Receitas & Pratos

Lei da Carne de Onça como patrimônio cultural de Curitiba vai para sanção do prefeito

Projeto de lei foi aprovado no segundo turno da votação na Câmara Municipal nesta terça (6); parecer de Gustavo Fruet deve sair entre 15 e 30 dias

por Marina Fabri, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 06/09/2016 às 11h
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Carne de onça da Merceria Fantinato - prato leva carne crua temperada sobre broa escura. Foto: Hugo Harada.

Carne de onça da Merceria Fantinato – prato leva carne crua temperada sobre broa escura. Foto: Hugo Harada.

O projeto de lei que oficializa a carne de onça como patrimônio cultural curitibano foi aprovado com 21 votos no segundo turno da votação realizada na Câmara Municipal de Curitiba na manhã desta terça-feira (6). Os fãs do prato podem, então, comemorar: agora, só falta a sanção do prefeito Gustavo Fruet (PDT), para que o projeto vire lei. A estimativa é de que ele leve entre 15 e 30 dias para dar o parecer final.

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Para o vereador Helio Wirbiski (PPS), autor do projeto, o reconhecimento do prato como patrimônio da cidade é importante tanto culturalmente quanto economicamente.  “A ideia é reconhecer a carne de onça como petisco tipicamente curitibano, já que nasceu e se popularizou aqui, além de atrair turistas interessados em prová-lo também”, explica. Estima-se que o prato, feito com carne bovina crua temperada com cheiro verde, azeite, condimentos e cebola sobre broa escura tenha surgido na década de 1940.

“É de uma importância enorme [a aprovação desse projeto de lei]”, comenta Sérgio Medeiros, da Casa Curitiba Honesta, que fez a pesquisa sobre a origem do prato e solicitou ao vereador a apresentação do projeto de lei. Ele, inclusive, em 2014 organizou o 1º Festival de Carne de Onça de Curitiba, formalizando um circuito que hoje conta com 34 estabelecimentos.  “A gastronomia é um setor importantíssimo, pois é o segundo que mais emprega”, disse nesta segunda (5) quando os vereadores aprovaram a proposta em primeira votação.

Protocolado no último dia 3 de agosto, o projeto foi acatado pelas comissões de Legislação, Justiça e Redação e de Educação, Cultura e Turismo.

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Para Marcelo Toshio Remza, proprietário do Jabuti Bar, uma das três casas indicadas ao Prêmio Bom Gourmet 2016, a medida deve ampliar ainda mais a aceitação do prato. “Além disso, acho que isso é algo que vai ajudar a diminuir o preconceito que algumas pessoas ainda têm com comida de bar”.

Outro ponto importante, levantado por Wlamir Miranda Branco, proprietário da Mercearia Fantinato, que também concorre ao prêmio, é o fato de a medida agregar mais um elemento à identidade cultural e gastronômica da cidade. “Já temos algumas coisas bem típicas por aqui, como o bairro de Santa Felicidade, por exemplo, então é ótimo que a cidade fique conhecida também por mais uma tradição gastronômica”.

Já para Igor Baran, dono do Barbaran, terceiro dos concorrentes à premiação, o próprio nome do prato gera curiosidade, e o reconhecimento da carne de onça como patrimônio vai ajudar a movimentar ainda mais o turismo gastronômico em Curitiba.

Prêmio Bom Gourmet

A carne de onça é um petisco tão tipicamente curitibano que foi escolhido para fazer parte da categoria Sabor Popular do Prêmio Bom Gourmet, que visa a eleger a melhor receita do prato. Este ano, estão participando o Barbaran, o Jabuti Bar e a Mercearia Fantinato.

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