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Brinde do Avocoders, time campeão do Hack pela Gastronomia do Bom Gourmet. Foto: Reprodução
Brinde do Avocoders, time campeão do Hack pela Gastronomia do Bom Gourmet. Foto: Reprodução| Foto:

No dia seguinte da divulgação de resultados do Hack pela Gastronomia do Bom Gourmet, o telefone de Barbara Moriel tocou várias vezes antes que a entrevista para o Bom Gourmet pudesse ser concretizada. Participante do time Avocoders, vencedor do desafio do hackathon, ela diz que se surpreendeu com a repercussão quase imediata do primeiro lugar anunciado na noite de segunda-feira (21).

"Antes de falar com vocês, estava conversando com um dono de restaurante que leu a matéria no Bom Gourmet e está interessado em ter o aplicativo", comemora a gestora de restaurantes, que trabalhou durante o hackathon ao lado de Douglas Schmidt, Gabriel Raithz, Gabriel Mayer , Letícia Werner e Michel Sabchuk. "Metade do time se conhecia e a outra se engajou por causa no networking que o hack trouxe. Deu super certo: todo mundo ficou super focado para desenvolver a ideia e foi muito legal ter a contribuição de tantos profissionais do setor nas mentorias".

Com base na intensa flutuação de preços dos insumos durante a pandemia, o Avocoders propõe uma ferramenta de engenharia de cardápio para ajudar donos de restaurantes a melhorar a rentabilidade dos seus menus por meio do uso de Machine Learning. Na prática, ao cadastrar o cardápio no app, o sistema calcula quais pratos dão mais lucro e quais trazem prejuízo . "Com esses dados, é possível pensar em promoções de determinados pratos ou adaptações de ingredientes", explica Barbara.

Durante o hack, o Avocoders chegou a um protótipo funcional, porém com dados fictícios. "O próximo passo é procurar restaurantes para fazer piloto para melhorar o aplicativo e otimizar o fluxo de informações. Estamos pensando em usar notas fiscais de compras dos produtos do próprios restaurantes para fazer os cálculos de rentabilidade dos pratos", explica.

Para levar o projeto vencedor adiante, a Avocoders terá o apoio do Bom Gourmet Stage, programa de aceleração de startups criado para incentivar a continuidade do desenvolvimento das soluções criadas no hack. "Sempre acreditamos na nossa ideia, mas o primeiro lugar nos deu mais confiança para seguir. É muito legal saber que a proposta foi entendida e faz sentido", assegura Barbara.

Confira o pitch do Avocoders:

Sustentabilidade

O estudante de engenharia de alimentos Gabriel Maia entrou no Hack pela Gastronomia do Bom Gourmet ao lado do amigo e xará Gabriel Dias e, de cara, já sentiu o poder "hackeano" para unir mentes criativas. "A montagem dos times, em especial, foi puro networking. Buscamos pessoas que pudessem nos complementar com noções de negócios, desenvolvimento e conhecimento técnico. Deu match", brinca o mineiro, que trabalhou ao lado de Maria Luiza Brito, Patrick Hessel e Débora Cieslak.

Foi graças à parceria e ao comprometimento do time Dendu (dentro do, em "mineirês") que a ideia de um serviço de experiência, desenvolvido por outros times, se transformou em uma plataforma que pretende aproximar fornecedores e donos de bares e restaurantes para que eles negociem produtos próximos da data de validade ou leves avarias a preços mais reduzidos. "Foi uma criação coletiva, que surgiu na madrugada de sábado para domingo. A gente tinha que partir para a prototipagem e fizemos a aposta certa. Depois, trabalhamos 15h seguidas para aperfeiçoar a ideia", diz.

O time Dendu tem representantes de vários estados. Foto: Reprodução
O time Dendu tem representantes de vários estados. Foto: Reprodução

Na prática, os fornecedores cadastram os seus produtos, que ficam acessíveis para os donos de comércios efetuarem a compra. "Nossa ideia é criar conexões. O projeto tem aspectos de sustentabilidade e economia. Reduzimos desperdício de alimentos e geração de resíduos e criamos vantagens para os dois lados: o fornecedor não perde o produto e quem recebe paga menos por ele".

Agora, o time segue para reforçar os testes com os potenciais clientes para levar o projeto adiante. "Temos uma reunião na semana que vem para lapidar a ideia e, quem sabe, fechar com um investidor", diz o engenheiro.

Além das conversas com potenciais interessados, a equipe também vai participar do Bom Gourmet Stage, com uma trabalho de aceleração de cinco meses. "Durante o hack, nossa validação foi rápida. Consegui fazer uma breve pesquisa de campo com donos de bares e restaurantes. Mas sabemos que precisamos lapidar o projeto e vamos juntos nesse trabalho. Já temos um cronograma montado e metas traçadas".

Confira o pitch do Dendu:

Ecologicamente correto

Foi de uma inquietação do trio formado por Luisa Miaw, Igor Felix, Luísa Miaw e Marcell Alves que surgiu o projeto desenvolvido pela Turtle Box, terceira colocada no Hack. "Assistimos a um vídeo que falava da geração de lixo e começamos a pensar em alguma solução para reduzir o efeito dos dejetos de delivery, um pouco antes do hack. Quando surgiu a oportunidade de participar de um hack específico de gastronomia, nos inscrevemos na hora", diz a engenheira e administradora Luísa.

Os talks com profissionais do setor que marcaram a preparação para o desafio, segundo Luísa, foram fundamentais para deixar as ideias mais claras para entrar com tudo no hackathon. Depois de cinco dias de trabalho intenso, a Turtle Box entregou a proposta de uma startup que promove a logística reversa de embalagens de delivery retornáveis, com a promoção de coleta, higienização e retorno delas para os restaurantes.

"Já tínhamos vistos iniciativas semelhantes de logística reversa em países como Estados Unidos e Austrália, mas tivemos que pensar como adaptar para a nossa realidade, onde o delivery é muito mais popular do que o takeaway", explica. A opção pelo plástico reutilizável tem a ver com a leveza, que facilita a coleta, e a versatilidade do produto, que pode ir ao micro-ondas, por exemplo. "Pensamos em uma destinação depois que as embalagens chegarem ao final de sua vida útil, como fornecê-las para uma empresa que faz azulejos a partir da matéria plástica", explica.

Os testes com as embalagens retornáveis já começou em Belo Horizonte, a partir da parceira da Turtle Box com dois condomínios e dois restaurantes. "Vamos seguir com a nossa ideia. A intenção é expandir para São Paulo já no ano que vem", projeta Luísa.

Confira o pitch do Turtle Box:

Banco de Soluções

As três ideias vencedoras e mais 68 soluções propostas para a cadeia de food service estão num grande Banco de Soluções aberto e de acesso gratuito, no site do Hack pela Gastronomia. Foram 29 ideias surgidas durante o hackathon, realizado entre 12 e 16 de setembro, e mais 41 enviadas voluntariamente por start ups.

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