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“Mercado dos importados melhorou nos últimos 20 anos”, diz diretor da Porto a Porto

Em entrevista, Pedro Corrêa de Oliveira avalia as duas décadas da empresa e anuncia expansão para Brasília

por Andrea Torrente Publicado em 28/02/2018 às 18h
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Com uma trajetória de crescimento e um plano de expansão para Brasília, a importadora curitibana Porto a Porto está prestes a comemorar 20 anos. A empresa, que nasceu em agosto de 1998, hoje é uma das principais fornecedoras de produtos enogastronômicos para restaurantes, adegas e supermercados do país. E enxerga o futuro do negócio com otimismo.

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Pedro Corrêa de Oliveira, diretor de Porto a Porto.

Pedro Corrêa de Oliveira, diretor de Porto a Porto. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.

“A próxima década será de bonança”, diz o diretor da importadora, Pedro Corrêa de Oliveira, 53, que acaba de anunciar a abertura de uma filial com showroom em Brasília no próximo dia 13 de março. A empresa atua na capital federal há 18 anos e com o objetivo de criar raízes na cidade e melhorar o atendimento aos clientes da região Centro-Oeste (melhorando a distribuição em Goiás e Tocantins).

Para ter uma penetração mais capilar no mercado, desde 2003 a Porto a Porto tem uma parceria com a importadora paulistana Casa Flora: as duas empresas compartilham o mesmo portfólio de produtos, mas alcançam regiões e cidades diferentes. A Porto a Porto tem também uma filial em Porto Alegre, enquanto a Casa Flora tem filiais no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e o grupo controla uma distribuidora em Recife, chamada Veloz Distribuição.

showroom PORTO A PORTO em curitiba

Showroom da importadora Porto a Porto em Curitiba. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.

Core business

Dentre a gama de produtos, o vinho é o core business da empresa: os 540 rótulos, das principais regiões do mundo, representam 60% das vendas. “O vinho tem cara de produto elitista, mas nós sempre tivemos um portfólio democrático. Temos garrafas que vão de R$ 23 a 3 mil, preços para o consumidor final”, afirma Oliveira. Algumas vinícolas, como a premiada portuguesa Cave Messias, estão no portfólio desde o começo.

Para esse ano, a empresa anunciou que vai apostar na divulgação de vinhos de pequenos produtores de Portugal e França, realizando degustações e jantares harmonizados. Em destaque estão sete novos rótulos portugueses, de três regiões diferentes: Douro, Bairrada e Dão.

Novos produtos da Paganini, marca italiana que conta com 87 itens no Brasil, entre molhos, macarrões, arrozes para risoto e conservas, virão ao Brasil, como a massa infantil Bambini Espaço e o couscous.

A crise econômica dos últimos anos levou a importadora a enxugar o portfólio e reduzir em cerca de 15% a oferta de produtos, mas isso não impediu o crescimento da empresa, que nasceu com quatro pessoas e atualmente conta com mais de 80 colaboradores e mais de 60 representantes em todo o país.

Entraves

Segundo Oliveira, a questão tributária e o contrabando representam as principais ameaças ao negócio atualmente. “Os impostos aumentaram [o Paraná é um dos cinco estados que mais taxa o vinho], mas o mercado melhorou: o consumidor é mais consciente, viaja mais e isso abre espaço para os nossos produtos”, avalia o empresário.

Sobre o contrabando, que por causa da alta de impostos sobre o vinho ganhou mais relevância, Oliveira aponta duas direções. “Temos um contrabando que vem de fora – do Paraguai e Argentina principalmente – e um interno causado pela Substituição Tributária, que faz com que o ICMS [Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços] seja muito mais baixo em alguns estados”, explica Oliveira. As diferenças causam distorções no mercado, segundo o empresário.

Raios X

– Mais de 1 mil produtos no portfólio
– 540 rótulos de vinho
– 87 produtos da marca Paganini
– 60%, o quanto o vinho representa das vendas
– 120 fornecedores internacionais
– mais de 60 representantes em todo o Brasil
– mais de 80 colaboradores
– carteira de 3.500 clientes ativos

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