Restaurantes

Mercado

Mais da metade dos brasileiros prefere fast-food ao comer fora de casa

Pesquisa realizada em todo o mundo pela Nielsen Global mostra ainda que brasileiro é o que mais come fora de casa na América Latina

por Gazeta do Povo Publicado em 07/12/2016 às 19h
Compartilhe
Quarteirão Mc donalds

Foto: Divulgação.

Os brasileiros são os que mais comem fora de casa entre os latino-americanos e o preço é apontado como o principal fator na hora de escolher um restaurante. Os hábitos emergem do Inquérito de jantar Out-of-Home 2015, realizado pela Nielsen Global, que entrevistou 30 mil pessoas com acesso à internet em 63 países do mundo.

Segundo a pesquisa, 51% dos brasileiros comem fora do lar pelo menos uma vez por semana, contra 41% na América Latina. O almoço é a refeição mais citada entre os entrevistados (72%), já 39% indicam o jantar e 14% o café da manhã (mais de uma resposta era possível).

Entre preço e qualidade, o primeiro fator é preponderante na hora da escolha do estabelecimento para 44% dos consumidores; 41% colocam a qualidade em primeiro lugar. O serviço e a higiene do local vêm em seguida, sendo apontados respectivamente por 21% e 20% dos entrevistados.

Perguntados sobre o tipo de estabelecimento escolhido para comer nos últimos seis meses, 55% dos brasileiros diz preferir o fast-food, 41% um restaurante casual, 39% um restaurante formal e 19% uma cafeteria (mais de uma resposta era possível). A pesquisa foi realizada entre 10 de agosto e 4 de setembro de 2015 e os resultados divulgados no começo de novembro de 2016.

 

>>> Restaurantes terão menos clientes mas que gastam mais

>>> Hambúrguer em food truck no Brasil custa 6 vezes mais que nos EUA

>>> A nova tendência em Curitiba é comer na rua

Alguns dados da pesquisa: era possível ter mais de uma resposta

***

Gastos

A elevada frequência das refeições fora do lar tem impacto direto no bolso do consumidor. Segundo pesquisa da GS&MD, consultoria especializada em varejo, em parceria com o Instituto Foodservice Brasil, a alimentação fora do lar representou, em 2014, 33% de todos os gastos das famílias com comida. Em 2002, as despesas eram de 24%.

Depois de anos de crescimento, a crise econômica freou o segmento em 2016, de acordo com Luciano Bartolomeu, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), seção Paraná. “Quem antes saia uma vez por semana para jantar, hoje sai a cada quinze dias”, afirma. Por outro lado, mais pessoas passaram a usar o serviço de delivery. “A vantagem para o cliente é não ter gasto com combustível, estacionamento e 10% de serviço, barateando os gastos”, avalia Bartolomeu.

A Abrasel prevê que o cenário atual se mantenha estável também em 2017, volte a crescer em 2018: “A previsão é que a tendência de crescimento continue nos próximos anos e em 2025 a alimentação fora de casa represente 40% dos gastos com comida”, explica o executivo.

Preferencias alimentares

Outro inquérito realizado este ano pela Nielsen mostra mais em detalhes as preferências alimentares dos brasileiros. A Pesquisa Global, efetuada de 1 a 23 de março de 2016, revelou que uma fatia relevante dos consumidores adota principalmente uma alimentação com baixo teor de gordura (31%), uso consciente do açúcar (28%) e baixo teor de sódio (22%).

Ao mesmo tempo, eles são os menos adeptos a seguir alguma dieta restritiva na América Latina (48% contra 38%). Quando questionados sobre dietas por convicções pessoais, 23% dos brasileiros seguem alguma, como flexitarianismo (pessoas que comem carne só em ocasiões especiais, 8%), vegetarianismo (5%), veganismo (3%), Kosher (1%) ou Halal (1%).

E quais são os ingredientes preferidos dos brasileiros? Eles tentam incluir mais aves (62%), grãos (57%), comida orgânica (57%) e ovos (56%) em sua alimentação diária (mais de uma resposta era possível). Ao mesmo tempo, se esforçam para excluir aqueles com antibióticos e hormônios usados em produtos de origem animal (61%), com sódio (55%), com gorduras saturadas ou trans (54%) e com embalagens BPA (54%).

Compartilhe

8 recomendações para você