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Marca de sorvetes Diletto é investigada por suposta propaganda enganosa

O Ministério da Justiça passou a examinar o caso ao ter acesso a reportagem publicada pela revista Exame em outubro de 2014, intitulada "Marketing ou mentira?"

por Infomoney Publicado em 07/08/2017 às 13h
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O Ministério da Justiça abriu procedimento administrativo para apurar se a publicidade da marca de sorvete Diletto é enganosa, ao supostamente adulterar a história do fundador da marca. O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão do Ministério da Justiça, passou a examinar o caso ao ter acesso a reportagem publicada pela revista Exame em outubro de 2014, intitulada “Marketing ou mentira?”.

A reportagem descreve a estratégia publicitária da sorveteria de criar histórias sobre a origem da fabricação dos seus produtos e informa que a inspiração para criar os picolés teria vindo do avô do fundador da Diletto, o italiano Vittorio Scabin, um sorveteiro da região de Veneto (Itália) que utilizava frutas secas e neve nas receitas.

No decorrer da 2ª Guerra Mundial, segundo a reportagem, ele teria buscado abrigo em São Paulo. A foto e história de Vittorio Scabin nas embalagens dos produtos serviriam ao pressuposto de que ajudariam a construir a identidade da empresa junto ao público consumidor.

No entanto, a própria reportagem afirma que o avô italiano seria um personagem que nunca teria existido, envolvendo a sorveteria em publicidade enganosa por fazer o consumidor acreditar que o produto é de origem Italiana – e isso ter levado ao aumento no preço do produto.Procurada pelo InfoMoney, a Diletto não retornou até o momento.

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