Bebidas

Gim, a bebida da moda conquista os curitibanos

O destilado tomou conta das cartas de coquetéis de bares de Curitiba. Há pesquisas que apontam que o consumo tem crescido no Brasil nos últimos anos e que, em breve, será tão popular quanto a vodka

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 28/12/2016 às 11h
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Ele é uma bebida com alto teor alcoólico (cerca de 40%) e possui em torno de dez estilos, sendo que um dos mais conhecidos é o London Dry. O gim, um destilado de zimbro (baga que vem de uma espécie de pinheiro europeu), surgiu na Holanda há cerca de três séculos, quando um médico criou uma fórmula para tratar afecções renais. Porém, quem aperfeiçoou esse bidestilado foram os ingleses. Seu nome seria derivado de genièvre, que significa zimbro em francês.

Diego Bastos, bartender do Officina Restô Bar, lembra que a “redescoberta” do gim ocorreu há dois anos. No ano passado, quando o bar abriu, eles dedicaram parte do cardápio à bebida. Houve até uma semana dedicada ao gim, com versões com xarope de mel, suco de tangerina e angostura e com Chambord (licor à base de conhaque), limão siciliano, xarope de açúcar e essência de violeta. “É uma bebida muito versátil. No verão você bebe um gim tônica e no inverno, um dry martini”, diz. Outro exemplo dessa versatilidade são as variáveis do coquetel gim tônica. “Você tem 50 ml de gim e três partes de tônica. Aí pode acrescentar o que quiser, cardamomo, manjericão, bitter, até caramelo”, explica.

Atualmente, no cardápio do Officina Restô são quase uma dezena de drinks que levam gim.

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Foto: VisualHunt

 

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No Tiger Cocktails, quase 1/3 dos 26 coquetéis da carta levam gim. Além dos que estão fora do cardápio e que, invariavelmente, acabam tendo a bebida como base, conta o bartender Igor Bispo. Ele explica que cada estilo de gim e cada marca tem uma característica. “Sempre tem uma que tem um aroma X e outra, Y. É uma bebida com personalidade e abre muitas possibilidades”. Ele lembra do seu drink Riviera, que leva gim, suco de maçã, vinho de colheita tardia e um toque de bitter de cumaru. “É forte e ao mesmo tempo fresco”, diz.

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Foto: VisualHunt

Os bares têm prestado mais atenção nesse bidestilado. No último Drink Festival Bom Gourmet, cerca de 30% das casas participantes tinham um coquetel com gim. O recém-aberto Gards, que tem carta assinada pelo bartender Gustavo Smolinski, dedicou atenção especial ao gim. “Há muitas pesquisas que apontam que o consumo tem crescido. Daqui a uns anos será a nova vodka”, aponta Pedro Smolka, um dos sócios, apostando na popularização da bebida.

Na carta de drinks, são cinco combinações especiais de gin e tônica (R$ 30 cada): Tea Time (chá earl grey, folhas de limão e pimenta rosa), Watch the Sunset (sálvia, grapefruit e zimbro), Queen’s (pepino, sementes de coentro, pimenta preta), Ginger Gin (limão siciliano, gengibre e zimbro) e o Be The Bartender, em que o cliente escolhe três guarnições dentre 14 opções para combinar com o gin e tônica.

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Passion Gim Tônica, do Taj. Foto: ProPhotos/ Divulgação

O Taj Curitiba está com uma carta com nove opções de Gin Tônica a partir deste mês. Os coquetéis foram desenvolvidos por Pablo Moya, mixólogo paulista responsável pela criação do bar conceitual Taj Pharmacy, em parceria com Jonas Rossi, bartender do Pharmacy na capital paranaense. Entre os ingredientes adicionados ao coquetel, grapefruit, maracujá, manjericão, hortelã, camomila, pepino, capim-limão e alecrim. Os coquetéis da nova carta serão vendidos pelo valor fixo de R$ 29.

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