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Inhame não precisa ser só frito ou cozido! Aprenda a diversificar na hora de preparar

Além de frito e assado, o inhame cozido pode ser base para encorpar doces e cremes salgados. Leia sobre esse ingrediente e confira uma receita deliciosa

por Heloisa Nichele, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 09/11/2019 às 08h
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Muito apreciado no Nordeste do país, o inhame é uma herança da culinária africana que se consolidou na cozinha brasileira. Assim como a batata e a mandioca, é um tubérculo, rico em amido, mas com sabor neutro e suave. “O que dá o gosto é o tempero”, afirma Bruna Pereira, chef especialista em culinária plant based. Pela neutralidade, cai bem em receitas doces ou salgadas, depende apenas do preparo.

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Além de frito e assado, o inhame cozido pode ser base para encorpar doces e cremes salgados. Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo.

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O inhame frito é petisco ou acompanhante do prato-feito brasileiro. No forno, pode virar chips ou ainda incrementar bolos e pães. Já quando cozido, a textura é macia e cremosa. Por isso, é uma excelente opção para dar corpo e consistência a receitas como caldos, cremes e sopas. Segundo a chef, pode ainda ser um substituto vegetal interessante no preparo de molhos, maioneses e leite. “Para fazer leite de inhame, ele pode ser batido cru e depois fervido; ou cozido antes e batido depois. O café fica bem gostoso com leite de inhame”, afirma.

Durabilidade

O inhame pode durar mais de um mês sem estragar, se mantido em local seco e arejado. Na geladeira, pode ser conservado em estado natural no compartimento junto a outros legumes e verduras. Após descascado, antes de ser usado em receitas, é preferível deixá-lo submerso na água em temperatur ambiente para que não escureça.

Como escolher

Pela durabilidade, não há segredo na hora de comprar o ingrediente: basta que esteja firme e seco para que seja próprio para o consumo. Outra dica é optar pelos que têm um formato mais uniforme e liso, o que facilita o manuseio para descascar. Se apresentar partes amolecidas, odores ou soltar algum líquido é porque está passado e não deve mais ser ingerido.

Inhame, cará ou taro?

Essas são algumas das nomenclaturas dadas aos diferentes tubérculos do gênero Dioscorea, cultivados de Norte a Sul do país. Suas características semelhantes confundem e dividem opiniões sobre qual nome popular pertence a qual espécie. No Sul, aquela chamada de inhame tem formato arredondado, é marrom escuro por fora, branco por dentro e tem a casca formada por rugosidades e pequenas raízes que dão a impressão de uma pelugem.

Para descascar

A superfície áspera dificulta o uso do descascador, então o mais fácil é mesmo usar a faca. Quando descascado, o inhame libera uma viscosidade que contém oxalato de cálcio, composto químico que pode causar reações alérgicas como coceira, irritação e vermelhidão na pele. Para contornar o incômodo,
deixe o alimento de molho durante seis horas antes de consumi-lo. Dessa forma, pode ser utilizado inclusive cru, em vitaminas e sucos. “É um ingrediente meio chato de manipular em grande quantidade. Eu já cozinho descascado, mas pode ser cozido com a casca e ser descascado depois”, explica a chef.

Uma opção para a estação

Para os dias de calor, Bruna ensina uma receita fácil e refrescante. O sorbet à base de inhame traz a cremosidade do ingrediente somada ao dulçor e consistência da banana. Esta base pode ser batida com
diversas frutas, como morangos e manga, criando sabores diferentes. Confira:

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