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Concha y Toro lança três rótulos de linha premium no Brasil

Novos vinhos da Marques de Casa Concha, linha premium da chilena Concha y Toro, miram no consumidor do dia a dia, que cozinha em casa

por Flávia Schiochet Publicado em 06/10/2019 às 17h
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A vinícola chilena Concha y Toro traz três rótulos inéditos ao Brasil de sua linha premium, a Marques de Casa Concha. Recentes também no portfólio da marca no país natal, o rosé cinsault 2018, malbec 2017 e Etiqueta Negra (corte de cabernet sauvignon, cabernet franc e petit verdot) chegaram aos pontos de venda do Brasil no último mês. Os rótulos estão à venda em restaurantes, adegas e redes de supermercados com serviço de adega especializado.

Cada um provém de uma região do Chile, um país com distintos terroirs do extremo norte ao sul e todos propícios à viticultura.

Rótulo rosé de cinsault (foto) e garnacha é um dos lançamentos da vinícola Concha y Toro para o Brasil em 2019. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Rótulo rosé de cinsault (foto) e garnacha é um dos lançamentos da vinícola Concha y Toro para o Brasil em 2019. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Lançada em 1975, a linha Marques de Casa Concha tem nove rótulos produzidos em seis terroirs chilenos diferentes. “O solo é tudo, às vezes mais que o clima. Variedades potentes precisam de solos pobres para ter elegância e equilíbrio”, definiu o enólogo Marcelo Papa, responsável por elaborar os vinhos da linha premium há 20 anos, em entrevista ao Bom Gourmet durante uma visita a Curitiba nesta semana.

Os principais mercados da Concha y Toro atualmente são Brasil, Chile e Peru, seguido por Canadá, EUA e China.

Rosé Cinsault 2018 – Vale de Itata

Rosé Cinsault 2018, lançamento da Marques de Casa Concha no Brasil. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Rosé Cinsault 2018, lançamento da Marques de Casa Concha no Brasil. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Feito com 90% de cinsault e 10% de granacha, a primeira safra deste rosé foi em 2017, em uma produção pequena, de 1.800 garrafas. Para o Brasil, foram enviadas uma quantidade próxima de garrafas da produção de 2018, com preços entre R$ 120 e R$ 130.

Os vinhedos são de 1960 e ficam no Vale de Itata, região sul do Chile, e vinificado parcialmente em ovos de concreto e barris franceses de 500 L. “Não me interesso tanto pelo aroma e sim pelo sabor e textura interessantes e fazer vinhos que tenham o sentido do local. O sabor deste rosé é de Itata”, disse Papa.

Das características, uma cor mais pálida que outros rosés feitos no continente (quase um salmão), com notas de romã e melão rosado, untuoso, com notas minerais e frescas. Harmoniza com saladas, peixes como atum e salmão, lagostim, camarão e cogumelos brancos.

Malbec 2017 – Vale do Maule

Malbec é o primeiro varietal de solo chileno do Grupo Concha y Toro a ser comercializado no Brasil. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Malbec é o primeiro varietal de solo chileno do Grupo Concha y Toro a ser comercializado no Brasil. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Este varietal é o primeiro malbec colhido e vinificado em solo chileno da Concha y Toro que chega ao Brasil – até então, o grupo exportava apenas o malbec argentino, da vinícola Trivento. “Na Argentina, o solo mais arenoso resulta em um vinho menos ácido e com menos tensão que o chileno. No Vale do Maule, o solo vermelho e com granito faz um vinho mais fresco, com estrutura”, descreveu Papa.

Com 18 meses de guarda, passa por tonéis de 5 mil litros (73%), barris de carvalho francês (20%) e ovos de concreto (7%). Apresenta notas de cereja ácida, mirtilo, ameixa preta e toque mineral.

A sugestão é harmonizar o malbec com massas com legumes grelhados, carnes vermelhas e queijos maduros. O preço está entre R$ 120 e R$ 130.

Etiqueta Negra 2017 – Vale do Alto Maipo

Etiqueta Negra, um dos lançamentos da Marques de Casa Concha mais recentes também no Chile. Foto: Concha y Toro/Divulgação

Etiqueta Negra, um dos lançamentos da Marques de Casa Concha mais recentes também no Chile. Foto: Concha y Toro/Divulgação

O Etiqueta Negra foi lançado no Chile em meados de 2018 e chegou ao Brasil no início do ano. Sua proposta é atingir o “gourmet do dia a dia”, que costuma cozinhar e consumir a bebida em casa, com preço em torno de R$ 230.

“Este é um vinho que define o Alto Maipo. Cassis intenso e de alto impacto. Tem potência de guarda de 20, 30 anos”, declarou Papa. De textura suave, apresenta notas de cereja, cassis, cedro e alcatrão, com taninos firmes e final prolongado. Harmoniza com carnes vermelhas e de caça, molhos intensos com toque de acidez (como tomate ou vinho) ou ervas como alecrim, tomilho e louro, e com queijos.

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