Baixa Gastronomia

Menos é mais na Churrascaria do Darci

por Rafael Martins e Guilherme Caldas Publicado em 13/03/2014 às 03h
Compartilhe
Churrascaria do Darci

Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Quando se fala em churrascaria, há quem pense em casas enormes, dezenas de garçons rodando o espeto pelo salão, bufês com alguns quilômetros de extensão e 427 opções de pratos quentes, sushimen esfaqueando peixes crus e enrolando sushis para quem preferiria ter ido ao restaurante japonês e um garçom iniciante oferecendo, sem muito sucesso, cannelloni aos quatro queijos ou ao funghi. “Vender” as massas, imaginamos, deve ser o teste aplicado aos iniciantes.

Pois nós pensamos em lugares como a Churrascaria do Darci. Casa simples (casa mesmo; o homem botou o negócio num barracão nos fundos do lugar onde mora até hoje), churrasqueira no salão, meia dúzia de cortes de carne. Pra que mais, se você sabe temperar e preparar a carne como poucos? Assim, a casa está sempre lotada de gente que vai em busca da alcatra macia, da picanha suculenta ou do carneiro saboroso na medida certa. Os acompanhamentos, também poucos, são certeiros: maionese caprichadíssima, saladas de tomate e cebola temperadas com esmero e batatas fritas de verdade (a insossa variedade pré-cozida e congelada não entra na casa de “seo” Darci).

Aos 81 anos de idade, o anfitrião, sorriso simpático no rosto, faz questão de receber a clientela na casa que abriu em 1970. E não faz mais porque a família não deixa. “Se não o fizermos descansar, ele não desgruda da churrasqueira”, conta a filha Márcia, que atualmente toca o negócio. Vida longa a “seo” Darci e ao simples mas maravilhoso churrasco da casa.

Churrascaria do Darci

Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

 

A sobremesa
Quando for ao Darci, reserve espaço (e uma fatia, que costuma acabar cedo) do doce de abóbora da casa. É coisa muito séria, de se comer ajoelhado.

Churrascaria do Darci_doce de abóbora

Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

No blog outras churrascarias favoritas, como Erwin (quase vizinho do Darci) e Schapiesk, cuja grelha vale uma viagem a São José dos Pinhais.

 

***

Rafael Martins, jornalista e guitarrista de bandas como Wandula e Cacique Revenge – rafaelmmartins@gmail.com

Guilherme Caldas, um quadrinista que trabalha com publicidade sem ser publicitário guilherme@candyland.com.br

Compartilhe

8 recomendações para você