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Hack pela Gastronomia

Como os negócios de gastronomia podem se beneficiar da metodologia ágil e da inovação

  • PorIsadora Rupp, especial para o Bom Gourmet
  • 21/08/2020 17:51
Como os negócios de gastronomia podem se beneficiar da metodologia ágil e da inovação
| Foto: Marvin Mayer/Unsplash

Gerar uma hipótese, prototipar, validar e interagir. Esses são os quatro passos básicos da metodologia ágil, paradigma de gestão popular sobretudo em empresas ligadas à tecnologia e startups. O interesse pela ferramenta vem aumentando – pesquisa da plataforma Digital.ai com mais de 1 mil chefes da área de tecnologia em todo o mundo mostrou que 33% deles ampliaram o uso da estratégia para lidar com os percalços do trabalho remoto. Mas o que antes era assunto apenas de pessoas ligadas à tecnologia, agora vem ganhando espaço em diversos setores, inclusive no de food service. E para quem deseja ampliar sua mentalidade inovadora, participar do Hack pela Gastronomia pode ser um prato cheio.

Isso porque a resolução mais ágil de problemas é uma das principais vantagens para empreendedores do ramo de food service que terão acesso ao método durante as mentorias do hackathon que será realizado pelo Bom Gourmet em setembro, entre os dias 12 e 16. Tudo gratuito e 100% online.

Essa forma de pensar a gestão nasceu nos anos 1980, quando surgiram as primeiras empresas de tecnologia  no mundo. “A principal característica é fazer a gestão  de projeto e produto da forma mais interativa possível entre a equipe a empresa que fará uso daquela solução” explica o cofundador da Panic Lobster, Tiago Gavassi. A plataforma da empresa será a responsável pela operação do Hack pela Gastronomia, e utiliza as melhores práticas para promover a cultura de inovação; neste caso, aplicadas à gastronomia.

A principal diferença entre uma metodologia ágil e as tradicionais, de acordo com Gavassi, é o desenvolvimento. “Antigamente os paradigmas mais tradicionais diziam que se desenha primeiro um grande escopo do projeto. O cliente aprova e aí começa o desenvolvimento. Seja de um software a um prédio, por exemplo. Depois de pronto, o cliente percebia que não era bem aquilo que queria, o que gera retrabalho. Na ágil, você trabalha com pequenas entregas e vai aprimorando, entendendo o que faz sentido ou não. Você foca no que entrega valor ao cliente” esclarece. E a forma como isso é realizado acontece por meio de sprints (a etapa definida) para entrega rápida, em uma semana ou, no máximo, um mês.

Gavassi salienta que esse processo é aplicado no mundo das startups. “Hoje as pessoas ouvem falar muito em startups, que nada mais é do que a metodologia ágil aplicada ao desenvolvimento do negócio, onde você entrega algo de valor, o mais rápido possível, e com o menor esforço”. Nesse caso, o menor esforço não é pejorativo, ou ligado com a falta de “empenho”. “Como o processo de inovação é incerto, você precisa validar a sua hipótese com menos dinheiro e tempo”.

Na gastronomia

Com a mudança drástica por qual passou e vem passando o food service como um todo, aprender como se faz a gestão na metodologia ágil pode ajudar empreendedores a lidar melhor e a reagir mais rápido frente às transformações. Tiago Gavassi exemplifica: os negócios do setor ainda precisam aprender a posicionar melhor a sua presença online. “E agora com a pandemia estão precisando criar essa presença e um canal de comunicação com o cliente para fazer um delivery, por exemplo. A partir disso, eu crio uma hipótese, penso em um plano, executo com o menor esforço possível e interajo com os clientes”.

Na prática: se um dono de restaurante acredita que fotos mais bonitas na conta no Instagram vão ajudar a vender mais, o passo seguinte é providenciar as imagens e medir o resultado com os seguidores. “Se eu descubro que sim, pego esse resultado e volto ao início das etapas, prototipando e medindo resultados”, esclarece Gavassi.

Segundo o cofundador da Panic Lobster, a falha nunca é o objetivo dentro da metodologia ágil. Mesmo assim, pode ocorrer no processo. Nesse caso, a melhor forma de lidar é não seguir com a ideia, e partir para a próxima. “No hackathon a gente vai poder pensar em soluções como um kit de transformação digital para restaurantes, ou manual para melhorar a presença online de ficar mais competitivo. Como teremos cinco dias de hackathon, vamos poder passar por essas quatro etapas” frisa.

Por isso, para formar o time de palestrantes e mentores que contribuirão com seus conhecimentos no Hack, o Bom Gourmet escolheu nomes que fazem parte desde a grande indústria de alimentação, passando por entidades representativas e empresas familiares consolidadas no mercado e chefs reconhecidos internacionalmente.

Para os participantes, a maior vantagem de entender o método, ressalta Gavassi, é que ele pode ser aplicado em qualquer cenário. “Se você entende as etapas você consegue tornar seu negócio mais ágil, competitivo e com menos esforços. Dá para encarar como um treinamento de gestão”.

Como participar

Para participar do hackathon e ter acesso a toda esta metodologia de forma gratuita, basta fazer a inscrição no site do Hack pela Gastronomia. As inscrições estarão abertas entre 1º e 9 de setembro e o hackathon ocorre entre 12 e 16 de setembro. A inscrição é feita individualmente, mas os estabelecimentos e empresas podem inscrever colaboradores que possam montar times de 3 a 6 membros. "Uma possibilidade também é entrar com 2 ou três participantes e depois compor times com os participantes da área de tecnologia, desenvolvimento, e outras", diz Gavassi.

Desafios

Após a inscrição, os participantes poderão escolher um entre os cinco grandes desafios propostos. Confira quais são:

NEGÓCIOS: soluções ou ferramentas para auxiliar a gestão administrativa, o serviço, a logística, a gestão de pessoas, as finanças, a gestão de estoques e readaptar formatos de negócios para enfrentar o cenário pós-Covid.

COMUNICAÇÃO: Soluções e estratégias para que as empresas consigam encontrar e se comunicar melhor com seu público.

ESPAÇO: Soluções para o consumo de alimentos fora de casa e como manter a segurança sanitária e higiênica em espaços compartilhados.

COMPORTAMENTO: Produtos ou serviços para atender às novas tendências de comportamento dos consumidores.

TECNOLOGIA: Criação ou adaptação de tecnologias para
potencializar o contato com o consumidor, ampliar receitas, baixar custos ou auxiliar no gerenciamento interno.

Resultados

Vale lembrar que o grande objetivo do Hack é fomentar o setor por meio das soluções reais. Os resultados estarão disponíveis em um grande banco de soluções aberto. Os três melhores projetos, porém, serão conhecidos no dia 21, após passarem pela banca de jurados.

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