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Hack pela Gastronomia desenvolve mais de 70 ideias para o food service; veja as melhores
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O Hack pela Gastronomia do Bom Gourmet chega ao fim com a criação de um banco de 71 soluções para os setor do food service. O processo de desenvolvimento de 29 delas foi realizado em apenas cinco dias de hackathon, pelos times formados para o desafio virtual. As demais foram construídas por startups de todo o Brasil e enviadas voluntariamente.

As melhores soluções criadas durante o hackathon foram desenvolvidas pelos times Avocoders (1º lugar), Dendu (2º) e Turtle Box (3º). Clique aqui para acessar o banco com todas as ideias.

O Avocoders, formado por Barbara Moriel, Douglas Schmidt, Gabriel Raithz, Gabriel Mayer Silva, Letícia Mattos e Michel Sabchuk, participou na categoria tecnologia respondendo ao desafio Paganini/Porto a Porto, e criou uma ferramenta de engenharia de cardápio para ajudar donos de restaurantes a melhorar a rentabilidade dos seus menus por meio do uso de Machine Learning. Na prática, ao cadastrar o cardápio no app, o sistema calcula quais produtos dão mais lucro e quais trazem prejuízo, levando em conta questões como a saída dos pratos e o custo dos ingredientes. Assita ao pitch vencedor:

Já o time Dendu, segundo colocado, criou uma solução para a área de negócios dentro do desafio Gold Food Service, com a participação de Débora Cieslak, Gabriel Rezende, Gabriel Maia, Maria Luiza Brito e Patrick Hessel. Trata-se de uma plataforma que pretende aproximar fornecedores e donos de bares e restaurantes para que eles negociem produtos próximos da data de validade com preços mais reduzidos. Na prática, os fornecedores cadastram os seus produtos, que ficam acessíveis para os donos de comércios efetuarem a compra. Veja o pitch do time:

Com uma pegada mais ecológica, a terceira colocada - Turtle Box - equipe formada pelo trio Igor Felix, Luísa Miaw e Marcell Alves, criou uma startup para promover a logística reversa de embalagens de delivery retornáveis, com a promoção de coleta, higienização e retorno de embalagens para os restaurantes possibilitando uma experiência diferenciada e sustentável para seus clientes sem aumentar os custos para os estabelecimentos. O pagamento pelo uso da embalagem caberia ao cliente, que ganharia um bônus para a compra seguinte ao devolvê-la. Assista ao pitch da equipe:

Soluções

As três melhores ideias compõem um banco de mais de 70 soluções que ficará aberto à consulta e servirá de inspiração para o mercado de food service, um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O hackathon foi a etapa final do Hack pela Gastronomia, que contou ainda com 17 talks, de 1 a 9 de setembro, com grandes nomes do setor.

De acordo com Andrea Sorgenfrei, Head da Pinó, unidade de negócios que engloba o Bom Gourmet, a ideia de aplicar o modelo de desafio popularizado no setor da inovação surgiu a partir da percepção dos fortes impactos sofridos por toda a cadeia do food service durante a pandemia. "O consumo, a forma de se comunicar e de comprar estava mudando intensamente e o mundo digital se tornou ainda mais realidade para toda a cadeia", relembra.

Diante desse cenário transformando, tornou-se fundamental pensar fora da caixa. "Era preciso pensar diferente, encontrar soluções para os mais variados desafios. Por que não utilizar uma metodologia inovadora para buscar respostas a essas provocações? As técnicas de metodologia ágil que um hackathon proporciona seria fundamental para ganhar tração", diz Andrea.

Mais do que investir em agilidade, promover as trocas de experiência é outro aspecto apontado por Andrea como motivante no Hack. "O trabalho compartilhado e multidisciplinar é fundamental para ganhar velocidade, proporcionar engajamento e melhor eficácia. É preciso olhar o macro para encontrar as micro soluções", afirma Andrea, que diz ainda que o Hack veio para ficar e que já podemos esperar a edição de 2021.

A head da Pinó acredita que mesmo com o anúncio dos vencedores do Hack, o trabalho realizado ao longo da disputa vai ainda mais longe. "Nossa missão como um veículo de comunicação e gerador de negócios será acompanhar o desdobramento das ideias apresentadas e fazer com se efetivem no mercado. São propostas extraordinárias e totalmente aplicáveis. Criamos um modelo de acompanhamento para esta nova fase", revela. O Bom Gourmet Stage, novo projeto anunciado durante a live que revelou as melhores ideias do Hack, é um programa de aceleração para startups com o objetivo de gerar novos negócios pro meio de mentorias, suportes de comunicação e visibilidade na maior plataforma de gastronomia do Brasil.

Para além da pandemia

Para o consultor de food service Sérgio Molinari, um dos curadores do Hack pela Gastronomia, as contribuições dadas e recebidas não se prendem apenas ao período da pandemia, mas certamente gera eco para o desenvolvimento desse mercado ao longo do tempo.

Molinari sugere que o trabalho continue. Foto: Gazeta do Povo
Molinari sugere que o trabalho continue. Foto: Gazeta do Povo

"Os projetos, as ideias, vão além de se transformar em iniciativas. Eles contribuem no mínimo, com insights e reflexão para produtos que já existem no mercado e podem ser melhorados", acredita.

Daqui para frente, Molinari acredita que os projetos possam ser aprimorados, com um olhar mais cuidadoso para a concorrência e com o apoio de mentores, madrinhas e padrinhos. "Vários projetos têm potencial e muitos, inclusive, podem conversar e se fundir para se tornarem mais robustos. Ao final de tudo isso, é encontrar funding, origem de capital e recursos para que os projetos sigam adiante".

Para a jornalista e consultora Jussara Voss, que também participou da curadoria do Hack, os talks realizados antes de as equipes começarem a trabalhar as ideias, com a participação de mais de 45 profissionais, foram fundamentais no processo de embasamento da equipe. "Procuramos selecionar profissionais que são referências em cada área para ajudar no trabalho de desenvolvimento das ideias", relembra

De acordo com Jussara, as soluções apresentadas têm muito potencial de ajudar o setor. "Na análise das propostas, percebemos que mesmo em pouco tempo, foram amarradas, lapidadas e mostraram a real necessidade. Acho interessante que esses trabalhos fiquem em um banco para que as ideias possam se concretizar em negócios".

Confira no vídeo as ideias dos 14 melhores colocados nas cinco categorias do hackathon:

Lista a partir do 4º ao 14º colocado:

BBS BOT - O BBS é um BOT que permite, por meio do Discord, fazer pedidos de comida ou bebida preferida com poucos comandos e com entrega rápida.
Chef em Casa - Aplicativo que permite delivery de experiência gastronômica, com oferta de ingredientes e vídeos onde os chefs ensinam a preparar os pratos.
Horti - Aplicativo que viabiliza e facilite a comunicação e a venda direta de produtos hortifrutigranjeiros entre os pequenos produtores rurais e serviços de alimentação.
GastroMind - Sistema que permite que o cliente faça seus pedidos utilizando um aplicativo em seu celular, ou em um totem central na loja, com o mínimo de contato.
Vitus - App que o usuário possa ser atendimento no restaurante ou a busca por um restaurante para facilitar reservas, sem precisar de fila ou espera
Ukecode - Plataforma para restaurantes, bares e chefs que concentra a venda de experiências gastronômicas ao público final, com entrega de ingredientes para execução em casa por meio de receitas gravadas e/ou ao vivo ou eventos agendados na casa do cliente.
Gastrô Experience - Por meio de um QR code, o cliente tem acesso a um vídeo personalizado, com instruções de como finalizar o prato e/ou qualquer outra mensagem relevante que o estabelecimento queira fazer chegar ao cliente.
Fênix - Aplicativo de gerenciamento de mesas e pedidos com praticidade e agilidade, diminuindo tempo de espera e otimizando espaços.
OpaFood! - Aplicativo que proporciona uma experiência simplificada e digital da reserva ao pagamento, por meio de integrações de pagamento e pedidos.
AccessEat - Aplicativo voltado para a comunicação entre restaurantes e clientes que possuem algum tipo de intolerância ou restrição alimentar.
Zero-15 - Criar espaços extras para bares e restaurantes que tenham alcançado a sua capacidade máxima permitida com anexos colaborativos com um sistema de delivery fora de casa.

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