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Restaurantes

Geocook

Identificar, destacar e estimular a gastronomia

Com o Geocook, o Bom Gourmet quer desenvolver ainda mais as regiões vocacionadas e encorajar o crescimento de outras áreas em desenvolvimento da cidade

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Quando se fala de Santa Felicidade, uma imagem vem à cabeça: restaurantes italianos. O bairro é conhecido internacionalmente como um destino gastronômico, mas o levantamento feito pelo Bureau de Inteligência Corporativa Brain, a pedido da Gazeta do Povo, mostra um retrato diferente. Das 295 empresas presentes na região delimitada do mapa, 85 são da área de decoração e 73, de saúde e bem-estar. O setor de gastronomia fica em terceiro lugar, com 65 pontos. Uma proporção saudável de serviços distintos e que faz com que pessoas se desloquem até lá para usufruir deles.

Nas outras sete regiões vocacionadas, identificadas pela Brain, a mistura também está presente. “Nenhuma tem uma característica única, por isso têm sucesso. Estes segmentos crescem e se firmam naturalmente e com isso atraem diferentes perfis socioeconômicos e demográficos. Por exemplo, o Batel, que une grifes de roupa e baladinhas. Um segmento reforça o desenvolvimento do outro e vice-versa”, afirma Fábio Tadeu Araújo, sócio da Brain.

Além da boa gastronomia, nestas regiões também surgiram naturalmente negócios ligados aos segmentos de decoração, moda, bem-estar, saúde, educação e automotivo. “Se fossem só uma concentração de restaurantes, não teria demanda o suficiente para que todos se mantivessem. Com essa mistura de empreendimentos, as regiões podem crescer sem gerar canibalismo”, diz Araújo.

No processo de identificação das regiões, os pesquisadores coletaram e cruzaram dados oficiais, a renda média de cada região, a densidade demográfica, e também o comportamento dos moradores e população flutuante. Eles percorreram a pé cada rua para cadastrar as 2,6 mil lojas e pontos de serviço.

Debate

Antes de fechar a edição de dezembro, mês de estreia do Geocook, a gerente do Núcleo Estilo de Vida da Gazeta do Povo, Andréa Sorgenfrei, e Fábio Tadeu Araújo receberam na redação do Bom Gourmet empresários, restauranteurs e representantes da prefeitura e órgãos municipais. Durante os cafés da manhã, eles puderam conhecer a proposta e discutir os limites das áreas e a nomenclatura de cada região. Os oito nomes ainda são provisórios e a delimitação das áreas não é fixa: conforme a dinâmica do mercado se expanda ou retraia, o perímetro pode mudar.

O levantamento feito pelo Geocook terá outros desdobramentos além do aplicativo on-line, que estará disponível a partir do dia 20. Identificar regiões com potencial de consumo é o início e, para uma segunda etapa, o levantamento será feito em outras regiões em desenvolvimento. “Ao delimitar nós podemos despertar o sócio-ativismo dos empresários e com isso ter melhorias em infraestrutura, reforçar a importância da região para as pessoas e para a cidade. A consequência disto é uma prestação melhor de serviço. Estimular estas regiões está diretamente ligado à missão do GRPCom, que é desenvolver nossa terra e nossa gente por meio da comunicação”, diz Andréa.

A avaliação dos convidados foi positiva. “É uma forma de organizar e estudar o que está presente na região. É uma questão de tempo para as pessoas se acostumarem, como aconteceu com o Batel Soho”, avalia o chef Marcelo Amaral, do restaurante Lagundri, no Batel Soho. Para Fátima Cazello, proprietária da Confeitaria Requinte, no Cabral Soho, o Geocook vai dar força à região: “Essa estrutura vai contribuir para o crescimento e fortalecimento da área. Com isso ganhamos segurança, força política e estabelecemos uma concorrência saudável”.

 

Conheça mais sobre as regiões:

Mapa

Batel Clássico:

Concentra a maior renda média de todas as regiões (R$ 16 mil) e 109 estabelecimentos gourmet do total de 231.

 

Batel Soho:

Apesar de pequena, é a região com mais pontos gourmet: 144, de um total de 431. Em segundo lugar, vem saúde e bem-estar, com 114. Tem 8 mil habitantes por quilômetro quadrado.

 

Santa Felicidade:

O bairro é famoso pela via gastronômica, mas são 65 estabelecimentos na área. A região é mais destino turístico que domiciliar: são apenas 2 mil moradores na região delimitada.

 

Arte Cívico:

A região é pequena, com 113 pontos, mas dinâmica. São 26 gourmet e 36 de saúde e bem-estar. Oito mil pessoas moram na região, que tem renda média de R$ 9 mil.

 

Cabral Soho:

Tem três mil domicílios, 428 estabelecimentos cadastrados e renda média de R$ 10 mil. Na região, o segmento forte é o de saúde e bem-estar, com 128 pontos, seguido do gourmet, com 103.

 

Centro Cultural:

São 11 mil habitantes por quilômetro quadrado e 418 pontos no total. 182 estabelecimentos são de moda e na sequência está o gourmet, com 109.

 

Centro Histórico:

A região tem 292 estabelecimentos cadastrados, sendo 97 gourmet e 57 moda. A renda média é de R$ 7 mil em mil domicílios.

 

Jardins:

É a região com mais pontos cadastrados. Dos 454, 131 são de saúde e bem-estar e 129, gourmets. A renda média é de R$ 9 mil em um espaço com 5 mil domicílios.

 

* * *

 

Ajude a escolher os nomes

Como a maioria das regiões vocacionadas identificadas na pesquisa têm mais de um bairro em sua delimitação, criamos novos nomes para poder facilitar sua identificação e estimular sua união. Assim, o trecho que engloba Alto da XV, Juvevê e Hugo Lange foi denominado Jardins, por exemplo. Cabe lembrar que estes nomes são provisórios e é você, leitor, quem irá escolher as denominações oficiais. Basta enviar a sugestão para bomgourmet@gazetadopovo.com.br.

 

 

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