablets ou através de totens multimídia, este tipo de menu não dá apenas um toque moderno, mas também oferece a agilidade de cada um fazer seu próprio pedido, sem precisar esperar por um atendente.

A tecnologia começou a aparecer mais intensamente há menos de dois anos nas grandes cidades brasileiras, com um investimento inicial na faixa de R$ 3 mil no sistema, mais cerca de R$ 500 por tablet em cada mesa. Acrescenta-se também custos como a mensalidade de manutenção, que varia de um serviço para o outro. A título de exemplo, uma das empresas consultadas pelo Bom Gourmet para este reportagem afirmou que para operar este formato de cardápio, a taxa mensal gira em torno de R$ 35 por ponto de venda.

“A gente vê três vantagens na implantação de um cardápio digital, como o aumento orgânico das vendas, já que o cliente deixa de depender de um garçom para cada pedido que faz (e sem a possibilidade de errar ou trocar o pedido); a redução das despesas de atendimento, dispensando pelo menos metade da mão-de-obra do salão; e a flexibilização dos menus, sem precisar pagar para reimprimir novas cópias a cada mudança”, explica Isaac Paes, CEO da agência catarinense OiMenu, que já tem cerca de 120 restaurantes usando o sistema em 15 estados do país.

Ele explica que o investimento reduz em até 40% a despesa com funcionários de salão, e que o retorno deste valor pode levar pelo menos seis meses. Segundo Isaac, a tecnologia reduz consideravelmente o tempo entre o pedido ser feito pelo cliente e começar a ser processado pela cozinha, além da possibilidade de integrar o sistema de atendimento do salão com o de gestão de vendas e de estoque.

“O próprio dono do restaurante pode atualizar o cardápio quando quiser, já que a tecnologia possibilita uma autonomia total do cliente. O único empecilho é quanto às fotos dos pratos, que talvez ele tenha que contratar um fotógrafo a cada mudança, mas apenas isso”, completa.

Menos interação, mais experiência

Na rede curitibana de restaurantes orientais WikiMaki, o cardápio digital começou a ser implantado no final de 2018 nas quatro lojas próprias. Cada unidade tem cerca de 20 tablets e todo o menu é eletrônico. Para Robson Amorim, diretor de operações da rede, o sistema atendeu às expectativas da marca e continuará a ser usado em futuras aberturas.

“Isso faz perder um pouco a interação do garçom com o cliente, mas percebemos que muitos clientes não querem essa interação, querem fazer diretamente o próprio pedido. Por outro lado, nós não tiramos os atendentes, então há as duas opções disponíveis”, explica. Para ele, o único problema é quanto à bateria dos tablets, que precisam ser carregadas constantemente.

Fora isso, a cozinha às vezes pode ficar sobrecarregada com a entrada de muitos pedidos de uma só vez, mas “é uma questão de se trabalhar o operacional”, completa Amorim.

>>>>Leia mais:  Restaurantes em 2030: sete tendências para o empresário ficar de olho

Painel de pedidos

Na rede de lanchonetes Jeronimo, há apenas um caixa físico para registrar os pedidos dos clientes. O restante é apenas em totens de autoatendimento. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo.
Na rede de lanchonetes Jeronimo, há apenas um caixa físico para registrar os pedidos dos clientes. O restante é apenas em totens de autoatendimento. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo.| Fernando Zequinão

A tecnologia de cardápio digital também pode ser aplicada em outras versões de negócios, como em lanchonetes de fast food, por exemplo. Basta entrar em qualquer loja nova do McDonald’s ou Jeronimo para notar que há totens de autoatendimento, com o próprio cliente fazendo os pedidos em telas verticais de touch screen.

De acordo com a Goomer, outra empresa operadoras deste tipo de sistema, as vendas de acompanhamentos, produtos adicionais e combos aumentam em até 50% com o uso do cardápio digital. A tecnologia também seria capaz de reduzir a necessidade de um caixa físico, para cada dois totens instalados.

“Cerca de 90% dos nossos clientes preferem o totem de autoatendimento ao caixa. Temos apenas um caixa na operação, e ele fica quase sempre vazio”, explica Rafael Mello, diretor de operações do Grupo Madero, um dos principais usuários do sistema da Goomer.

Para instalar um totem, os custos de implantação ficam mais salgados, girando em torno dos R$ 10 mil para cada unidade, já que além do aparelho é preciso fazer um mobiliário específico para suportar a tela touch screen e o sistema completo.

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